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Matinas
Matinas
Tropário:
Destruístes
com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste
o luto das mirróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que
Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande
misericórdia.
Glória
ao Pai ,
ao Filho e ao Espírito Santo,
Destruístes
com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste
o luto das mirróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que
Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande
misericórdia.
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Theotokion:
Virgem
gloriosa, tesouro de nossa ressurreição, arrancai dos abismos do
pecado aqueles que colocam a sua esperança em Ti, pois salvaste os
pecadores subjugados às suas faltas, Tu que destes nascimento à
nossa salvação, Tu que permanecestes virgem no parto, durante o
parto e após o parto.
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Katisma:
O
sepulcro está aberto, o inferno se lamenta e Maria exclama aos
apóstolos prostrados: "Saí, operários da vinha, proclamai a
nova da ressurreição. O Senhor ressuscitou e deu ao mundo a grande
misericórdia."
Glória
ao Pai ,
ao Filho e ao Espírito Santo,
Ao
lado de Teu sepulcro, Senhor, Maria Madalena chora e se lamenta: Ela
Te fala e, pensando que eras o jardineiro, e diz: "Onde
colocaste a vida eterna? Onde colocaste aquele que se assenta sobre o
trono dos querubins?" E quando ela viu os guardas gelados,
caírem como mortos, exclamou: "Dai-me o meu Senhor, ou então
clamai comigo: glória a Ti que desceste até os mortos, glória a
que ressuscitaste dos mortos."
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Theotokion:
Ó
virgem Mãe de Deus, intercede por nós ao Cristo Deus que foi
crucificado por nós, e que com a Sua ressurreição destruiu o
império da morte. Intercede sem cessar, Ó Mãe de Deus, para que
ele salve as nossas almas.
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Ypakoí
Porque
Tu amas a humanidade, ó Cristo nosso Deus, Tu Te puseste na forma
humana e na carne sofreste a Cruz; salva-me por Tua Ressurreição.
Antífona:
Ó
Tu,que resgataste os cativos de Sião de seus erros. Ó Salvador
dá-me a vida e arranca-me da escravidão das paixões. Aquele que
vem do Sul semeia as penas da abstinência e ceifará com alegria os
frutos da vida eterna.
Glória
ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos
dos séculos. Amém.
Do
Espírito Santo, fonte dos tesouros divinos, jorra toda sabedoria,
julgamento e temor de Deus. A Ele o louvor e a glória, a honra e o
poder.
Prokimenon:
Levanta-Te,
Senhor, que Teus braços se elevem e não Te esqueças de Teus pobres
até o fim dos tempos. (2
vezes).
Stichos
Eu
Te louvarei, Senhor, de todo o meu coração e celebrarei todas as
Tuas maravilhas (repete
a primeira).
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Evangelho - Jo
21, 1-14
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São João.
Depois
disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao
lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo: Estavam juntos Simão
Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da
Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe eles: Também
nós vamos contigo. Partiram e entraram na barca. Naquela noite,
porém, nada apanharam. Chegada a manhã, Jesus estava na praia.
Todavia, os discípulos não o reconheceram. Perguntou-lhes Jesus:
Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não,
responderam-lhe. Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da
barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por
causa da grande quantidade de peixes. Então aquele discípulo, que
Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu
dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e
lançou-se às águas. Os outros discípulos vieram na barca,
arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão
cerca de duzentos côvados). Ao saltarem em terra, viram umas brasas
preparadas e um peixe em cima delas, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei
aqui alguns dos peixes que agora apanhastes. Subiu Simão Pedro e
puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinquenta e três peixes
grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. Disse-lhes
Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: Quem
és tu?, pois bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou
o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe. Era esta já a terceira
vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter
ressuscitado.
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Hoje
é a salvação do mundo. Louvemos Aquele que ressuscitou do túmulo,
dando-nos origem a uma nova vida, porque anulou a morte com a Sua
morte e nos concedeu a misericórdia de obter essa grande vitória.
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Divina
Liturgia
Tropário
da Ressurreição - 7º tom:
Destruístes
com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste
o luto das mirróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que
Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande
misericórdia.
