Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

PROGRAMAÇÃO MENSAL
J U N H O / 2 0 2 6

Domingo, 21 de junho de 2026.

 


 «A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se teu olho estiver são, todo teu corpo ficará iluminado» (Mt 6,22).

 

Dom Irineo​

Bispo de Tropaion


III Domingo de Mateus:

«Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça» (Mt 6,33)


Leituras Bíblicas

Evangelho: Mt 6,22-33;
Apóstolos: Rm 5,1-10.


O Evangelho deste terceiro Domingo de Mateus (Mt 6,22-33) apresenta uma das passagens mais conhecidas e, ao mesmo tempo, mais desafiadoras da pregação de Nosso Senhor. Em poucas palavras, Cristo aborda três questões fundamentais da existência humana: a pureza do olhar espiritual, a impossibilidade de servir simultaneamente a Deus e às riquezas, e a confiança na Providência divina.

A mensagem central do Evangelho pode ser resumida na exortação final do Senhor:

«Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas» (Mt 6,33).

Esta palavra permanece extraordinariamente atual numa época marcada pela ansiedade, pelo consumismo e pela busca incessante de segurança material.


O olhar que ilumina toda a vida

O Senhor inicia Seu ensinamento afirmando:

«A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se teu olho estiver são, todo teu corpo ficará iluminado» (Mt 6,22).

Os Santos Padres interpretam esse “olho” como a disposição interior da alma, a capacidade espiritual de perceber a realidade segundo Deus. Não se trata apenas da visão física, mas do modo como enxergamos a vida, os acontecimentos e as pessoas.

Quando o coração está voltado para Deus, toda a existência é iluminada. Mesmo as dificuldades são compreendidas à luz da esperança. Quando, porém, o olhar interior está obscurecido pelas paixões, pelo egoísmo ou pela obsessão pelos bens materiais, toda a vida se torna confusa e sombria.

São João Crisóstomo observa que Cristo chama atenção para a raiz do problema: antes das ações exteriores, existe uma disposição interior que orienta toda a existência. Se a fonte está contaminada, também o serão seus frutos.

Por isso, a vida espiritual consiste em purificar progressivamente o olhar da alma para que possamos contemplar a realidade à luz do Reino.


A ilusão dos falsos senhores

Em seguida, o Senhor declara de forma categórica:

«Ninguém pode servir a dois senhores» (Mt 6,24).

O termo utilizado no texto bíblico para designar as riquezas — Mammon — não se refere apenas ao dinheiro, mas a tudo aquilo que ocupa o lugar que pertence exclusivamente a Deus.

O problema não está na posse dos bens materiais. A Escritura jamais condena a legítima administração dos recursos ou o trabalho honesto. O perigo surge quando os bens deixam de ser instrumentos e passam a tornar-se senhores.

Como recorda a tradição cristã, não é o homem que possui as riquezas, mas frequentemente são elas que passam a possuí-lo.

Nesse sentido, o Evangelho questiona profundamente a mentalidade contemporânea. Vivemos numa cultura que frequentemente mede o valor da pessoa pelo que ela possui, consome ou acumula. Cristo, porém, revela uma lógica diferente: o valor do homem não está em seus bens, mas em sua relação com Deus.

Como ensinava São Basílio Magno:

“Não é rico quem possui muito, mas quem necessita de pouco.”

A verdadeira liberdade nasce quando aprendemos a utilizar os bens sem nos tornarmos escravos deles.


A ansiedade: doença espiritual do nosso tempo

Talvez a parte mais pastoralmente atual deste Evangelho seja a insistência de Cristo:

«Não vos preocupeis com a vossa vida» (Mt 6,25).

É importante compreender que o Senhor não condena a responsabilidade, o trabalho ou a prudência. O que Ele combate é a ansiedade que nasce da falta de confiança em Deus.

Nunca houve tantas facilidades materiais como em nossos dias. Entretanto, paradoxalmente, nunca se falou tanto de angústia, insegurança e inquietação interior.

O Arquipresbítero Rodion Putyatin observava que pessoas de todas as condições sociais — pobres e ricas — frequentemente vivem insatisfeitas, porque colocam sua esperança em coisas incapazes de preencher a alma humana. A verdadeira causa da inquietação não está nas circunstâncias externas, mas no esquecimento daquilo que é essencial: Deus e Seu Reino.

A alma foi criada para Deus. Quando procura satisfação apenas nas realidades passageiras, permanece inevitavelmente vazia.

Santo Agostinho expressou esta verdade de forma memorável:

«Fizeste-nos para Ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti.»
(Confissões, I,1)


A Providência Divina

Para combater essa ansiedade, Cristo convida os discípulos a contemplarem as aves do céu e os lírios do campo.

Não se trata de um convite à passividade, mas à confiança.

O Senhor recorda que Deus conhece as necessidades de Seus filhos antes mesmo que elas sejam expressas. A Providência divina não significa ausência de dificuldades; significa certeza de que nenhuma circunstância escapa ao cuidado amoroso de Deus.

São Paulo oferece um testemunho extraordinário desta confiança na Epístola do dia (Rm 5,1-10). Mesmo enfrentando perseguições, sofrimentos e tribulações, o Apóstolo proclama:

«A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5,5).

