Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

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Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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A B R I L / 2 0 2 6

Domingo, 12 de agosto de 2018








11º domingo de Mateus 




«Perdoai as nossas dívidas, 
assim como nós perdoamos 
aos nossos devedores»



A atitude daquele que obteve misericórdia de Deus por causa das grandes dívidas, mas que não soube retribuí-la àquele que lhe devia pouco, a princípio, pode causar em nosso interior indignação e tristeza ante tamanha injustiça ou incoerência. No entanto, não estamos tão imunes ou tão distantes de repetirmos semelhantes disparates. De fato, o primeiro sentimento nosso é o de estranheza. Mas, tal estranheza vai dando lugar à semelhança e, não poucas vezes, à identificação . Não somos tão coerentes assim, não somos tão cristãos assim, como as vezes pensamos ser. E, é nestes momentos de identificação, que precisamos nos soerguer e caminhar.

O Evangelho narrado por Mateus, no capitulo 18, nos traz a tão conhecida pergunta feita a Jesus por Pedro: “Senhor, quantas vezes devemos perdoar?”. A resposta que Jesus lhe dá, da mesma forma, nos é familiar, pois repetidas vezes, ouvimo-la. A resposta de Jesus, é, então acompanhada pela narrativa que é conteúdo e objeto de reflexão deste XI Domingo de Mateus.

Jesus, como pedagogo e Mestre, responde a Pedro que devemos perdoar não somente sete vezes, mas setenta vezes sete. Ele complementa e elucida a resposta com esta parábola, inteligentemente construída do ponto de vista ilustrativo, densamente catequético, do ponto de vista da coerência humana e profundamente teológico, pois ensina que os seguidores de Cristo devem imitá-lo, exercitando o perdão e a misericórdia.

A coerência exige coesão entre o falar e o fazer; exige lógica entre o agir e a fé que dizemos abraçar e professar. E, nem sempre a observamos: todas as vezes que rezamos a Oração do Pai-nosso, pedimos para que Deus perdoe nossos erros, na mesma medida que perdoamos aqueles que nos ofendem com suas fraquezas, insultos, mentiras, injustiças etc. Nossa sorte reside no fato de Deus, ao escutar nossa oração, ser movido mais pela misericórdia do que pelo rigor em cumprir aquilo que ouve de nossa boca.

Nesta parábola, identificamos dois sujeitos distintos: aquele que perdoa e o que é perdoado. Facilmente ligamos a pessoa do “rei” que perdoa a Deus e a pessoa do servo que é perdoado, a todos nós. Conceder o perdão é um ato e um atributo divino. Ser perdoado é uma realidade inerente à natureza humana. Quem perdoa se mostra semelhante e se identifica com Deus.

"Não podemos conhecer a Deus segundo sua grandeza, mas podemos conhecê-Lo segundo seu amor e sua misericórdia. O amor é identificado pela gratuita filiação e a misericórdia revela-se pelo ininterrupto perdão que nos é oferecido a cada queda".

Santo Ireneu.


Quem é perdoado resgata a pureza e a essência de criatura que é. Aquele que primeiramente foi perdoado, não soube dar o perdão ao outro que também necessitava. Ele soube ser totalmente humano ao reivindicar o perdão de suas dívidas, mas não soube ser nada divino ao negar o mesmo perdão que lhe foi pedido por seu semelhante.

"Os homens exercem a misericórdia na medida que podem. Em troca recebem-na de Deus de maneira copiosa. Pois não há comparação entre a misericórdia humana e divina. Entre elas há uma grande distância".

São João Crisóstomo.


São Mateus usa esta analogia para nos ensinar que Deus sempre está pronto a nos conceder o perdão. Enfatiza, por outro lado, que o que é perdoado deve também estender o perdão ao irmão ofensor, pois o impiedoso será julgado com a mesma severidade. É necessário que o coração do homem se encha de generosidade e misericórdia ante o irmão que erra, se quer que Deus assim proceda quando estiver diante do justo Juiz.