Tropário
de São Pedro e São Paulo:
Príncipes
dos apóstolos e doutores do Universo, São Pedro e São Paulo, rogai
ao Mestre de todas as coisas que dê a paz ao mundo e às nossas
almas a sua grande misericórdia.
Kondakion
– 7º tom:
Glória
ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
O
domínio da morte já não pode submeter o homem, pois Cristo,
descendo, aboliu e destruiu o seu poder, o Hades está vencido,
e os profetas se alegram, clamando em uníssono: "O
Salvador apareceu àqueles que têm fé! Corram, fiéis, para a
Ressurreição!"
Theotokion
– 7º tom:
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
Como
templo da nossa ressurreição, ó Toda-gloriosa retira do túmulo e
da desolação aqueles que esperam em ti, tu nos salvaste da
escravidão do pecado, gerando a nossa Salvação, permanecendo
sempre virgem.
Kondakion
de São Pedro e São Paulo:
Levaste,
Senhor, para descansar e gozar de teus bens, os dois infalíveis
pregadores de fala divina, os príncipes dos apóstolos; pois
preferiste suas provações e morte a qualquer sacrifício, Tu, o
único conhecedor dos segredos dos corações.
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Prokimenon:
O
Senhor dará poder a seu povo (Sl 29, 11).
O
Senhor abençoará seu povo com a paz (Sl 28, 1).
Oferecei
ao Senhor, ó filhos de Deus, oferecei ao Senhor tenros
cordeiros.
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Epístola - 2Col
3,4-11
Leitura
da 2ª Epistola do Apóstolo São Paulo aos Colossenses.
Irmãos,
quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis
com ele na glória. Mortificai, pois, os vossos membros no que têm
de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos,
a cobiça, que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus
sobre os descrentes. Outrora também vós assim vivíeis, mergulhados
como estáveis nesses vícios. Agora, porém, deixai de lado todas
estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras
torpes da vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos
despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revestistes do
novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o
criou, até atingir o perfeito conhecimento. Aí não haverá mais
grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas
somente Cristo, que será tudo em todos..
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Aleluia!
Aleluia,
aleluia, aleluia!
É
bom exaltar o Senhor e cantar louvores ao teu Nome, ó Altíssimo (Sl
92, 1)
Aleluia,
aleluia, aleluia!
Proclamar
pela manhã o teu amor e a tua fidelidade pela noite (Sl 91, 2)
Aleluia,
aleluia, aleluia!
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Evangelho - Lc
17,12-19
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.
Naquele
tempo, Jesus estava para entrar num povoado, quando dez leprosos
vieram ao seu encontro. Pararam a certa distância e gritaram: Jesus,
Mestre, tem compaixão de nós! Ao vê-los, Jesus disse: Ide
apresentar-vos aos sacerdotes. Enquanto estavam a caminho, aconteceu
que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou
glorificando a Deus em alta voz; caiu de rosto aos pés de Jesus e
Lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou:
Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve
quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro? E
disse-lhe: Levanta-te e vai! Tua fé te salvou.
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Sinaxe
«O
homem atingido pela lepra andará com as vestes rasgadas, os cabelos
em desordem e a barba coberta, gritando: 'Impuro! Impuro!' Durante
todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro,
deve ficar isolado e morar fora do acampamento» [...] (Lev 13,
45-46)
Esta era a situação a que os
enfermos de lepra deveriam se submeter, segundo os códigos
religiosos do Templo. Os doentes não tinham outra identidade além
da lepra; a doença vergonhosa que os cobria desestruturava-os
socialmente, fazendo com que fossem marginalizados. Estavam
condenados a viver à distância, fora dos povoados, em bairros
afastados do resto da população, não podendo manter contato com
ela, nem assistir às cerimônias religiosas.
Além desta doença terrível,
os samaritanos traziam o jugo do desprezo pelo simples fato de
povoarem a região da Samaria, região central da Palestina. Entre
samaritanos e judeus, existia uma forte rivalidade que remontava ao
ano 721 a. C. Neste ano, o imperador Sargão II tomou militarmente a
cidade da Samaria e deportou para a Assíria a mão-de-obra
qualificada, povoando a região conquistada com colonos assírios,
como conta o segundo livro dos Reis (cap. 17). Com o decorrer do
tempo, estes colonos se misturaram com a população da Samaria,
dando origem a uma raça mista que, naturalmente, mesclou também as
crenças.
