Dom Irineo
Bispo de Tropaion
X Domingo de São Mateus
Leituras bíblicas
Orthros: Jo 21,14-25
Epístola: 1Cor 4,9-16
Evangelho: Mt 17,14-23
O Evangelho deste X Domingo de São Mateus começa precisamente onde terminou a experiência extraordinária da Transfiguração. Pedro, Tiago e João haviam contemplado Cristo resplandecente sobre o monte; tinham visto Sua face brilhar como o sol, Suas vestes tornarem-se brancas como a luz e haviam escutado a voz do Pai proclamando: «Este é o meu Filho amado; escutai-O». Agora, porém, é preciso descer. E, ao pé da montanha, o cenário muda completamente. A luz dá lugar ao sofrimento, a contemplação ao conflito, o esplendor à fragilidade humana. Um pai desesperado aproxima-se de Jesus, ajoelha-se diante d’Ele e suplica:
«Senhor, tem compaixão de meu filho.»
O menino sofre terrivelmente, é lançado ao fogo e à água, e os discípulos, apesar de sua proximidade com Cristo, mostraram-se incapazes de libertá-lo.
A proximidade entre esses dois acontecimentos é profundamente significativa. O Evangelho não nos permite permanecer no Tabor. A revelação da glória conduz necessariamente de volta ao mundo ferido, onde há pessoas sofrendo, pais desesperados, crianças atormentadas e discípulos que descobrem os limites de suas próprias forças. É como se São Mateus nos advertisse que contemplar Cristo não significa retirar-se da realidade, mas aprender a retornar a ela de maneira diferente. A verdadeira experiência de Deus não nos preserva do encontro com a dor; torna-nos responsáveis diante dela. E é justamente nesse ponto que se revela o drama dos discípulos: eles estiveram próximos de Cristo, receberam autoridade para anunciar o Reino e expulsar os espíritos malignos, mas, diante daquele menino, fracassaram. A graça que lhes fora concedida ainda não se transformara plenamente em vida interior.
Por isso, quando o pai conta que levara o filho aos discípulos e eles não puderam curá-lo, a resposta de Jesus é severa:
«Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos suportarei?»
A dureza dessas palavras não deve ser entendida como falta de compaixão. Ao contrário, nasce precisamente da urgência da cura. Cristo percebe que o mal diante d’Ele não está somente no sofrimento visível daquele jovem. Há outra enfermidade, mais silenciosa, atingindo aqueles que deveriam ser instrumentos da graça: a fragilidade da fé.
O Metropolita Hierotheos de Nafpaktos chama a atenção para a associação feita pelo próprio Senhor entre incredulidade e perversão. A fé, na compreensão ortodoxa, nunca permanece restrita ao campo intelectual, como simples aceitação de determinadas verdades religiosas. Aquilo que ocupa o nous e o coração necessariamente repercute na existência inteira. A verdadeira fé transforma progressivamente os desejos, os afetos, as escolhas e a maneira de nos relacionarmos com Deus, com o próximo e com a criação. Por isso, São Máximo, o Confessor, pôde afirmar que a fé sem obras torna-se fantasia, assim como as obras separadas da fé perdem sua orientação para Deus. O Evangelho não opõe doutrina e vida, contemplação e ação, fé e comportamento; apresenta-os como dimensões inseparáveis de uma única existência transformada pela graça.
Talvez seja esta uma das advertências mais atuais desta passagem. É possível estar muito próximo das coisas sagradas e, ainda assim, possuir uma fé enfraquecida. Os discípulos conviviam com Jesus, ouviam Sua palavra, presenciavam Seus milagres e participavam de Sua missão. Alguns deles acabavam de descer do Tabor. Mesmo assim, diante daquela situação concreta, descobriram sua impotência. Também nós podemos frequentar a igreja, conhecer as orações, venerar os ícones, participar dos santos mistérios e, contudo, permitir que nossa relação com Deus permaneça apenas na superfície da existência. A questão colocada pelo Evangelho não é simplesmente se acreditamos em Deus, mas até que ponto essa fé penetrou nosso coração e começou verdadeiramente a transformá-lo.
