Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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J U N H O / 2 0 2 6

Domingo, 7 de junho de 2026.







 «Agios o Theós, Agios Ischiros, Agios Athanatos...»

 





«O Domingo de Todos os Santos»


† Apóstolo: Hebreus 11,33–40; 12,1–2
† Evangelho: Mateus 10,32–33; 37–38; 19,27–30



O primeiro domingo após Pentecostes ocupa um lugar profundamente significativo na tradição litúrgica da Igreja. Não se trata apenas de uma comemoração dos santos conhecidos e desconhecidos, mas da manifestação concreta do fruto da descida do Espírito Santo sobre a Igreja. Se Pentecostes revela a presença do Espírito no mundo, o Domingo de Todos os Santos revela aquilo que esta presença produz: homens e mulheres transformados pela graça, renovados em Cristo e participantes da vida divina.

Por isso a Igreja celebra Todos os Santos imediatamente após Pentecostes. A sequência não é apenas cronológica; é teológica. O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos, mas não permaneceu limitado ao Cenáculo. Sua ação prolongou-se ao longo dos séculos, formando mártires, confessores, bispos, monges, ascetas, pais e mães de família, missionários e inúmeros santos cujos nomes somente Deus conhece.

A Epístola aos Hebreus apresenta esta realidade mediante uma imagem extraordinariamente bela:


“Portanto, também nós, rodeados por tão grande nuvem de testemunhas…” (Hb 12,1)

A Igreja não entende os santos como figuras do passado ou personagens históricos cuja memória simplesmente recordamos. Eles permanecem vivos em Cristo. A expressão professada no Credo — “Creio na comunhão dos santos” — exprime precisamente esta realidade: não caminhamos sozinhos. Aqueles que completaram a corrida permanecem unidos a nós e tornam-se companheiros em nossa peregrinação.

Ao recordar os santos, porém, a Igreja não deseja apenas despertar admiração. O objetivo é mais profundo: conduzir-nos à imitação. São João Crisóstomo observa que não basta honrar os santos; é necessário aprender a seguir seus passos.

A mensagem central deste domingo talvez possa ser resumida nas palavras do Apóstolo Paulo: somos “chamados à santidade”. Não chamados a uma existência extraordinária aos olhos do mundo, mas chamados a participar da vida divina.

Frequentemente existe a impressão de que a santidade pertence apenas a algumas figuras excepcionais: grandes ascetas, mártires heroicos ou homens e mulheres de virtudes quase inacessíveis. Contudo, a tradição da Igreja apresenta algo diferente. A santidade não constitui uma exceção; ela é a vocação normal do cristão.

Os santos não eram pessoas sem fraquezas. Experimentaram medos, lutas, dúvidas e quedas. O que os distinguiu não foi ausência de limitações, mas abertura à ação da graça.

Nas ordenações da Igreja ouvimos a conhecida fórmula:


“A graça divina, que sempre cura o que é enfermo e supre o que falta…”

A santidade nasce precisamente aqui: não de nossas capacidades, mas da ação de Deus em nossa pobreza.

Também o Evangelho deste domingo aponta para esta realidade quando Cristo afirma:


“Quem ama pai ou mãe mais do que a Mim não é digno de Mim.”

À primeira vista estas palavras podem parecer severas. Entretanto, Cristo não ensina desprezo pelas relações humanas; ensina a ordem correta do amor. Nada deve ocupar o centro que pertence somente a Deus.

Hoje poderíamos ampliar a lista apresentada pelo Evangelho: prestígio, conforto, reconhecimento, opiniões, projetos pessoais, carreira ou até mesmo nossa própria vontade podem tornar-se obstáculos quando assumem o lugar que pertence a Cristo.

Os santos compreenderam algo essencial: amar verdadeiramente todas as coisas exige amar primeiro a Deus.

São Gregório Palamás escreve:


“Cada um dos santos se declara por Cristo nesta vida passageira; e Cristo se declara por eles diante do Pai.”

A santidade, portanto, não consiste em feitos extraordinários, mas numa fidelidade concreta e diária: aprender a carregar a cruz, recomeçar após as quedas, perdoar, rezar, servir e amar.

Num mundo marcado pela superficialidade, pela busca constante de aprovação e pelo imediatismo, os santos oferecem um caminho diferente. Eles recordam que a vida cristã não consiste em perguntar apenas: “o que me faz feliz?”, mas sobretudo: “como posso tornar Cristo presente?”

E talvez esta seja a pergunta que a Igreja coloca diante de nós neste Domingo de Todos os Santos: não apenas quem foram os santos, mas quem estamos sendo nós.


Referências Bibliográficas:
Bíblia Sagrada: Hebreus 11,33–40; 12,1–2; Mateus 10,32–33; 37–38; 19,27–30.
São João Crisóstomo – Homilias
São Gregório Palamás – Sermão para o Domingo de Todos os Santos
Pe. Andrew Louth – Homily for the Sunday of All Saints
Santo Inácio Brianchaninov – Homily on the Signs of God’s Chosen
Pe. Philip LeMasters – Homily for the Sunday of All Saints



Dom Irineo​
Bispo de Tropaion



Extraído do site: ecclesia.com.br




Vida dos Santos




São Willebaldo




Data de celebração: 07/06/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia:
São Willebaldo, Bispo de Eichstatt

Biografia:

