Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

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Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

PROGRAMAÇÃO MENSAL
F E V E R E I R O / 2 0 2 6

18/01/2015 - 12º Domingo de Lucas

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Matinas

Tropário:
Destruístes com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste o luto das mirróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande misericórdia.

Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,

Destruístes com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste o luto das mirróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande misericórdia.

Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion:
Virgem gloriosa, tesouro de nossa ressurreição, arrancai dos abismos do pecado aqueles que colocam a sua esperança em Ti, pois salvaste os pecadores subjugados às suas faltas, Tu que destes nascimento à nossa salvação, Tu que permanecestes virgem no parto, durante o parto e após o parto.
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Katisma:
O sepulcro está aberto, o inferno se lamenta e Maria exclama aos apóstolos prostrados: "Saí, operários da vinha, proclamai a nova da ressurreição. O Senhor ressuscitou e deu ao mundo a grande misericórdia."

Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,

Ao lado de Teu sepulcro, Senhor, Maria Madalena chora e se lamenta: Ela Te fala e, pensando que eras o jardineiro, e diz: "Onde colocaste a vida eterna? Onde colocaste aquele que se assenta sobre o trono dos querubins?" E quando ela viu os guardas gelados, caírem como mortos, exclamou: "Dai-me o meu Senhor, ou então clamai comigo: glória a Ti que desceste até os mortos, glória a que ressuscitaste dos mortos."

Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion:
Ó virgem Mãe de Deus, intercede por nós ao Cristo Deus que foi crucificado por nós, e que com a Sua ressurreição destruiu o império da morte. Intercede sem cessar, Ó Mãe de Deus, para que ele salve as nossas almas.
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Ypakoí
Porque Tu amas a humanidade, ó Cristo nosso Deus, Tu Te puseste na forma humana e na carne sofreste a Cruz; salva-me por Tua Ressurreição.

Antífona:
Ó Tu,que resgataste os cativos de Sião de seus erros. Ó Salvador dá-me a vida e arranca-me da escravidão das paixões. Aquele que vem do Sul semeia as penas da abstinência e ceifará com alegria os frutos da vida eterna.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Do Espírito Santo, fonte dos tesouros divinos, jorra toda sabedoria, julgamento e temor de Deus. A Ele o louvor e a glória, a honra e o poder.

Prokimenon:
Levanta-Te, Senhor, que Teus braços se elevem e não Te esqueças de Teus pobres até o fim dos tempos. (2 vezes).

Stichos
Eu Te louvarei, Senhor, de todo o meu coração e celebrarei todas as Tuas maravilhas (repete a primeira).
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Evangelho - Jo 21, 1-14
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São João.

Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe eles: Também nós vamos contigo. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam. Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram. Perguntou-lhes Jesus: Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não, responderam-lhe. Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes. Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas. Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados). Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes. Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinquenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: Quem és tu?, pois bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe. Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.
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Hoje é a salvação do mundo. Louvemos Aquele que ressuscitou do túmulo, dando-nos origem a uma nova vida, porque anulou a morte com a Sua morte e nos concedeu a misericórdia de obter essa grande vitória.
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Divina Liturgia

Tropário da Ressurreição - 7º tom:
Destruístes com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste o luto das mirróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande misericórdia.

Tropário de São Pedro e São Paulo:
Príncipes dos apóstolos e doutores do Universo, São Pedro e São Paulo, rogai ao Mestre de todas as coisas que dê a paz ao mundo e às nossas almas a sua grande misericórdia.

Kondakion – 7º tom:
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.

O domínio da morte já não pode submeter o homem,  pois Cristo, descendo, aboliu e destruiu o seu poder,  o Hades está vencido, e os profetas se alegram,  clamando em uníssono: "O Salvador apareceu àqueles que têm fé!  Corram, fiéis, para a Ressurreição!"

Theotokion – 7º tom:
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Como templo da nossa ressurreição, ó Toda-gloriosa retira do túmulo e da desolação aqueles que esperam em ti, tu nos salvaste da escravidão do pecado, gerando a nossa Salvação, permanecendo sempre virgem.

Kondakion de São Pedro e São Paulo:
Levaste, Senhor, para descansar e gozar de teus bens, os dois infalíveis pregadores de fala divina, os príncipes dos apóstolos; pois preferiste suas provações e morte a qualquer sacrifício, Tu, o único conhecedor dos segredos dos corações.
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Prokimenon:
O Senhor dará poder a seu povo (Sl 29, 11).
O Senhor abençoará seu povo com a paz (Sl 28, 1).
Oferecei ao Senhor, ó filhos de Deus, oferecei ao Senhor tenros cordeiros.
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Epístola - 2Col 3,4-11
Leitura da 2ª Epistola do Apóstolo São Paulo aos Colossenses.

Irmãos, quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória. Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes. Outrora também vós assim vivíeis, mergulhados como estáveis nesses vícios. Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento. Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos..
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Aleluia!
Aleluia, aleluia, aleluia!

É bom exaltar o Senhor e cantar louvores ao teu Nome, ó Altíssimo (Sl 92, 1)
Aleluia, aleluia, aleluia!