Essa passagem torna-se ainda mais expressiva quando contemplada a partir da Divina Liturgia. Toda celebração eucarística possui, de certo modo, algo da subida ao Tabor. Entramos no templo deixando por algum tempo as preocupações dispersas do cotidiano; somos envolvidos pela oração da Igreja; contemplamos nos santos ícones Cristo, a Theotokos e os santos já transfigurados pela graça; escutamos a Palavra e, finalmente, somos chamados a receber no Santo Cálice o próprio Senhor. Mas a Liturgia termina. As portas se abrem e voltamos ao mundo. E então surge a pergunta decisiva: o que acontece com nossa fé quando descemos da montanha? O que permanece daquilo que celebramos quando reencontramos nossas tensões familiares, nossos ressentimentos, as dificuldades do trabalho, a doença, as injustiças, as tentações e as pessoas concretas que precisam de nós? O verdadeiro fruto da Liturgia não consiste apenas na consolação experimentada dentro do templo, mas na transfiguração da vida que começa quando saímos dele. Essa imagem, presente também entre as fontes reunidas para esta edição, oferece uma ponte particularmente fecunda entre a Transfiguração celebrada e o Evangelho deste domingo.
Quando os discípulos perguntam reservadamente por que não conseguiram expulsar o demônio, Cristo responde:
«Por causa de vossa pouca fé. Pois, em verdade vos digo: se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta montanha: “Passa daqui para lá”, e ela passará; e nada vos será impossível.»
A força da imagem está justamente no contraste. A semente é minúscula; a montanha, imensa. Cristo não está propondo uma técnica para obter coisas extraordinárias nem ensinando que uma convicção psicológica suficientemente intensa obrigaria Deus a realizar nossos desejos. A fé evangélica não é confiança em nossa própria capacidade de acreditar. Sua força não provém do tamanho da semente, mas daquele em quem ela está enraizada.
Uma fé pequena, mas viva, pode ser infinitamente mais fecunda do que uma religiosidade aparentemente grandiosa, porém fechada sobre si mesma. O grão de mostarda possui vida em seu interior. Enterrado na terra, desaparece, rompe sua própria casca e cresce silenciosamente. Assim também a fé autêntica não necessita de espetáculo. Muitas vezes amadurece escondida no coração de pessoas que jamais serão conhecidas, mas que sustentam famílias inteiras pela oração, atravessam enfermidades sem perder a esperança, perdoam quando teriam razões humanas para alimentar ressentimentos, cuidam silenciosamente dos outros e permanecem fiéis quando ninguém as observa. São essas pequenas sementes que, pela graça de Deus, continuam movendo as verdadeiras montanhas do mundo.
E quais são essas montanhas? Nem sempre serão as dificuldades exteriores que desejaríamos ver imediatamente removidas. Há montanhas muito mais próximas: o orgulho que há anos nos impede de pedir perdão; um ressentimento que carregamos como se fosse parte de nossa identidade; um vício que aprendemos a justificar; a incapacidade de reconciliar-nos; a indiferença diante do sofrimento alheio; o medo que paralisa; a necessidade de controlar tudo e todos; a resistência em entregar verdadeiramente a própria vida a Deus. Às vezes pedimos ao Senhor que transforme as circunstâncias quando a primeira montanha a ser movida está dentro de nós.
É neste ponto que se compreende a palavra de Cristo sobre a oração e o jejum. Conforme a tradição textual conservada e especialmente o paralelo de Marcos, o Senhor ensina:
«Esta espécie não pode sair senão pela oração.»
A tradição ascética da Igreja recebeu esse ensinamento inseparavelmente ligado ao jejum. O sentido, porém, não é mágico. Oração e jejum não constituem instrumentos de poder sobre Deus ou fórmulas para adquirir capacidades extraordinárias. São caminhos de libertação do próprio homem. Pela oração, a mente dispersa retorna ao Senhor; pelo jejum, os desejos deixam de exercer domínio absoluto sobre o corpo e o coração. Um reúne o homem interior em Deus; o outro ensina-lhe novamente a liberdade diante das coisas criadas. O Metropolita Hierotheos exprime essa realidade de maneira particularmente clara: a oração reorienta para Deus as potências da alma que o pecado dispersou, enquanto o jejum combate a escravidão aos bens e desejos criados. Ambos tornam o homem mais receptivo à graça, porque removem aquilo que o mantém fechado sobre si mesmo.
