Extraído do site: ecclesia.com.br

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Vista Externa da Paróquia

Vista Externa da Paróquia

Vista Interna da Paróquia

Vista Interna da Paróquia

Domingo, 6 de junho de 2021.








Χριστὸς Ἀνέστη!

Christos Anesti!







«Domingo do Cego»





(6º Domingo da Páscoa - Modo 1 Pl.)




No Evangelho deste domingo, Jesus abre os olhos ao cego de nascença pelas águas de Silóe. Mas antes de pedir ao cego que lavasse seus olhos naquelas águas, Jesus tinha feito uma mistura de terra com sua própria saliva. O milagre estava iminente, uma vez que a receita usada pelo Senhor, isto é, a matéria (terra) e o espírito (saliva saída da boca do próprio Deus), proporcionam ao homem a possibilidade de uma nova criação, uma criação perfeita, por isso, sem defeitos.
Deus usa de nossa própria realidade para operar maravilhas.

Ele quer precisar de nossa história, nossas condições limitadas, nossas experiências, fazendo delas ingredientes necessários para revelar-se.

A luz é criada por Deus, conforme relata o Gênesis, para colocar ordem no Universo. Deus separa as trevas da luz e as nomeia Dia e Noite. Após ter feito a luz, cria o homem, a sua imagem e semelhança, sob a claridade da vida, para que ele governasse a Terra. No entanto preferiu o governo das trevas caindo no pecado. Foi necessária a Nova Luz que brota do caos da morte, para que ele pudesse retornar a sua essência, para que pudesse retornar à luz primitiva:


«Senhor, nosso Deus, 
fonte da vida e da imortalidade; 
luz e vida de todos; 
ó luz eterna da luz eterna;
luz invisível e incompreensível; 
cuja morada está na luz inacessível; 
luz da glória do Pai e seu esplendor;
luz das ordens celestes 
que ilumina todo homem que vem ao mundo. 
Tu, ó Salvador, 
puseste uma lei ao primeiro homem que estava na luz, 
para que o guiasse e dirigisse ao mundo novo, 
infundindo nele o desejo de progredir na vida eterna. 
Ele, porém, transgrediu teu mandamento
e caiu daquela sua glória 
e, com sua queda, causou a sua própria morte 
e sua expulsão para longe de Ti, 
ó Luz glorificada.fonte da vida e da imortalidade; 
luz e vida de todos; 
ó luz eterna da luz eterna;
luz invisível e incompreensível; 
cuja morada está na luz inacessível; 
luz da glória do Pai e seu esplendor;
luz das ordens celestes 
que ilumina todo homem que vem ao mundo. 
Tu, ó Salvador, 
puseste uma lei ao primeiro homem que estava na luz, 
para que o guiasse e dirigisse ao mundo novo, 
infundindo nele o desejo de progredir na vida eterna. 
Ele, porém, transgrediu teu mandamento
e caiu daquela sua glória 
e, com sua queda, causou a sua própria morte 
e sua expulsão para longe de Ti, 
ó Luz glorificada.


Tu, no entanto, Senhor, 
pela tua morte, 
imensa bondade e compaixão incomensurável, 
desceste até a nossa baixeza, a nós, pecadores,
para devolver-nos aquela glória perdida e a luz primitiva. 
Quiseste até morar no túmulo 
por nós, transgressores de teus mandamentos divinos; 
desceste aos invernos e às profundezas da terra, 
despedaçaste as portas eternas 
e libertaste os que estavam nas trevas da morte. 
Pela tua Ressurreição ao terceiro dia,
iluminaste o nosso gênero humano; 
deste ao mundo uma vida nova;
iluminaste a todos melhor que o sol;
e por tua misericórdia, 
restituíste à nossa natureza,
o seu lugar primitivo 
e a luz gloriosa da qual fora afastada".

«Deus, fonte da vida e da imortalidade; 
luz e vida de todos; 
ó luz eterna da luz eterna; 
luz invisível e incompreensível; 
cuja morada está na luz inacessível; 
luz da glória do Pai e seu esplendor; 
luz das ordens celestes 
que ilumina todo homem que vem ao mundo» (*)


Na Criação, o Senhor reorganiza o caos e, com a Ressurreição de Cristo, dá ao homem a Luz nova; neste fato narrado pelo Evangelho, o Senhor reorganizou a vida daquele que era antes privado da visão: de incrédulo passou a ser testemunha do Messias e ao mesmo tempo sua cura manifestava que o Reino de Deus já estava no meio deles.

Em outras passagens do Novo Testamento, a luz também foi usada por Jesus como elemento pedagógico em suas parábolas ensinado-nos que não podemos escondê-la, mas colocá-la em lugares onde ela possa irradiar sua luminosidade.