“É desta forma que eu quero ver se amas o Senhor e a mim, seu servo e teu, se procederes assim: Que não haja no mundo nenhum irmão que, por muito que tenha pecado e venha ao encontro do teu olhar a pedir misericórdia, se vá de ti sem o teu perdão. E se não vier pedir misericórdia, pergunta-lhe tu se a quer. E se, depois, mil outras vezes vier ainda à tua presença para o mesmo, ama-o mais que a mim, a fim de o trazeres ao Senhor. E que sempre te enchas de compaixão por esses desgraçados. E quando puderes, informa os guardiões que estás decidido a proceder deste modo”.

(São Francisco de Assis).


O perdão parte sempre de Deus e é distribuído aos homens. Estes, por sua vez, o redistribuem, formando a corrente da misericórdia e do amor. Se um elo desta corrente se quebra, rompe-se a possibilidade de todos experimentarem o que Deus nos oferece e o que os irmãos deveriam repassar. A troca do perdão e da misericórdia em uma comunidade cristã entre seus membros é o fiel da balança que nos mostra o quanto esta mesma comunidade de fato vive o que Jesus ensinou. A Igreja, que é comunidade de irmãos que se amam e se perdoam, experimenta a misericórdia do Pai na fonte, e deve repartir tal graça a seus membros. A mútua troca de perdão e de amor faz mais unida a comunidade cristã e a faz digna da expressão: “Vede como eles se amam”.

“Não é possível manter a unidade nem a paz, se os irmãos não se aplicam a guardar a tolerância mútua e o elo da concórdia graças à paciência. Que dizer ainda, a não ser que não juremos, nem maldigamos, nem reclamemos o que nos tiraram, que apresentemos a outra face a quem nos bate, que perdoemos ao irmão que pecou contra nós, e não só setenta e sete vezes, que desculpemos as suas faltas, que amemos os nossos inimigos, que oremos pelos nossos adversários e por aqueles que nos perseguem?".

(São Cipriano, bispo de Cartago e mártir da Igreja).


Muitos podem não perdoar, mas o cristão que quer viver sua fé de maneira autêntica, seguindo os passos e os ensinamentos do Senhor deve, não só fazê-lo, como incentivar a que ele seja praticado sempre, pois faz parte da essência do cristianismo condenar o erro mas amar o pecador.

Atualmente parece que o mundo se identifica mais com o gesto incoerente do servo impiedoso do que com o gesto do rei misericordioso. A linguagem do perdão não é facilmente decifrada pelo mundo; a linguagem da misericórdia é abafada pelos apelos da vingança e da intolerância; a linguagem do amor se faz muda e surda aos que têm um coração incapaz de compreender gestos altruístas.

É fundamental lembrar que estamos no mundo e não podemos nos deixar contaminar por ele, pois não somos do mundo, como disse o próprio Jesus. Mesmo que estejamos nadando contra a corrente dos ensinamentos do mundo, sabemos que temos um porto seguro, um caminho a ser seguido, uma meta a ser alcançada. A santidade é o que buscamos.



«Não devias também tu ter piedade do teu companheiro, tal como eu tive piedade de ti?»


A compaixão, por um lado, e o juízo de simples equidade, por outro, se coexistem na mesma alma, são como um homem que adora Deus e os ídolos na mesma casa. A compaixão é o contrário do julgamento por simples justiça. O julgamento estritamente eqüitativo implica a igual repartição por todos de uma medida semelhante. Dá a cada um o que ele merece, não mais; não se inclina nem para um lado nem para o outro, não discerne na retribuição. Mas a compaixão é suscitada pela graça, inclina-se sobre todos com a mesma afeição, evita a simples retribuição àqueles que são dignos de castigo e cumula para lá de qualquer medida os que são dignos do bem.