Isso explica por que os discípulos fracassaram. O poder que receberam nunca lhes pertenceu. Não podiam transformá-lo numa posse, como se a proximidade com Cristo lhes garantisse automaticamente autoridade espiritual. Fora da comunhão viva com o Senhor, o discípulo descobre rapidamente sua pobreza. O Evangelho desmonta, assim, toda tentação de autossuficiência religiosa. Ninguém vence o mal porque possui um cargo na Igreja, conhece mais teologia, observa exteriormente determinadas práticas ou adquiriu experiência pastoral. Toda autoridade verdadeiramente cristã permanece dependente da comunhão com Cristo. Quando essa comunhão enfraquece, podem continuar as palavras, as funções e até as aparências da religião, mas falta-lhes aquela força interior que nasce da graça.
A Epístola deste domingo ilumina admiravelmente esse aspecto. São Paulo descreve os Apóstolos de maneira quase desconcertante:
«Fizemo-nos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens.»
E acrescenta:
«Somos loucos por causa de Cristo.»
Sofrem fome e sede, são perseguidos, difamados e tratados como «o lixo do mundo». Não encontramos aqui homens fascinados pelo próprio poder espiritual, mas pessoas que descobriram que a autoridade apostólica possui a forma da Cruz. Quando insultados, bendizem; quando perseguidos, suportam; quando caluniados, respondem com bondade. É justamente nessa fraqueza assumida por amor que se manifesta a força do Evangelho. São João Crisóstomo percebe nessa passagem uma inversão radical dos critérios do mundo: o cristão não demonstra força fazendo o outro sofrer, mas permanecendo fiel ao bem mesmo quando sofre injustamente.
A palavra de Paulo torna-se ainda mais comovente quando ele abandona o tom irônico dirigido aos coríntios e lhes fala como pai:
«Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos amados. Ainda que tivésseis dez mil pedagogos em Cristo, não teríeis muitos pais, pois fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho.»
Sua autoridade nasce da entrega. Paulo pode dizer:
«Sede meus imitadores.»
Pode dizê-lo porque antes ofereceu a própria vida por aqueles que chama de filhos. A verdadeira paternidade espiritual não se fundamenta na imposição nem na necessidade de ser obedecido, mas na disposição de carregar o outro no coração, corrigi-lo sem humilhá-lo, sofrer por seu crescimento e conduzi-lo não a si mesmo, mas a Cristo.
Surge, então, uma bela correspondência entre a Epístola e o Evangelho: encontramos dois pais. Paulo sofre pelos filhos que gerou no Evangelho; no Evangelho, um pai sofre pelo filho atormentado e leva sua impotência aos pés de Cristo. Nenhum dos dois possui controle sobre aqueles que ama. Ambos conhecem, de maneiras diferentes, a dor de amar sem poder simplesmente determinar o resultado. E talvez aqui se encontre uma das mensagens mais humanas deste domingo. Amar verdadeiramente alguém significa também experimentar nossa incapacidade de salvá-lo. Pais conhecem essa dor diante dos filhos; esposos diante um do outro; sacerdotes diante daqueles que lhes foram confiados; amigos diante dos sofrimentos daqueles que amam. Há momentos em que não podemos resolver, corrigir ou proteger. Podemos apenas carregar o outro até Cristo.
O pai do Evangelho faz exatamente isso. Ele não apresenta ao Senhor uma fé triunfante. Apresenta sua dor. A narrativa paralela de São Marcos preserva seu grito extraordinário:
«Creio, Senhor! Ajuda minha incredulidade!»
Talvez poucas orações expressem tão perfeitamente a condição do discípulo. Fé e fragilidade aparecem no mesmo coração. O homem não tenta convencer Cristo de que possui uma fé que não possui; não esconde sua pobreza espiritual; não oferece uma imagem idealizada de si mesmo. Simplesmente entrega ao Senhor aquilo que é. E justamente essa verdade do coração abre espaço para a graça.
A tradição ascética insiste continuamente que o coração contrito é o verdadeiro lugar do encontro com Deus. O texto contemporâneo reunido entre as fontes desta edição recorda, a partir de São Marcos, o Asceta, que a memória de Deus envolve também uma dor do coração suportada em espírito de devoção. Não se trata de cultivar tristeza, mas de permitir que caiam nossas ilusões sobre nós mesmos. Enquanto imaginamos possuir força, justiça e fé suficientes, permanecemos fechados à graça. Quando reconhecemos nossa pobreza, começamos finalmente a rezar. O pai daquele menino já havia descoberto aquilo que os discípulos ainda precisavam aprender: há situações em que somente resta colocar-se diante de Cristo e pedir misericórdia.
