2º Domingo de Mateus
Jesus
chama seus primeiros discípulos (Mt 4,18-23)
Leituras
Bíblicas
Evangelho:
Mt 4,18-23;
Apóstolos: Rm 2,10-16
Após
a celebração de Pentecostes e da memória de Todos os Santos, a Igreja
conduz-nos novamente às margens do Mar da Galileia. Se no domingo passado
contemplávamos o fruto maduro da ação do Espírito Santo na vida dos santos,
agora somos convidados a contemplar o início desse caminho: o chamado dos
primeiros discípulos.
O
Evangelho apresenta uma cena simples. Jesus caminha junto ao lago e encontra
homens ocupados em seu trabalho cotidiano. Pedro e André lançam as redes ao
mar; Tiago e João consertam as redes na barca de seu pai. Nada indica que
aqueles pescadores anônimos estivessem prestes a participar de um acontecimento
que transformaria a história do mundo. Contudo, é precisamente ali, no ambiente
comum da vida diária, que o Senhor os encontra e os chama.
Há
algo profundamente consolador nesse relato. Cristo não procura homens
poderosos, influentes ou particularmente instruídos. Chama pescadores. Chama
homens simples, acostumados ao trabalho duro, às longas noites e à incerteza da
pesca. A escolha dos Apóstolos recorda-nos que Deus não espera encontrar
pessoas extraordinárias para realizar sua obra; ao contrário, é a sua graça que
torna extraordinários aqueles que se dispõem a segui-Lo.
O
chamado é breve e direto: «Segue-Me, e Eu vos farei pescadores de homens». Não
há explicações detalhadas nem garantias sobre o futuro. Há apenas a presença
daquele que chama. E o que impressiona no Evangelho não é apenas o convite, mas
a resposta. São Mateus diz que eles deixaram imediatamente as redes e seguiram
Jesus.
Esse
“imediatamente” merece nossa atenção. Grande parte da vida espiritual acontece
entre o momento em que percebemos a vontade de Deus e o momento em que
decidimos colocá-la em prática. Muitas vezes não recusamos o chamado divino;
apenas o adiamos. Esperamos circunstâncias melhores, maior segurança ou
certezas mais completas. Os discípulos, porém, ensinam-nos a confiança. Eles
não conheciam todos os detalhes do caminho, mas reconheceram Aquele que os
chamava e depositaram n’Ele sua esperança.
As
redes que deixaram para trás representam mais do que instrumentos de trabalho.
Representam tudo aquilo que lhes oferecia segurança e estabilidade. Também nós
possuímos nossas redes: preocupações excessivas, apegos, medos, projetos
pessoais ou hábitos que dificultam nossa plena adesão ao Evangelho. Seguir
Cristo não significa abandonar as responsabilidades da vida, mas permitir que
nada ocupe em nosso coração o lugar que pertence a Deus.
O
Senhor transforma ainda a própria profissão dos discípulos. Aqueles homens que
pescavam peixes serão enviados para reunir pessoas no Reino de Deus. A imagem é
significativa. O discípulo não é chamado apenas para sua própria salvação, mas
para colaborar na obra de Deus. Cada cristão, segundo sua vocação e seus dons,
participa dessa missão apostólica. Pela palavra, pelo testemunho, pela oração e
pela caridade, somos chamados a conduzir outros ao encontro com Cristo.
A
Epístola deste domingo recorda que Deus não faz acepção de pessoas. Diante
d’Ele, o que importa não é a condição social, a origem ou os privilégios, mas a
disposição sincera do coração. Foi assim com os Apóstolos. Foi assim com os
santos que celebramos no domingo passado. E continua sendo assim conosco.
O
Evangelho deste domingo recorda-nos que a santidade não começa com grandes
feitos, mas com uma decisão. Antes de serem Apóstolos, Pedro, André, Tiago e
João foram discípulos. Antes de serem santos, aprenderam a ouvir, confiar e
seguir. Também nós somos convidados a percorrer esse mesmo caminho. Cristo
continua passando pelas praias da nossa vida e continua dirigindo a cada um de
nós o mesmo convite: «Segue-Me».
A
questão não é se o Senhor continua a chamar. A questão é se estamos dispostos a
responder.
Referências:
- Bíblia
Sagrada (Mt 4,18-23; Rm 2,10-16; Lc 5,1-11; Jo 15,16).
- São
João Crisóstomo, Homilias sobre o Evangelho de Mateus.
- São
Gregório Magno, Homilias sobre os Evangelhos.
- Santo
Efrém, o Sírio, Comentário ao Diatessaron.
- Archimandrita
Simeão Kragiopoulos, Call of the Disciples.
- Arcebispo
Elpidophoros, Homily on the Second Sunday of Matthew.
Jesus chama seus primeiros discípulos (Mt 4,18-23)
Após
a celebração de Pentecostes e da memória de Todos os Santos, a Igreja
conduz-nos novamente às margens do Mar da Galileia. Se no domingo passado
contemplávamos o fruto maduro da ação do Espírito Santo na vida dos santos,
agora somos convidados a contemplar o início desse caminho: o chamado dos
primeiros discípulos.