A compaixão está assim do lada da justiça, o julgamento apenas eqüitativo está do lado do mal… Tal como um grão de areia não pesa tanto como muito ouro, a justiça eqüitativa de Deus não pesa tanto como a sua compaixão. Assim como um punhado de areia caindo no grande oceano, assim são as faltas de todas as criaturas em comparação com a providência e a piedade de Deus. Tal como uma nascente que corre com abundância não poderia ser bloqueada por um punhado de pó, também a compaixão do Criador não poderia ser vencida pela malícia das criaturas. Aquele que guarda ressentimento quando reza é como um homem que semeia no mar e espera ceifar.

Santo Isaac o Sírio (séc. VII) 
Discursos espirituais






Vida dos Santos



Santos Fócio e Aniceto, mártires († 305)








Data de celebração: 12/08/2018

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: Santos Fócio e Aniceto, mártires († 305)

Biografia:
Os santos mártires Fócio e Aniceto, seu sobrinho, eram naturais de Nicomédia da Bithynia. Quando Diocleciano (235-284) começou a planejar as perseguições aos cristãos, planejando criar na cidade uma praça de execução para pôr medo aos que se sentissem movidos à fé e, diante do senado, prioferiu insultos contra eles, Aniceto, que estava presente naquele momento, não só não se deixou intimidar como reagiu valorosamente, afirmando-se cristão e, dirigindo-se ao imperador disse: «Então pensas que agindo deste modo, pondo-se contra os cristãos e insultando-os com palavras desrespeitosas, possas ter qualquer êxito? Saiba que os cristãos constituem hoje a porção mais sadia do Império Romano, e é impossível, até mesmo absurdo, que possam crer nos ídolos. Portanto, não importa as medidas que venhas a adotar contra os cristãos, o prejudicado serás tu. Quanto a eles, serão venerados como mártires».

Diocleciano, furioso com as palavras de Aniceto, ordenou que ele fosse lançado como alimento a um feroz leão. No entanto, diante de Aniceto, o ímpeto selvagem do animal foi abrandado, e nenhum mal lhe causou. Houve depois um forte terremoto e muitas estátuas dos ídolos do templo de Hércules foram jogadas em pedaços ao chão, e muitos pereceram. Aniceto foi então preso a uma roda giratória e, por debaixo dela, acenderam fogo. Porém, uma vez mais foi preservado incólume, tendo a roda parado de girar e o fogo se apagado milagrosamente. Em seguida jogaram-no num forno com estanho em ebulição, mas o estanho se esfriou imediatamente e Deus o preservou para a edificação de muitos. Fócio então correu a abraçar seu tio. Os idólatras, ao verem o que se passava, amarraram os dois e os levaram à prisão. Três dias depois, Diocleciano voltou a persuadi-los a prestarem culto aos seus ídolos, prometendo-lhes em troca glória e riquezas. Os santos responderam: «Que pereçam tua glória e tuas riquezas!» Foram então amarrados pelas pernas à cavalos selvagens e arrastados pela terra. Mais uma vez permaneceram ilesos. Finalmente, Diocleciano ordenou que fossem jogados numa grande fornalha. E assim, entregaram suas almas a Deus. Muitos outros cristãos, inspirados e encorajados pela vida dos santos Aniceto e Fócio, e com suas palavras: «somos cristãos!», morreram com esta mesma oração nos lábios

Os corpos dos santos Aniceto e Fócio foram preservados incólumes da ação do fogo, até mesmo seus cabelos. Vendo tudo isto, muitos, muitos pagãos abandonaram seus cultos idólatras aderindo à fé em Cristo. Isto se deu no ano 305

Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br




Hino do dia






Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Celebrações do dia




1. Santos Photius e Inocente

2. Santos Pamfilos e Kapita

3. Saint Palamon

4. Testemunhas do Sagrado Doze Soldados de Creta

5. São Castor

6. Osios Sergios e Stephanos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)





Leituras do dia



Matinas - João 21, 14-25

Epístola - I Coríntios 9, 2-12

Evangelho - Mateus 18, 23-35

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)







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