Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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J U N H O / 2 0 2 6

Domingo, 14 de junho de 2026.

 



«Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi» (Jo 15,16)


Dom Irineo​
Bispo de Tropaion


2º Domingo de Mateus


Jesus chama seus primeiros discípulos (Mt 4,18-23)

Leituras Bíblicas

Evangelho: Mt 4,18-23;

Apóstolos: Rm 2,10-16


Após a celebração de Pentecostes e da memória de Todos os Santos, a Igreja conduz-nos novamente às margens do Mar da Galileia. Se no domingo passado contemplávamos o fruto maduro da ação do Espírito Santo na vida dos santos, agora somos convidados a contemplar o início desse caminho: o chamado dos primeiros discípulos.

O Evangelho apresenta uma cena simples. Jesus caminha junto ao lago e encontra homens ocupados em seu trabalho cotidiano. Pedro e André lançam as redes ao mar; Tiago e João consertam as redes na barca de seu pai. Nada indica que aqueles pescadores anônimos estivessem prestes a participar de um acontecimento que transformaria a história do mundo. Contudo, é precisamente ali, no ambiente comum da vida diária, que o Senhor os encontra e os chama.

Há algo profundamente consolador nesse relato. Cristo não procura homens poderosos, influentes ou particularmente instruídos. Chama pescadores. Chama homens simples, acostumados ao trabalho duro, às longas noites e à incerteza da pesca. A escolha dos Apóstolos recorda-nos que Deus não espera encontrar pessoas extraordinárias para realizar sua obra; ao contrário, é a sua graça que torna extraordinários aqueles que se dispõem a segui-Lo.

O chamado é breve e direto: «Segue-Me, e Eu vos farei pescadores de homens». Não há explicações detalhadas nem garantias sobre o futuro. Há apenas a presença daquele que chama. E o que impressiona no Evangelho não é apenas o convite, mas a resposta. São Mateus diz que eles deixaram imediatamente as redes e seguiram Jesus.

Esse “imediatamente” merece nossa atenção. Grande parte da vida espiritual acontece entre o momento em que percebemos a vontade de Deus e o momento em que decidimos colocá-la em prática. Muitas vezes não recusamos o chamado divino; apenas o adiamos. Esperamos circunstâncias melhores, maior segurança ou certezas mais completas. Os discípulos, porém, ensinam-nos a confiança. Eles não conheciam todos os detalhes do caminho, mas reconheceram Aquele que os chamava e depositaram n’Ele sua esperança.

As redes que deixaram para trás representam mais do que instrumentos de trabalho. Representam tudo aquilo que lhes oferecia segurança e estabilidade. Também nós possuímos nossas redes: preocupações excessivas, apegos, medos, projetos pessoais ou hábitos que dificultam nossa plena adesão ao Evangelho. Seguir Cristo não significa abandonar as responsabilidades da vida, mas permitir que nada ocupe em nosso coração o lugar que pertence a Deus.

O Senhor transforma ainda a própria profissão dos discípulos. Aqueles homens que pescavam peixes serão enviados para reunir pessoas no Reino de Deus. A imagem é significativa. O discípulo não é chamado apenas para sua própria salvação, mas para colaborar na obra de Deus. Cada cristão, segundo sua vocação e seus dons, participa dessa missão apostólica. Pela palavra, pelo testemunho, pela oração e pela caridade, somos chamados a conduzir outros ao encontro com Cristo.

A Epístola deste domingo recorda que Deus não faz acepção de pessoas. Diante d’Ele, o que importa não é a condição social, a origem ou os privilégios, mas a disposição sincera do coração. Foi assim com os Apóstolos. Foi assim com os santos que celebramos no domingo passado. E continua sendo assim conosco.

O Evangelho deste domingo recorda-nos que a santidade não começa com grandes feitos, mas com uma decisão. Antes de serem Apóstolos, Pedro, André, Tiago e João foram discípulos. Antes de serem santos, aprenderam a ouvir, confiar e seguir. Também nós somos convidados a percorrer esse mesmo caminho. Cristo continua passando pelas praias da nossa vida e continua dirigindo a cada um de nós o mesmo convite: «Segue-Me».

A questão não é se o Senhor continua a chamar. A questão é se estamos dispostos a responder.

Referências:

  • Bíblia Sagrada (Mt 4,18-23; Rm 2,10-16; Lc 5,1-11; Jo 15,16).
  • São João Crisóstomo, Homilias sobre o Evangelho de Mateus.
  • São Gregório Magno, Homilias sobre os Evangelhos.
  • Santo Efrém, o Sírio, Comentário ao Diatessaron.
  • Archimandrita Simeão Kragiopoulos, Call of the Disciples.
  • Arcebispo Elpidophoros, Homily on the Second Sunday of Matthew.

 


Vida dos Santos




São Metódio, Patriarca de Constantinopla






Data de celebração: 14/06/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia:
São Metódio, Patriarca de Constantinopla

Biografia:

Os gregos professam uma grande devoção a São Metódio, Patriarca de Constantinopla, devido ao importante papel que desempenhou na luta contra os iconoclastas, por sua decisiva contribuição para a sua derrota final, bem como pela sua resistência heróica diante das perseguições que sofreu e, portanto, é honrado com os títulos do “Confessor” e “o Grande”.