O Evangelho termina de maneira aparentemente abrupta. Logo depois de falar da fé capaz de mover montanhas, Jesus anuncia novamente Sua Paixão:
«O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens; eles O matarão, e ao terceiro dia ressuscitará.»
Essa conclusão impede qualquer interpretação triunfalista do milagre. A fé cristã não encontra sua expressão suprema em realizar prodígios, mas em seguir Cristo até a Cruz. A maior montanha não é aquela que se desloca diante dos olhos da multidão; é o coração humano que aprende a dizer ao Pai, em comunhão com o Filho: seja feita a tua vontade. A oração e o jejum conduzem precisamente a essa liberdade interior.
Este domingo, portanto, fala menos de uma fé capaz de realizar o impossível do que de uma fé que aprende onde está sua verdadeira força. Os discípulos fracassam quando confiam implicitamente naquilo que receberam como se lhes pertencesse; Paulo torna-se forte quando aceita ser fraco por Cristo; o pai encontra socorro quando transforma sua impotência em súplica. Todos convergem para a mesma verdade: a força cristã começa quando termina a autossuficiência.
Talvez seja por isso que a imagem do grão de mostarda permaneça tão adequada à vida da Igreja. O Reino raramente cresce através daquilo que impressiona. Cresce no silêncio da oração, no jejum que ninguém vê, no perdão oferecido sem publicidade, na fidelidade de quem permanece, na paciência de quem cuida, na palavra de consolo dita na hora certa, na pequena oferta feita com amor, na perseverança daqueles que continuam rezando por alguém quando já não sabem o que fazer. São gestos pequenos como sementes, mas trazem dentro de si uma vida que não lhes pertence.
Ao descermos, portanto, do Tabor celebrado há poucos dias e reencontrarmos com os discípulos a fragilidade do mundo ao pé da montanha, a Igreja não nos pede uma fé espetacular. Pede uma fé viva. Uma fé alimentada pela oração, purificada pelo jejum, provada pela paciência e manifestada no amor. Uma fé suficientemente humilde para dizer:
«Senhor, eu creio; ajuda minha incredulidade!»
e suficientemente perseverante para continuar colocando diante de Cristo aqueles que carregamos no coração. Porque, quando essa pequena semente encontra sua raiz em Deus, até aquilo que parecia imóvel pode começar a transformar-se.
- BÍBLIA. Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios, 4,9-16; Evangelho segundo São Mateus, 17,14-23; Evangelho segundo São Marcos, 9,14-29.
- HIEROTHEOS (Vlachos), Metropolita de Nafpaktos e São Vlasios. Homily for the Tenth Sunday of Matthew: A Faithless and Perverse Generation. Tradução inglesa de John Sanidopoulos. Texto consultado no material reunido para esta edição.
- JOÃO CRISÓSTOMO, São. Homilias sobre a Primeira Epístola aos Coríntios. Comentários a 1Cor 4.
- MÁXIMO, O CONFESSOR, São. Escritos ascéticos e teológicos sobre a relação entre fé e obras.
- MARCOS, O ASCETA, São. Escritos ascéticos sobre a oração e a memória de Deus.
- TEÓFANO, O RECLUSO, São. Escritos sobre a oração e a vida espiritual.
- LEMASTERS, Philip. True Faith Comes Through a Broken Heart: Homily for the Tenth Sunday After Pentecost & Tenth Sunday of Matthew in the Orthodox Church. Eastern Christian Insights. Texto consultado no material reunido para esta edição.
- Sunday Homily for 10th Sunday of Matthew: Matthew 17:14-23. St. Vasilios Greek Orthodox Church, Brunswick. Texto homilético consultado no material reunido para esta edição.
Extraído do site: ecclesia.com.br
Vida dos Santos
São Matias, apóstolo
Data de celebração: 09/08/2026
Tipo de festa: Fixa
Santo (a) do dia: São Matias, apóstolo
Biografia:
O Santo Apóstolo Matias era natural de Belém e um dos descendentes da tribo de Judá. Desde a sua infância em Jerusalém, dedicou-se à meditação da Lei de Deus através do estudo dos livros sagrados e, sob a orientação de São Simeão, o Receptor de Deus, foi instruído na vida e nas virtudes. Em tudo, procurava ser agradável a Deus, seguindo estritamente o caminho dos Divinos Mandamentos.