Por esta razão a Samaria era considerada pelos
judeus como uma região diferente, com uma população de sangue
misturado (por isso impuro) e sincréticos. Chamar um judeu de
«samaritano» era um grave insulto.
Nada, no entanto, incomodava
mais ao povo judeu do que a relação de Jesus com os samaritanos.
Esse era um povo odiado pelos judeus. Suas relações eram tão
hostis que o evangelista São João, o Teólogo, se vê obrigado a
explicar: «...os judeus não se davam com os samaritanos» (Jo 4.9).
Esta hostilidade não se enraizava nas diferenças sociais como
acontecia nas suas relações com o povo romano. Não eram diferenças
morais como no caso dos publicanos e prostitutas, nem tampouco
diferenças geográficas, como as que nutriam em relação ao resto
do mundo (os gentios). O que tornava essa relação tão amarga eram
suas diferenças religiosas. Parece que nada divide tanto as pessoas
quanto suas convicções religiosas.
Este é o panorama encontrado
por Jesus, ao passar pela Samaria e Galiléia. Quando estava para
entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à
distância, e gritaram: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!» E,
ao vê-los, Jesus disse: «Ide apresentar-vos aos sacerdotes'.
Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados».
Uma das funções do sacerdote
do Templo era diagnosticar certas enfermidades que, por serem
contagiosas, exigiam que o enfermo se retirasse por um tempo da vida
pública para não contagiar outros com sua infecção. Uma vez
curado, este devia apresentar-se ao sacerdote para que lhe desse uma
espécie de certificado de cura que lhe permitisse a reintegração
na sociedade, através de um ritual que exigia o sacrifício de um
animal.
Mas o relato do Evangelho não
termina com a cura. «Um deles, ao perceber que estava curado, voltou
glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o
rosto por terra, e Lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então
Jesus lhe perguntou: 'Não foram dez os curados? E os outros nove,
onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não
ser este estrangeiro?' E disse-lhe: 'Levanta-te e vai! Tua fé te
salvou!'» (Lc 17, 11-17).
A consciência de ter sido
curado fez do samaritano um homem agradecido. Enquanto os outros nove
foram cumprir o preceito religioso de mostrar ao sacerdote sua cura,
o samaritano privilegiou a ação de graças e o louvor. Coube a ele
o reconhecimento mais perfeito, pois, liberto de sua enfermidade,
estava livre para manifestar sentimentos de adoração agradecida,
ajoelhando-se diante de Jesus para glorificar a Deus (vv.15-16).
Quando o samaritano não mais
viu suas feridas em seu corpo, seu olhar fixou naquele que o curou .
O agradecimento ou ação de graças brotou, então, de um coração
também curado, um coração novo, liberto das feridas e das chagas,
capaz de reconhecer o agir divino e de atitudes concretas de
agradecimento.
Um coração contrito e humilde
é o que quer o Senhor nosso Deus e não sacrifícios e holocaustos.
O agradecimento brota do coração do homem simples, humilde e
contrito, ciente dos limites que lhe são próprios. Por isso, nelas
Deus se faz morada. O orgulhoso não tem tempo para agradecer,
preferindo mostrar aos outros sua cura externa, ocultando o
verdadeiro autor deste prodígio. Para este será sim necessário
oferecer sacrifícios em holocausto, pois não se encontra liberto da
velha lei que oprime. Sua cura exterior se realizou, mas o coração
que carrega o orgulho e a vaidade, continua doente, não se abriu à
graça da cura. Para o samaritano, sua contrição e humildade
substituíram qualquer outro sacrifício.
FONTES
DE CONSULTA:
WACH,
Joaquim - Sociologia da Religião. Ed. Paulinas - S.Paulo,
1990
GUTIERREZ, Gustavo - O Deus da Vida. Ed Loyola -
S.Paulo, 1990

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