O cristão não vive apoiado na estabilidade das circunstâncias, mas na fidelidade de Deus.


O Reino em primeiro lugar

Toda a passagem converge para uma única prioridade:

«Buscai primeiro o Reino de Deus.»

Cristo não diz para buscar o Reino em segundo lugar, nem quando houver tempo disponível, nem apenas após resolvermos todos os problemas terrenos.

O Reino deve ocupar o primeiro lugar porque dele depende a correta ordenação de todas as demais coisas.

Quando Deus ocupa o centro da existência, os bens materiais encontram sua justa medida, os sofrimentos recebem sentido, e as preocupações deixam de dominar o coração.

O problema de muitos cristãos não é rejeitar Deus, mas relegá-Lo à periferia da vida. Busca-se primeiro o sucesso, a estabilidade financeira, a segurança, os projetos pessoais; e somente depois, se houver espaço, procura-se o Reino.

O Evangelho inverte essa lógica.

Como ensinava São Serafim de Sarov:

“Adquire o Espírito de paz e milhares ao teu redor serão salvos.”

Quando o coração encontra seu centro em Deus, toda a vida é transformada.

O Evangelho deste domingo dirige uma pergunta concreta a cada cristão:


Onde está o centro da minha vida?

O que ocupa meus pensamentos durante a maior parte do dia? O que determina minhas decisões? Em que deposito minha segurança?

Cristo não promete uma vida sem dificuldades. Ele promete algo maior: Sua presença, Sua Providência e Seu Reino.

Num mundo dominado pela ansiedade, pela competição e pelo medo do futuro, a Igreja continua proclamando a mesma verdade:

A verdadeira riqueza não consiste no que possuímos, mas na comunhão com Deus.

Quem busca primeiro o Reino descobre que nada lhe falta verdadeiramente. E mesmo em meio às tribulações, aprende a viver na paz daqueles que sabem que sua vida está nas mãos do Pai.

Referências Bibliográficas:

BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2013.

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO. Homilias sobre o Evangelho de Mateus.

SANTO AGOSTINHO. Confissões, Livro I.

SÃO BASÍLIO MAGNO. Homilias sobre a riqueza e a avareza.

SÃO SERAFIM DE SAROV. Conversação com Motovilov.

PUTYATIN, Rodion. Homily on the Third Sunday of Matthew. Resumo e análise pastoral.

ELPIDOPHOROS. Homily for the Third Sunday of Matthew (2020).

LEMASTERS, Philip. Offering Our Blessings and Sufferings in Hope: Homily for the Third Sunday of Matthew.

VASILIOS GREEK ORTHODOX CHURCH. 3rd Sunday of Matthew (Matthew 6:22-33).

BYBLOS. 3º Domingo do Evangelho de São Mateus.

 

Extraído do site: ecclesia.com.br




Vida dos Santos





Santo Juliano, Mártir Tarso






Data de celebração: 21/06/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia:
Santo Juliano, Mártir Tarso

Biografia:

O pai de Juliano, idólatra, ocupava uma alta posição no Senado e sua mãe era cristã. Juliano amou tanto a cruz de Cristo que, aos 18 anos, diante do Pro cônsul Marciano, confessou corajosamente a sua fé em Cristo, sabendo que, por causa disso, poderia ser torturado. E assim foi. Tão logo São Juliano acabou de falar, o Pro cônsul, ordenou que ele fosse espancado e atirado numa cela. Depois disso, Marciano mandou que a mãe do santo fosse chamada e trazida para que visse o seu filho espancado e ferido e tentasse convencê-lo a abandonar a sua fé cristã. Pois, foi exatamente o contrário o que aconteceu: a mãe pediu-lhe para que se mantivesse firme em sua fé e, incentivando a que tudo suportasse por amor a Cristo, e se foi. Após alguns dias, Marciano novamente mandou que o santo fosse trazido à sua presença para verificar se havia mudado de opinião. Tendo recebido resposta negativa, ordenou imediatamente que Juliano fosse colocado dentro de um saco, com areia e serpentes venenosas, e jogado ao mar. E foi assim que São Juliano entregou a sua alma a Deus. «Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam». [Tg 1,12]


Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia



Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia



1. Encontro dos Padres do Monte Athos

2. São Julião da Cilícia

3. São Terêncio, Bispo de Konya

4. São Nikitas, os Nisírios

5. São Juliano, o egípcio, e os que estavam com ele testemunharam a rainha, Celso, Anastácio, Antônio Antão, vinte guardas e sete irmãos.

6. São Afrodite

7. Encontrando o ícone sagrado de Panagia tis Eleousa em Xyniada Domokou

8. Santa Anastásia da Sérvia

9. Encontro de Todos os Santos em Lesvos

10. Encontro dos Santos em Patmos

11. Encontro de Panagia Arvanitissa em Chios

12. São Jeremias, o Mártir em Creta

13. Encontro dos Santos brilhantes na Escócia

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - Marcos 16, 9-20

Epístola - Romanos 5, 1-10

Evangelho - Mateus 6, 22-33

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Jejum


Peixe

Abster-se de carne, laticínios e ovos

Permitido Peixe, azeite e vinho

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


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