Matias foi contado entre os setenta e dois outros discípulos que «o Senhor designou e enviou, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir» (Lc 10,1), tendo antes seguido Jesus desde o começo de sua vida pública, testemunhando e vivendo todo o drama da sua paixão, morte e ressurrreição. Após a morte de Judas Iscariotes, o Traidor, Matias foi o escolhido para ocupar seu lugar, completando o grupo dos Doze Apóstolos. Sua Eleição foi descrita nos Atos dos Apóstolos, assim:
«É necesário, pois, que, dentre estes homens que nos acompanharam todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu em nosso meio, a começar do batismo de João até o dia em que dentre nós foi arrebatado, um destes se torne conosco testemunha da sua ressurreição. Apresentaram então dois: José, chamado Barsabás e Matias. E fizeram esta oração: ‘Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste para ocupar o lugar que Judas abandonou, no ministério do apostolado, para dirigir-se ao lugar que era o seu’ lançaram sortes sobre eles, e a sorte veio a cair em Matias, que foi então contado entre os doze apóstolos (At 1,21-26).
Após a descida do Espírito Santo, os apóstolos fizeram a distribuição dos lugares aonde deviam levar o Evangelho. Ao apóstolo Matias coube a região da Judéia, onde percorreu cidades e povoados proclamando a boa-nova da presença do Salvador do mundo, na pessoa de Jesus Cristo. O livro do Atos dos Apóstolos relata que o apóstolo Matias pregou o Evangelho na Judéia e em Jerusalém, juntamente com os outros Apóstolos (At 6,2; 8,14). Sua pregação não se restringiu aos judeus, alcançando também os gentios. Diz ainda a Tradição que São Matias levou o Evangelho aos habitantes da Etiópia, e lá teve de suportar muitas e diversas formas de aflições.
Ainda que sejam poucos os relatos sobre a sua vida, sabe-se que ele sofreu o martírio em Colchis, apedrejado por ordem do sumo sacerdote Ananías, e recebeu a coroa de mártir, oferecendo sua vida por amor a Cristo, no ano 63.
Trad.: pe. André
São Matias, apóstolo e mártir (II)
São Matias era um dos numerosos discípulos que seguiram Jesus, desde o começo de sua vida pública. Foi testemunha de Jesus e viveu todo o drama da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Ele foi o escolhido para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, O Traidor, e tornar-se assim o décimo segundo apóstolo, completando o grupo após a morte de Judas. É justamente São Matias, o santo que hoje comemoramos.
Sua Eleição foi descrita nos Atos dos Apóstolos, assim: “É necessário, pois, que, dentre estes homens que nos acompanharam todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu em nosso meio, a começar do batismo de João até o dia em que dentre nós foi arrebatado, um destes se torne conosco testemunha da sua ressurreição” Apresentaram então dois: José, chamado Barsabás e Matias. E fizeram esta oração: “Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste para ocupar o lugar que Judas abandonou, no ministério do apostolado, para dirigir-se ao lugar que era o seu; lançaram sortes sobre eles, e a sorte veio a cair em Matias, que foi então contado entre os doze apóstolos (atos dos Apóstolos 1,21-26).
Poucos relatos existem sobre sua vida, Sabe-se apenas que ele também morreu sob martírio em Colchis e, muitas vezes, teve o seu nome confundido com o de São Mateus, que em muito se assemelha na grafia.
Hino do dia
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Celebrações do dia
1. São Matias, o Apóstolo
2. Santos Dez Mártires que martirizaram em Halki
3. Agios Antoninos de Alexandria
4. São João
5. São Constantino I, Patriarca de Constantinopla
6. Encontrando o ícone intocado de Cristo em Kamouliana
7. Santo Eutímio, Metropolita de Rodes, Hieromártir
8. Comemoração da inauguração da Igreja dos Santos Zoe e Esperos na segunda-feira
9. São Alemão no Alasca
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Leituras do dia
Matinas - João 21, 1-14
Evangelho - Mateus 17, 14-23
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Epístola - I Corintios 4, 9-16
Evangelho - Mateus 17, 14-23
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Jejum
Vinho
Permitido Vinho e azeite.
Abster-se de carne, peixe, laticínios e ovos
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Vinho
Permitido Vinho e azeite.
Abster-se de carne, peixe, laticínios e ovos
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)

