Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

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Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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J A N E I R O / 2 0 2 6

Domingo, 3 de abril de 2022.








4º Domingo da Quaresma: 

«São João Climaco»

(3º antes da Páscoa - Modo 4)








Homilia para o «4º Domingo da Santa e Grande Quaresma» de S. Emncia. Revma. Dom TARASIOS, Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires, Primaz e Exarca da América do Sul


Neste Quarto Domingo da Grande Quaresma, no episódio que ouvimos hoje do Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina e fala acerca da fé. Detenhamo-nos um momento para refletir sobre isso. O pai do menino possesso se aproxima do Senhor para lhe pedir sua ajuda, dizendo: «se podes fazê-lo». E a imediata resposta do Senhor Jesus é que «tudo é possível para os que crêem».

Vivemos num mundo cada vez mais cético, onde os seres humanos vão se desumanizando, onde a exploração do homem pelo homem é cada vez mais agressiva , tentando anulá-lo totalmente, destruindo a sua dignidade como imagem de Deus

Recentemente, veiculou uma notícia nos jornais, dando conta que, em alguns países da Europa, e também da América do Sul, os trabalhadores que ocupam funções nos caixas dos supermercados são proibidos de irem ao banheiro, vendo-se obrigados a usar fraldas, como bebês. Este é apenas um exemplo do que está acontecendo. Deus já não aparece na vida daqueles que o substituíram por outros «deuses» e ídolos, tais como a ânsia de fazer mais e mais dinheiro e da vontade de poder absoluto.

Então, pessoas como as do exemplo, são excluídas, suas vidas são usurpadas, sofrem de stress e depressão pelo medo de perder seu trabalho, seu sustento. À estas pessoas também chegam a incredulidade, que as conduz a um círculo vicioso, o mesmo em que estão seus exploradores.

Mas o Senhor nos diz que tudo é possível para quem crê, ou seja, para o que tem fé. Isto não é uma possibilidade, mas uma certeza que se pode reverter o que está acontecendo. No Evangelho, escutamos que o Senhor liberta o menino do demônio mudo. Com Sua autoridade e poder, ordena que saia da criança.

Ainda quando, pelas circunstâncias da vida em que a pessoa se encontre, se tão somente tivesse fé do tamanho de um semente de mostarda, com certeza, teria o auxílio de Deus em sua vida.

Sabemos, porém, que os fortes vendavais que sopram por todos os lados do mundo, podem levar para longe esta já frágil fé e, por isso, a exemplo deste pai do menino possuído, devemos suplicar ao Senhor: «Ajuda-me, porque tenho pouca fé».

Somente Jesus Cristo, através de Sua graça na Sua Igreja, pode ajudar a fortalecê-la, a torná-la sólida como a casa construída sobre a rocha, tal como nos relata o Evangelho de São Mateus (cf. Mt 7, 24-29).

Como podemos conseguir? O mesmo Senhor Jesus responde: aquele que me ouve e faz o que eu digo (Mt 7, 24). Aqui está o único que pode nos libertar, como já disse acima, da ansiedade, da angústia, da depressão, das preocupações que nos conduzem a nada do que é bom, senão, destrói a pessoa. É Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que nos conhece a cada um pelo nome, pessoal e individualmente, que sabe das nossas necessidades, antes mesmo de abrirmos a nossa boca para gritar por sua ajuda.

Assim como na passagem do Evangelho que acabamos de ouvir, o menino foi libertado do espírito mudo da mesma forma também Nosso Senhor pode nos libertar de tudo o que nos emudece neste incrédulo mundo, de tudo o que nos causa sofrimento e dor, porque só Ele pode tornar as nossas vidas plenas e preencher as nossas necessidades espirituais e materiais.

Neste período quaresmal, é justo e necessário que nos aproximemos da Semana Santa e da Páscoa vindo e participando em nossa Igreja, dispondo-nos a ouvir a Sua voz, a escutar a Sua palavra e o seu ensinamento e sobre elas refletir. Apropriemo-nos da graça e preparemos nossa libertação e ressurreição, com e em Cristo, Aquele nos dá a verdadeira dignidade de seres humanos, de filhos de Deus, que nos transforma e nos faz participar da Sua Realeza, da vida eterna, em Seu Reino Celestial.

Boa Páscoa!