Uma vez batizados somos possuidores da Luz pois no Batismo, a luz ocupa um lugar de destaque trazendo em seu bojo uma catequese: recebemos a luz (vela acesa) que nos faz Filhos de Deus, que nos faz criaturas iluminadas, com a missão de iluminar.

Ao nascer uma criança dizemos que a «mãe deu à luz uma criança»; isto é: a mãe dá de presente uma criança para a luz do mundo. Com o Batismo pais e padrinhos dão à luz um filho da Igreja. Nele, esta luz não é criada, é a nova luz, a luz que brota da Ressurreição, do túmulo de Cristo. A Igreja acolhe em seu seio, como Mãe, os novos filhos que pelo Batismo são dados à luz da fé. Da mesma forma que após o nascimento uma criança recebe todos os cuidados necessários, no Batismo, pais e padrinhos cuidam por zelar também por ela,para que de fato a Luz recebida no Batismo não seja escondida ou ocultada, mas pelo contrario, seja intensificada, divulgada e anunciada.

Não podemos agir, portanto, como se ignorássemos essas grandezas; não podemos nos esconder da própria luz que nos foi dada no dia de nosso Batismo. Semelhantemente, a prática deve confirmar a nossa adesão ao Cristo e não contrariar o que professamos em público.

O Cego, após o milagre, professou sua fé no Senhor, menosprezando o medo e as conseqüências que disto podia lhe advir.

Somente Cristo consegue lançar luz sobre as trevas. Renunciá-lo significa preferir a escuridão à Luz; luz esta que ilumina a todos e a tudo.

O Senhor abre também nossos olhos e nos ensina a ver nos sofrimentos, nas dores, na morte e nas dificuldades a presença de Jesus sofredor e não a sua completa ausência ou abandono que, as vezes, somos tentados a supor.

A terra e a saliva ainda são necessárias para que a Luz resplandeça e ilumine o mundo; e para que o mundo creia e professe que Jesus é o Senhor, o Messias prometido aos nossos pais desde os tempos mais antigos.


(*) Oração do Sábado Santo

Extraído do site: ecclesia.com.br




Vida dos Santos




Santo Hilário, o Jovem, abade do monastério de Dalmacia





Data de celebração: 06/06/2021

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
Santo Hilário, o Jovem, abade do monastério de Dalmacia

Biografia:

Santo Hilário nasceu na Capadócia, por volta do ano 775. Seus pais, Theodocia e Pedro, prestavam serviço no palácio. Sendo pessoas muito devotas, semearam no coração do pequeno Hiário os ensinamentos cristãos. Este, ainda muito jovem, sentindo arder em seu coração a chama da fé, tomou a decisão de ir ao monastério Hironisu, em Constantinopla. Lá se dedicou ao aos estudos e exercícios espirituais. Um pouco mais tarde foi para o monastério de Dalmácia onde foi tonsurado monge, passando lá cerca de 10 anos. Durante este tempo, sua humildade, paciência e grande generosidade foi exemplo para todos os que o cercavam. Isto o levou a ser eleito abade do monastério. Após um breve período, teve início um grave problema no seio da igreja com a iconoclastas. Os patriarcas Leão, da Arménia, Teodoro de Melisino interromperam a tranqüilidade de Santo Hilário. Mas ele, com as virtude que lhe eram características, não exitou em se opor a tudo isso e, com uma elevada postura, mostrou sua paciência e sua fé ortodoxa. Teve início então a perseguição ao Santo, com imposição de restrições aos monastérios, prisões, sofrimento, culminando com um exílio que durou cerca de oito anos. Tendo suportado pacientemente todas estas provas, inspirado nas palavras do apóstolo São Paulo: “Suporta comigo os trabalhos, como bom soldado de Jesus Cristo. Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras”. [2Tm 3,5] . Santo Hilário, após a grande Triunfo da Ortodoxia no Sétimo Concílio Ecumênica que confirmou a legitimidade dos ícones como expressões verdadeiras da fé cristã, retornou ao seu monastério, morrendo três anos depois, aos 70 anos, em paz e tranqüilidade.


Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia





Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia



1. Domingo do Cego

2. São Hilário, o jovem, abade do Mosteiro da Dalmácia

3. Santo Átalo, o Operador de Milagres

4. Saint Gelasios

5. Cinco Virgens, Marta, Maria, Senhora, Barris e Marcas

6. São Anub, o significante

7. Saint Photas

8. Saint Ionas

9. Saint Gudwall

10. Renascimento das Santas Relíquias de São Basílio, o Hieromártir e o Milagroso Bispo de Mangazia, na Sibéria

11. São Pais de Uglich


12. Santo Andrônico, o Hieromártir

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - João 20, 11-18

Epístola - Atos 16, 16-34

Evangelho - João 9, 1-38

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos.

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)




























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