Proclamar pela manhã o teu amor e a tua fidelidade pela noite (Sl 91, 2)
Aleluia, aleluia, aleluia!
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Evangelho - Lc 17,12-19
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

Naquele tempo, Jesus estava para entrar num povoado, quando dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam a certa distância e gritaram: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Ao vê-los, Jesus disse: Ide apresentar-vos aos sacerdotes. Enquanto estavam a caminho, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; caiu de rosto aos pés de Jesus e Lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai! Tua fé te salvou.
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Sinaxe

«O homem atingido pela lepra andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: 'Impuro! Impuro!' Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento» [...] (Lev 13, 45-46)

Esta era a situação a que os enfermos de lepra deveriam se submeter, segundo os códigos religiosos do Templo. Os doentes não tinham outra identidade além da lepra; a doença vergonhosa que os cobria desestruturava-os socialmente, fazendo com que fossem marginalizados. Estavam condenados a viver à distância, fora dos povoados, em bairros afastados do resto da população, não podendo manter contato com ela, nem assistir às cerimônias religiosas.
Além desta doença terrível, os samaritanos traziam o jugo do desprezo pelo simples fato de povoarem a região da Samaria, região central da Palestina. Entre samaritanos e judeus, existia uma forte rivalidade que remontava ao ano 721 a. C. Neste ano, o imperador Sargão II tomou militarmente a cidade da Samaria e deportou para a Assíria a mão-de-obra qualificada, povoando a região conquistada com colonos assírios, como conta o segundo livro dos Reis (cap. 17). Com o decorrer do tempo, estes colonos se misturaram com a população da Samaria, dando origem a uma raça mista que, naturalmente, mesclou também as crenças.

Por esta razão a Samaria era considerada pelos judeus como uma região diferente, com uma população de sangue misturado (por isso impuro) e sincréticos. Chamar um judeu de «samaritano» era um grave insulto.
Nada, no entanto, incomodava mais ao povo judeu do que a relação de Jesus com os samaritanos. Esse era um povo odiado pelos judeus. Suas relações eram tão hostis que o evangelista São João, o Teólogo, se vê obrigado a explicar: «...os judeus não se davam com os samaritanos» (Jo 4.9). Esta hostilidade não se enraizava nas diferenças sociais como acontecia nas suas relações com o povo romano. Não eram diferenças morais como no caso dos publicanos e prostitutas, nem tampouco diferenças geográficas, como as que nutriam em relação ao resto do mundo (os gentios). O que tornava essa relação tão amarga eram suas diferenças religiosas. Parece que nada divide tanto as pessoas quanto suas convicções religiosas.
Este é o panorama encontrado por Jesus, ao passar pela Samaria e Galiléia. Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, e gritaram: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!» E, ao vê-los, Jesus disse: «Ide apresentar-vos aos sacerdotes'. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados».
Uma das funções do sacerdote do Templo era diagnosticar certas enfermidades que, por serem contagiosas, exigiam que o enfermo se retirasse por um tempo da vida pública para não contagiar outros com sua infecção. Uma vez curado, este devia apresentar-se ao sacerdote para que lhe desse uma espécie de certificado de cura que lhe permitisse a reintegração na sociedade, através de um ritual que exigia o sacrifício de um animal.
Mas o relato do Evangelho não termina com a cura. «Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e Lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: 'Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?' E disse-lhe: 'Levanta-te e vai! Tua fé te salvou!'» (Lc 17, 11-17).
A consciência de ter sido curado fez do samaritano um homem agradecido. Enquanto os outros nove foram cumprir o preceito religioso de mostrar ao sacerdote sua cura, o samaritano privilegiou a ação de graças e o louvor. Coube a ele o reconhecimento mais perfeito, pois, liberto de sua enfermidade, estava livre para manifestar sentimentos de adoração agradecida, ajoelhando-se diante de Jesus para glorificar a Deus (vv.15-16).
Quando o samaritano não mais viu suas feridas em seu corpo, seu olhar fixou naquele que o curou . O agradecimento ou ação de graças brotou, então, de um coração também curado, um coração novo, liberto das feridas e das chagas, capaz de reconhecer o agir divino e de atitudes concretas de agradecimento.
Um coração contrito e humilde é o que quer o Senhor nosso Deus e não sacrifícios e holocaustos. O agradecimento brota do coração do homem simples, humilde e contrito, ciente dos limites que lhe são próprios. Por isso, nelas Deus se faz morada. O orgulhoso não tem tempo para agradecer, preferindo mostrar aos outros sua cura externa, ocultando o verdadeiro autor deste prodígio. Para este será sim necessário oferecer sacrifícios em holocausto, pois não se encontra liberto da velha lei que oprime. Sua cura exterior se realizou, mas o coração que carrega o orgulho e a vaidade, continua doente, não se abriu à graça da cura. Para o samaritano, sua contrição e humildade substituíram qualquer outro sacrifício.

FONTES DE CONSULTA:
WACH, Joaquim - Sociologia da Religião. Ed. Paulinas - S.Paulo, 1990
GUTIERREZ, Gustavo - O Deus da Vida. Ed Loyola - S.Paulo, 1990

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