7º Domingo de Lucas
Jesus ressuscita a Filha de Jairo
Mateus, Marcos e Lucas narram os milagres que se sucederam após a expulsão dos demônios na cidade de Gerasa. Aconteceram enquanto o Senhor retornava à Cafarnaúm, seguido pela multidão. Jesus estava agora diante do poder da doença e da morte.
As duas beneficiadas são mulheres. Uma sofria de uma enfermidade incurável que a arruinava e a afastava do convívio da sociedade, porque sua doença era vista como sinal de impureza e contaminação e, por isso, uma ameaça à integridade. A outra, uma menina, filha única, que não resistiu a uma doença grave.
Ao chegar na cidade uma multidão o esperava, sobretudo os curiosos e cheios de fé. Também estava lá o chefe da Sinagoga, Jairo, que pedia ao Senhor o restabelecimento da saúde de uma filha que estava a ponto de morrer. Jesus chamou Pedro, Tiago e João que o acompanhassem para serem testemunhas daquilo que iria se realizar.
No caminho que conduzia à casa de Jairo, Jesus curou uma mulher que sofria durante muitos anos por hemorragia. Sofria física e espiritualmente em conseqüência do desprezo e preconceito dos outros: ela era vista como impura, amaldiçoada.
Chegando à casa de Jairo, o Senhor percebeu um alvoroço pois já choravam a morte da menina. Ao entrar disse a todos: “Para que este choro? A menina não morreu, mas dorme”. Diz o Evangelista que as pessoas zombavam d'Ele. Não compreendiam que para Deus, a verdadeira morte é o pecado que mata a vida divina na alma. Para quem crê, a morte terrena é como um sono do qual se acorda em Deus.
No Antigo Testamento, a concepção de morte, apresentada sobretudo em Gênesis, Salmos, Sabedoria, Provérbios, é uma concepção israelita: a morte constituía um mero fim. A pessoa humana era vista como um corpo que era animado pela alma que lhe dava vida. Quando uma pessoa morria, a alma que lhe dava vida desaparecia e a pessoa continuava a existir naquele corpo inanimado. Por isso Jesus dizia que o nosso Deus não é um Deus dos mortos mas sim de vivos (Mt 22,32). A morte ideal, acreditavam os judeus, era aquela que vinha após longa vida, ou seja obedecendo o ciclo natural das coisas. Quando alguém morria "antes da hora" parecia que se quebrava a normalidade e o falecido e sua família eram vistos como menos abençoados por Deus. É forte também o pensamento de que a morte existia como conseqüência do pecado dos primeiros pais, sendo preciso passar por ela para chegar até Deus. Quando uma jovem morria, como a filha de Jairo, acrescentava à família uma culpa enorme por conseqüência de uma grave falta cometida por algum de seus antepassados.
O Senhor disse: “não morreu a menina, apenas dorme”. Estava morta para os homens que não podiam despertá-la. Para Deus, a menina dormia porque a sua alma vivia submetida ao poder divino, e a carne descansava para a ressurreição.
No Novo Testamento, Paulo em suas cartas, afirma que de fato a morte é conseqüência e castigo do pecado, pois ela veio ao mundo por causa de um só homem que pecou (Rm 5,12). No entanto, continua ele, fomos resgatados da morte por Cristo, uma vez que em Adão todos morremos e fomos trazidos de volta à vida pelo Redentor (1Cor 15,22). Um segundo alicerce sobre o qual está baseado a concepção da morte é constituído pela afirmação de que Jesus superou a morte com sua própria morte. A morte foi o último inimigo que Cristo teve que superar (1Cor 15,25). Cristo despojou a morte de seu poder (2Tm 1,10); destruiu pela morte o dominador da morte, o diabo (Hb 2,14). A lei do Espírito da Vida em Cristo nos libertou da Lei do Pecado e da Morte (Rm 8,2). Cristo morreu e ressuscitou tornando-se Senhor dos mortos e dos vivos (Rm 14,9). Ressuscitado dos mortos, a morte não tem mais domínio sobre Ele.