O
Evangelho apresenta uma cena simples. Jesus caminha junto ao lago e encontra
homens ocupados em seu trabalho cotidiano. Pedro e André lançam as redes ao
mar; Tiago e João consertam as redes na barca de seu pai. Nada indica que
aqueles pescadores anônimos estivessem prestes a participar de um acontecimento
que transformaria a história do mundo. Contudo, é precisamente ali, no ambiente
comum da vida diária, que o Senhor os encontra e os chama.
Há
algo profundamente consolador nesse relato. Cristo não procura homens
poderosos, influentes ou particularmente instruídos. Chama pescadores. Chama
homens simples, acostumados ao trabalho duro, às longas noites e à incerteza da
pesca. A escolha dos Apóstolos recorda-nos que Deus não espera encontrar
pessoas extraordinárias para realizar sua obra; ao contrário, é a sua graça que
torna extraordinários aqueles que se dispõem a segui-Lo.
O
chamado é breve e direto: «Segue-Me, e Eu vos farei pescadores de homens». Não
há explicações detalhadas nem garantias sobre o futuro. Há apenas a presença
daquele que chama. E o que impressiona no Evangelho não é apenas o convite, mas
a resposta. São Mateus diz que eles deixaram imediatamente as redes e seguiram
Jesus.
Esse
“imediatamente” merece nossa atenção. Grande parte da vida espiritual acontece
entre o momento em que percebemos a vontade de Deus e o momento em que
decidimos colocá-la em prática. Muitas vezes não recusamos o chamado divino;
apenas o adiamos. Esperamos circunstâncias melhores, maior segurança ou
certezas mais completas. Os discípulos, porém, ensinam-nos a confiança. Eles
não conheciam todos os detalhes do caminho, mas reconheceram Aquele que os
chamava e depositaram n’Ele sua esperança.
As
redes que deixaram para trás representam mais do que instrumentos de trabalho.
Representam tudo aquilo que lhes oferecia segurança e estabilidade. Também nós
possuímos nossas redes: preocupações excessivas, apegos, medos, projetos
pessoais ou hábitos que dificultam nossa plena adesão ao Evangelho. Seguir
Cristo não significa abandonar as responsabilidades da vida, mas permitir que
nada ocupe em nosso coração o lugar que pertence a Deus.
O
Senhor transforma ainda a própria profissão dos discípulos. Aqueles homens que
pescavam peixes serão enviados para reunir pessoas no Reino de Deus. A imagem é
significativa. O discípulo não é chamado apenas para sua própria salvação, mas
para colaborar na obra de Deus. Cada cristão, segundo sua vocação e seus dons,
participa dessa missão apostólica. Pela palavra, pelo testemunho, pela oração e
pela caridade, somos chamados a conduzir outros ao encontro com Cristo.
A
Epístola deste domingo recorda que Deus não faz acepção de pessoas. Diante
d’Ele, o que importa não é a condição social, a origem ou os privilégios, mas a
disposição sincera do coração. Foi assim com os Apóstolos. Foi assim com os
santos que celebramos no domingo passado. E continua sendo assim conosco.
O
Evangelho deste domingo recorda-nos que a santidade não começa com grandes
feitos, mas com uma decisão. Antes de serem Apóstolos, Pedro, André, Tiago e
João foram discípulos. Antes de serem santos, aprenderam a ouvir, confiar e
seguir. Também nós somos convidados a percorrer esse mesmo caminho. Cristo
continua passando pelas praias da nossa vida e continua dirigindo a cada um de
nós o mesmo convite: «Segue-Me».
A
questão não é se o Senhor continua a chamar. A questão é se estamos dispostos a
responder.
Referências:
- Bíblia
Sagrada (Mt 4,18-23; Rm 2,10-16; Lc 5,1-11; Jo 15,16).
- São
João Crisóstomo, Homilias sobre o Evangelho de Mateus.
- São
Gregório Magno, Homilias sobre os Evangelhos.
- Santo
Efrém, o Sírio, Comentário ao Diatessaron.
- Archimandrita
Simeão Kragiopoulos, Call of the Disciples.
- Arcebispo
Elpidophoros, Homily on the Second Sunday of Matthew.
Vida dos Santos
Tipo de festa: Fixa
Santo (a) do dia: São Metódio, Patriarca de Constantinopla
Biografia:
Hino do dia
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Celebrações do dia
1. Profeta Eliseu
2. São Metódio, o confessor do Patriarca de Constantinopla
3. São Cirilo, Hieromártir, Bispo de Gortyn, Creta
4. São Néfon, o atonita
5. Saint Juliet
6. São Gregório de Mistério, a Rodada das Lichas
7. Comemoração da entronização do Santo Ícone de Panagia Koutsouriotissa
Leituras do dia
Matinas - Marcos 16, 1-8
Epístola - Romanos 2, 10-16
Evangelho - Mateus 4, 18-23
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)