Metódio, que era natural de Sicília, em Siracusa, sua cidade natal, recebeu uma excelente educação e transferiu-se para Constantinopla com objetivo de obter um posto na corte. Lá, porém, ele conheceu um monge por quem passou a ter um grande afeto e, movido por seu aconselhamento espiritual, decidiu deixar o mundo e entrar para a vida religiosa. Construiu, mais tarde, um monastério na ilha de Kios, e quando apenas começava a formar a sua comunidade, foi chamado à Constantinopla pelo então Patriarca Nicéforo. Em 815, durante a segunda fase das perseguições iconoclastas, sob o reinado de Leão o Armênio, adotou uma atitude bastante firme e corajosa em defesa da veneração às imagens sagradas. Imediatamente após a deposição e exílio de São Nicéforo, Metódio partiu para Roma, provavelmente com a missão de informar ao Papa São Pascoal I, sobre a situação em Constantinopla, permanecendo por lá até a morte do Rei Leão V de Constantinopla. Acalentava-se grande esperança de que o seu sucessor, Miguel, o Tartamudo, fosse ficar favorável aos cristãos e, em 821, São Metódio retornou à Constantinopla com uma carta do Papa São Pascoal ao imperador, na qual solicitava a reposição de São Nicéforo ao trono de Constantinopla. Entretanto, logo que Miguel Tartamudo leu a carta, encheu-se de cólera, acusando Metódio de agitador profissional e de tentar criar sedição, ordenando que fosse banido, após receber uma grande surra. Alega-se que, em vez de baní-lo, foi aprisionado por sete anos numa espécie de túmulo ou mausoléu, juntamente com outros dois ladrões. Um deles morreu logo, mas o santo e seu outro companheiro de infortúnio foram abandonados em sua estreita prisão até que se cumprisse toda a sentença.

Metódio, ao ser libertado, estava como um esqueleto, mantendo apenas um sopro de vida e, mesmo assim, conservava íntegro o seu espírito. Num curto espaço de tempo, já se encontrava plenamente restabelecido. Teve início, então, uma nova perseguição, patrocinada, desta vez, pelo imperador Teófilo. Metódio foi levado à sua presença e frontalmente acusado de novo de ter se envolvido em atividades subversivas no passado e de ter incitado o papa a escrever a famosa carta. O santo respondeu firmemente que tudo era falso, aproveitando a oportunidade para expressar as suas opiniões sobre o culto às imagens com estas palavras:

“Se uma imagem tem tão pouco valor aos vossos olhos, e se renegais e condenais as imagens de Cristo, por que, do mesmo modo, não condenais também a veneração às vossas próprias representações? Ao contrário, longe de condenar o culto às vossas imagens, multiplicais continuamente!”

Com a morte do imperador, em 842, sucedeu-o no trono a sua viúva, Theodora como regente de seu pequeno filho Miguel III. A Imperatriz se declarou favorável à veneração das imagens sagradas, tornando-se sua protetora. Durante um período de 30 anos, portanto, cessaram as perseguições, e os clérigos exilados puderam retornar, as imagens sagradas foram restituídas às igrejas de Constantinopla, e grande foi a alegria entre todos. João, o Gramático, iconoclasta declarado, foi deposto do trono, e São Metódio foi restabelecido em sua cátedra de Constantinopla.

Entre os principais acontecimentos que marcaram o Patriarcado de São Metódio, destaca-se a realização de um Sínodo em Constantinopla, que ratificou os cânones promulgados pelo Concílio de Nicéia sobre os ícones; a instituição de uma festa da Ortodoxia denominada o “Triunfo da Ortodoxia”, que até os dias atuais é celebrada no primeiro domingo da Grande Quaresma; e o traslado das relíquias de seu predecessor, São Nicéforo, para Constantinopla. Além disso, este período de reconciliação ficou marcado por uma forte disputa entre os monges estuditas, que antes haviam sido os mais fervorosos apoiadores de São Metódio. Ao que parece, a causa destas desavenças teria sido a condenação de certos escritos de São Teodoro, o Estudita, pelo Patriarca.

Após quatro anos no Trono Patriarcal de Constantinopla, São Metódio morreu, vítima de hidropesía, em 14 de junho de 847. O santo foi um escritor bastante profícuo. Mas, lamentavelmente, das muitas obras de poesia, teologia e controvérsias que lhe são atribuídas, restaram apenas alguns fragmentos que, ainda assim, podem não ser autênticos. No entanto, nos tempos modernos, graças a certas provas manuscritas recentemente descobertas, as autoridades no assunto estão inclinadas a crer que São Metódio seja, de fato, autor de alguns escritos hagiográficos que ainda estão conservados, especialmente “A Vida de São Teófanes”.

Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia


Profeta Elisaios


Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia



1. Profeta Eliseu

2. São Metódio, o confessor do Patriarca de Constantinopla

3. São Cirilo, Hieromártir, Bispo de Gortyn, Creta

4. São Néfon, o atonita

5. Saint Juliet

6. São Gregório de Mistério, a Rodada das Lichas

7. Comemoração da entronização do Santo Ícone de Panagia Koutsouriotissa

8. Santos Fanentes

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - Marcos 16, 1-8 

Epístola - Romanos 2, 10-16

Evangelho - Mateus 4, 18-23

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Jejum


Peixe

Abster-se de carne, laticínios e ovos

Permitido Peixe, azeite e vinho

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)

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