«A pregação dos apóstolos e os ensinamentos dos padres firmaram uma só fé na Igreja; a qual, revestida do manto da verdade, tecido com a ciência teológica revelada, distribui sabiamente e glorifica o grande mistério da piedade.»
O «Domingo dos Santos Padres do 1° Concílio Ecumênico de Nicéia»
7º Domingo após a Páscoa – Entre a Ascensão e Pentecostes: a fé que conduz à unidade
Apóstolos: At 20: 16-18a, 28-36
Evangelho: JO 17: 1–13
Evangelho: JO 17: 1–13
A Santa Igreja nos conduz neste domingo a um lugar singular do caminho pascal. Cristo já ascendeu em glória à direita do Pai; os discípulos contemplaram o Senhor elevar-Se aos céus, mas ainda aguardam o cumprimento da promessa do Paráclito. Estamos entre a Ascensão e Pentecostes — entre a partida visível de Cristo e a manifestação plena do Espírito Santo.
Não é por acaso que a Igreja coloca justamente aqui a memória dos 318 Santos Padres do Primeiro Concílio Ecumênico de Niceia. O tempo litúrgico torna-se aqui verdadeira teologia. Entre o Cristo que sobe aos céus e o Espírito que desce sobre a Igreja, contemplamos aqueles homens santos que, iluminados pelo mesmo Espírito, preservaram a integridade da fé apostólica.
Ao longo do Pentecostárion, a Igreja nos conduziu por uma verdadeira peregrinação espiritual. Vimos Tomé passar da dúvida à confissão: “Meu Senhor e meu Deus!”; contemplamos as Miróforas tornarem-se primeiras testemunhas da Ressurreição; o Paralítico ser levantado de sua enfermidade; a Samaritana encontrar a água viva; o Cego de nascença receber não apenas a visão dos olhos, mas a luz da fé. Tudo converge para um único ponto: reconhecer quem é verdadeiramente Cristo.
É precisamente essa questão que se coloca em Niceia.
A heresia de Ário parecia, à primeira vista, apenas uma disputa teológica. Contudo, tocava o coração do próprio Evangelho. Ário afirmava que Cristo seria a maior das criaturas, exaltado por Deus, mas não Deus verdadeiro. A resposta dos Padres não foi mero exercício intelectual; foi uma defesa da própria possibilidade da salvação.
São Atanásio, grande defensor da fé nicena, compreendeu profundamente isso quando escreveu:
“Deus fez-Se homem para que o homem se tornasse participante da vida divina.”
Se Cristo não é Deus verdadeiro, a Encarnação perde seu sentido. Se Cristo não é Deus verdadeiro, a Cruz torna-se apenas o sofrimento de um homem justo. Se Cristo não é Deus verdadeiro, a Ressurreição torna-se somente um símbolo de esperança.
Mas a Igreja proclama:
“Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai.”
Os Padres não criaram uma nova doutrina. Não inventaram algo diferente. Apenas deram voz clara àquilo que a Igreja sempre viveu, rezou e confessou desde os Apóstolos.
O Evangelho deste domingo torna tudo ainda mais belo. Ouvimos parte da chamada Oração Sacerdotal de Cristo, pronunciada pouco antes de Sua Paixão:
“Pai santo, guarda-os em teu nome… para que sejam um, como nós somos um.” (Jo 17,11)
É significativo perceber que, diante da proximidade da Cruz, aquilo que ocupa o coração do Senhor é a unidade dos seus discípulos.
Mas Cristo não fala de uma unidade superficial ou construída sobre interesses humanos. A unidade pela qual Ele reza nasce da verdade e conduz à comunhão.
São Cirilo de Alexandria comenta:
“Somos unidos porque participamos do único Cristo e recebemos o mesmo Espírito.”
A unidade da Igreja não é uniformidade; é comunhão na verdade.
Vivemos hoje uma realidade em que muitos desejam um Cristo reduzido a mestre moral, exemplo ético ou inspirador espiritual. Muitos falam sobre Jesus, mas não necessariamente professam sua divindade. Curiosamente, a antiga tentação de Ário continua surgindo sob novas formas.
Por isso a memória dos Padres permanece tão atual.
A fé não nasce de preferências pessoais. Não construímos individualmente o conteúdo do que cremos. Recebemos a fé como herança viva da Igreja.
Talvez por isso o tropário deste domingo utilize imagem tão bela:
“Constituíste nossos santos Padres como astros sobre a terra.”