O cristão experimenta a vitória de Jesus sobre a morte, pelos sacramentos. O cristão é batizado na morte de Jesus, pois somente nestas condições é que pode ressuscitar com Jesus para a nova vida. No sacramento do Batismo ele vive a morte e a ressurreição de Cristo quando submerge três vezes na pia batismal, renascendo para a vida nova em Cristo, recebendo assim a veste branca. Participar da morte de Cristo significa "tornar-se uma só coisa com Ele" (Rm 6,5). A fé em Cristo não priva o homem da morte física mas lhe dá a certeza de que esta experiência não se resume ao fim, mas ao começo de uma nova vida.
São João Crisóstomo comenta este Evangelho dizendo: “As ressurreições feitas por Jesus são certamente fatos excepcionais; ocultam todavia a realidade maior que se dará no fim dos tempos para todos os homens, como professamos ao rezarmos o Credo: a ressurreição dos corpos. A filha de Jairo tempos depois morreu novamente, mas certamente depois experimentou a Ressurreição verdadeira em Deus”.
FONTE:
CARVAJAL, Francisco F. «Falar com Deus». São Paulo: Ed. Quadrante, 1991.Bíblia do Peregrino. São Paulo: Editora Paulus
Extraído do site: ecclesia.com.br
Vida dos Santos
São Dimitrianos, bispo de Khytri
Data de celebração: 06/11/2022
Tipo de festa: Fixa
Santo (a) do dia: São Dimitrianos, bispo de Khytri – Chipre
Biografia:
Dimitrianos nasceu no povoado de Sika, em Chipre. Seu pai era um sacerdote altamente reverenciado no local. Ele se casou muito jovem, mas sua esposa morreu três meses depois e Dimitrianos tomou o hábito no monastério de Santo Antônio. Logo se tornou famoso por seu espírito piedoso e seu dom de cura. Após ser ordenado sacerdote foi eleito abade do monastério, governando-o com grande prudência e santidade. Quando a sede de Khytri (antiga Citerea, atual Kyrka) tornou-se vaga, Dimitrianos foi eleito seu bispo. O santo estava então com quase quarenta anos e não se sentia atraído pelas responsabilidades e ocupações do episcopado. Fugiu então e foi refugiar-se com um amigo chamado Paulo que o escondeu numa caverna. Mas em pouco tempo, Paulo, cheio de remorso, contou às autoridades onde se encontrava São Dimitrianos, que não teve escolha senão aceitar a consagração episcopal. O bispo Dimitrianos governou durante vinte e cinco anos aquela sede. Pouco antes de sua morte, os sarracenos devastaram a região levando como escravos muitos cristãos. Diz-se que São Dimitrianos seguiu os invasores e intercedeu junto a eles pelos prisioneiros. Os sarracenos, impressionados com a idade já avançado do bispo, sua coragem e desprendimento, devolveram a liberdade aos escravos. São Dimitrianos é um dos santos bispos mais conhecidos e venerados em Chipre.
Trad.: Pe. André
Extraído do site: ecclesia.com.br
Hino do dia
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Celebrações do dia
2. São Lucas
3. São Demétrio, Bispo de Kithiria, Chipre
4. Memória do pó pós-caridade suprimido em Leão, o Grande
5. São Nikandros
6. São Paulo "ὁ διὰ Χριστὸν σαλὸς"
7. Santo Agapios o velho
8. São Barlaam "ὁ ἐν Χουτινῇ"
9. São Lucas "ὁ ἐν Σπηλαίῳ"
10. Santo Iltud
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Leituras do dia
Matinas - João 21: 1-14
Epístola - Gálatas 6: 16-20
Evangelho - Lucas 8, 41-56
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Jejum
Livre
Permitido todos os alimentos
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos
Livre
Permitido todos os alimentos
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos


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