Willebaldo nasceu por volta do ano 700, no reino ocidental de Saxônia. Era filho de São Ricardo (7 de fevereiro) e, portanto, irmão dos santos Winebaldo e Walburga. Aos 3 anos de idade ficou gravemente enfermo e já não havia esperança de que pudesse sobreviver. Quando todos os remédios naturais resultaram ineficazes, seus pais o levaram aos pés de uma grande cruz erguida num lugar público, próximo da casa da família. Ali fizeram, diante de Deus, uma solene promessa de que, se o menino vivesse lhe consagrariam ao seu divino serviço. Imediatamente o menino recobrou os sinais de saúde, ficando completamente restabelecido. O pai, Ricardo, entregou então o pequeno Willebaldo aos cuidados do abade do monastério de Waltham, em Hampshire. Willebaldo permaneceu no monastério até o ano 720, quando, na companhia de seu pai e seu irmão, saiu em peregrinação, como é relatado na vida de São Ricardo. Em Roma, contraiu a febre da malária e, depois de permanecer por algum tempo na cidade, partiu novamente com seus companheiros para visitar os lugares que o Senhor os santificou com a sua presença. A viagem teve início com a travessia até Chipre, prosseguindo depois em direção à Síria. Em Emesa (Homs) suspeitando que Willebaldo fosse um espião, os sarracenos o detiveram, juntamente com seus companheiros, mas logo, todos foram liberados, pois o juiz disse, ao ficar diante deles: “Tenho visto com freqüência homens que vem deste mesmo lugar de onde estes saíram para visitar o nosso país. Eu vos asseguro que não querem nos causar dano algum, mas apenas cumprir as suas leis.” Depois dessa aventura, eles seguiram para Damasco, Nazaré, Caná da Galiléia, Monte Tabor, Tiberíades, Magdala, Cafarnaúm, as nascentes do Jordão (onde Willebaldo observou que o gado era diferente do gado de Wessex, já que tinham “lombos mais largos, pernas curtas, chifres mais longos e eram todos de uma mesma cor”), o Deserto da Tentação, Galga e, por fim, Jerusalém. Ali permaneceu por algum tempo para venerar Cristo em lugares onde ele havia realizado tão grandes mistérios, e para ver as maravilhas que até hoje são mostradas aos piedosos peregrinos. Visitou ainda famosos mosteiros, “Lavras” e eremitérios, com o desejo de aprender e imitar as práticas da vida religiosa, pois pretendia adotar os meios que lhe parecessem mais convenientes para a santificação de sua alma. Após uma curta estadia em Belém, visitando as cidades da costa, Samaria e Damasco, além de várias outras nos arredores de Jerusalém, embarcou finalmente em Tiro, permanecendo um longo tempo em Constantinopla e chegando à Itália antes do final do ano 730. Willebaldo decidiu então estabelecer o célebre monastério de Monte Cassino, que havia sido restaurado por ordem do Papa Gregório II. O exemplo do peregrino inglês contribuiu para reintegrar os monges no espírito original de sua santa regra, durante os dez anos que ali viveu; ao que tudo indica, Willebaldo desempenhou um papel importante no restabelecimento da observância de Monte Cassino. Após esse período, visitou Roma, onde foi recebido pelo Papa Gregório III, que se mostrou muito interessado nas suas viagens. Sentindo-se atraído pelo caráter simples e pacífico de Willebaldo, pediu-lhe que fosse à Alemanha para se juntar à missão de seu compatriota, São Bonifacio. Prontamente ele partiu para Turíngia onde foi ordenado sacerdote. Desde então, teve início a sua missão na região Eichstatt, na Francônia, com tal empenho que o mais notável êxito coroou seus esforços. Dado que era mais forte nas obras que nas palavras, logo após a sua chegada, São Bonifácio o consagrou bispo, nomeando-o para uma nova diocese, cuja sede foi instalada em Eichstätt. O cultivo de um terreno espiritual tão árido como aquele foi uma tarefa árdua e penosa para Willebaldo, mas com paciência e energia superou todas as dificuldades. Começou pela fundação, em Heidenheim, de um monastério duplo, cuja disciplina era a de Monte Cassino, e no qual seu irmão, Santo Winebaldo, dirigia os monges, e sua irmã, Santa Walburga, as monjas. Este monastério foi o centro a partir do qual organizou e conduziu o cuidado e evangelização da diocese. Nele, Santo Willebaldo encontrou refúgio para descansar do trabalho de seu ministério. Seu desejo de solidão, porém, não diminuía seu zelo pastoral por seu rebanho. Estava sempre atento a todas as necessidades espirituais de seus filhos e, freqüentemente, visitava cada uma das aldeias e, incansavelmente, instruía o seu povo com zelo e caridade, fazendo florescer naquele “campo tão árido e inculto, uma verdadeira vinha do Senhor”. Willebaldo viveu mais tempo do que seu irmão e sua irmã; governou seu rebanho durante cerca de quarenta e cinco anos, antes que Deus o chamasse para seu seio. Inúmeros milagres foram os prêmios por suas virtudes, e seu corpo foi sepultado em sua catedral, onde ainda hoje permanece.


Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia




São Teodotus em Ankara

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia




1 - São Teodoto em Ancara

2 - Agia Potamini

3 - Saint Panagis Basias (Paisios)

4 - São Zinais, o Operador de Milagres

5 - Santos Aesia e Sosanna

6 - Saint Lycarion

7 - Santos Tarasios e Ioannis

8 - Santo Estêvão, o Velho

9 - Santo Antão, o Velho

10 - São Sebastião, o Milagroso

11 - São Anastácio, o Górdio

12 - Santos Basílio, o Mártir, soldado e João, o Santo Mártir

13 - Mosteiro de Agios Antonios do Valaam

14 - Saint Willibald

15 - Santos Basílio, Paulo, Sérgio, Nicolau, Leão, Pedro, os anciãos, Inácio, o monge, Ioanna as testemunhas e similares que testemunharam na Polônia

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - Mateus 28,16-20

EpístolaHebreus 11, 33-40; 12, 1-2

Evangelho – 
Mateus 10, 32-33; 37-38; 19, 27-30

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos.

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



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