Os astros não possuem luz própria; refletem a luz recebida.
Assim fizeram os Padres: refletiram a luz de Cristo.
Também nós somos chamados a fazer o mesmo.
Às vésperas de Pentecostes, a Igreja nos recorda que o Espírito Santo não vem apenas para consolar; vem também para conduzir à verdade. O mesmo Espírito que desceu sobre os Apóstolos em Jerusalém foi o Espírito que falou em Niceia e continua conduzindo a Igreja através dos séculos.
Que ao nos aproximarmos do Pentecostes possamos renovar em nossos corações a mesma profissão de fé dos Padres, confessando não apenas com os lábios, mas com toda a vida:
Pontos para aprofundamento pastoral
Referências Bibliográficas
D. Irineo(Bispo de Tropaion)
Extraído do site: ecclesia.com.br
Vida dos Santos
São Simeão
Data de celebração: 24/05/2026
Tipo de festa: Fixa
Santo (a) do dia: São Simeão, o Milagroso
Biografia:
Nascido em Antioquia, seu pai era nativo de Edessa, na Mesopotâmia, e sua mãe, chamada Marta, também foi depois reverenciada como santa e teve composta uma biografia sua que incorpora uma carta que ela enviou para o filho escrita de seu pilar à Tomas, o guardião da cruz verdadeira em Jerusalém.
Assim como seu homônimo, Simeão Estilita, o Velho, o primeiro dos estilitas, Simeão parece ter sido atraído desde muito cedo para uma vida austera. Ele se juntou a uma comunidade asceta que vivia ao redor de um outro eremita num pilar, chamado João, que funcionava como líder espiritual do grupo. Simeão, ainda um garoto, fez com que erigissem um pilar para si quando ele perdeu seu primeiro dente. Ele manteve este estilo de vida por 68 anos e, no decurso de sua vida, porém, ele se mudou diversas vezes para outro pilar. Quando da primeira destas mundanças, o Patriarca de Antioquia e bispo de Selêucia o ordenou diácono durante um curto período em que ele ficou no chão. Por oito anos, até a morte de João, Simeão permaneceu ao lado da coluna de seu mestre, tão perto que eles podiam facilmente conversar. Durante este período, seu ascetismo foi contido pelo do ancião.
Após a morte de João, Simeão se libertou e deu forças às suas práticas ascéticas ao ponto de Evágrio Escolástico afirmar que ele vivia apenas sob arbustos que cresciam na região de Teópolis.2 Ele foi novamente ordenado, agora padre, e foi assim capaz de oferecer uma missa pela memória de sua mãe. Nestas ocasiões, seus discípulos, um após o outro, subiam por uma escada para receber dele a Eucaristia de suas mãos. Como era o caso da maioria dos outros santos estilitas, um grande número de milagres foi reputado à Simeão, o Moço. Em diversas ocasiões a cura era realizada através de imagens representando o eremita. No final de sua vida, o santo ocupava uma coluna sobre um morro próximo de Antioquia, chamada, por causa dele, de “Morro dos Milagres”, e foi ali que ele morreu.
Além da carta, já mencionada, diversas outras obras são atribuídas a ele. Uma quantidade destes curtos tratados espirituais foram publicados por Cozza-Luzzi (“Nova PP. Bib.”, VIII, iii, Roma, 1871, pp. 4–156). Há também um “Apocalipse” e cartas para os imperadores bizantinos Justiniano I e Justino II (veja fragmentos na P.G., de Migne, LXXXVI, pt. II, 3216-20)
Há uma longa e sombria “Vida” de São Simeão, o Moço, escrita por Nicéforo Calisto, mas é possível aprender mais sobre a vida do santo a partir da “Vida de Santa Marta”, sua mãe, e pela História Eclesiástica de Evágrio Escolástico.
Extraído do site: ecclesia.com.br
Data de celebração: 24/05/2026
Tipo de festa: Fixa
Santo (a) do dia: São Simeão, o Milagroso
Biografia:
Extraído do site: ecclesia.com.br
Hino do dia
Celebrações do dia
Leituras do dia
Matinas - João 21, 1-14
Epístola - Atos 20,16-18; 28-36
Evangelho - João 17, 1-13
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Jejum
Livre
Permitido todos os alimentos.
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Permitido todos os alimentos.
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Nenhum comentário:
Postar um comentário