São João Clímaco


São João Clímaco nasceu por volta de 579 e morreu no Egito, no ano 649. Aos 60 anos foi eleito abade do Mosteiro do Sinai. Seu nome "Clímaco" é um codinome derivado da obra escrita em grego, intitulada "Klimax tou Paradeisou". Sua obra ficou tão afamada que rapidamente o autor era referido como "João da Escada" ou, "João Clímaco".

Escreveu esta obra quando ainda era abade. Em 30 capítulos ou 30 degraus, como preferia chamar, explicava quais os vícios perigosos para os monges e quais as grandes virtudes que os distinguiam. O próprio João Clímaco comparava sua obra à escada de Jacó ou também aos 30 anos da vida de Jesus.

A obra encontrou aceitação e rápida divulgação: atesta-se a existência de 33 manuscritos gregos, muitas traduções latinas, siríacas, armênias, eslavas e árabes. Junto à obra, como apêndice, está um importante documento que orienta os abades a exercer santamente sua autoridade dentro do monastério.

Para São João Clímaco, o ideal monástico é uma vida hesycasta onde trava-se uma guerra invisível e constante contra os maus pensamentos para que eles não atrapalhem a vida de oração do monge. Ele era um bom conhecedor dos Antigos Padres - dos solitários do deserto egípcio aos Padres da Palestina. Considerava a vida monástica como necessária para a vida da Igreja, não só como um apostolado, mas como exemplo de vida a ser seguida.

Para João Clímaco, os monges devem influenciar a Igreja por viverem uma vida angelical, embora ainda possuíssem um corpo material e corruptível. Dizia que o chamado à vida monástica é para poucos e não para todos.

Após termos vivido as riquezas da celebração do "Domingo da Venerável e Vivificante Cruz", o domingo posterior nos convida a descobrir os valores da oração, do sacrifício e dos jejuns, tendo como exemplo São João Clímaco. Não é difícil encontrarmos cristãos que pensem que a prática da oração constante e do jejum seja um dever exclusivamente daqueles que abraçaram a vida religiosa.

Parece que num mundo tão materializado, a prática da oração e do jejum são relegados ao esquecimento. A Igreja enfatiza que tais práticas são extensivas a todos os cristãos, pois através delas encontraremos caminhos que nos levam à santidade. Embora a vida monástica não seja para todos, como dizia São João Clímaco, alguns exemplos porém, devem ser seguidos . Entre eles estão a oração e o jejum. Assim dizia a respeito:

«A Oração é o jejum da mente, pois quando rezamos afastamos dela pensamentos mundanos para nos elevar até Deus. O Jejum e a abstinência de certos alimentos é a oração do corpo, pois educamos nossa vontade corporal para se chegar à perfeição espiritual. O jejum refreia a tagarelice. Ele nos fará misericordiosos e dispostos a obedecer; destrói os pensamentos maus e elimina a insensibilidade do coração.O jejum é uma maneira de exprimir o amor e a generosidade; através dele, sacrificam-se os prazeres da terra, para obter as alegrias do céu».

No jejum, o homem fundamenta sua vida em Deus e não em si mesmo. Através de um corpo educado pela vontade, buscamos a Deus Uno e Trino, verdadeiro alimento e verdadeira água viva.

São João Clímaco definia a oração como uma profunda amizade com Deus. O amigo sente necessidade de estar com o seu amigo. Desta forma a saudade de se estar com Deus é amenizada pela oração. A oração é o oxigênio da alma. É o hálito do Espírito Santo que perpassa todo o interior da pessoa.

«Orai sem cessar», dizia São Paulo. Este conselho paulino não pode ser entendido como o afastamento completo de nossas responsabilidades nem como escusa no cumprimento de nossos compromissos. Devemos rezar em nossos momentos de trabalho. Fazer do nosso trabalho um ato de louvor ao Criador é um ideal.

Grandes monges de longa experiência de vida em oração, nos dão algumas orientações para que possamos chegar ao amadurecimento espiritual. Para iniciarmos uma vida de oração são necessários alguns cuidados: devemos esforçar para evitar tudo o que agita o nosso coração, tudo que é causa de falta de atenção, de super excitação, tudo o que desperta as paixões ou nos torna ansiosos. Na medida do possível, devemos nos libertar do barulho, da agitação e da inquietação. Basta termos certeza que a graça de Deus nos é suficiente e a Ele nos entregar.

Não menos importante é nos libertar das inquietações internas: nossa alma deve estar apaziguada, tranqüila e serena. Não podemos nos apresentar diante de Deus para rezar possuindo sentimentos de rancor, ódio, frieza no coração.

São João Clímaco também nos orienta que para se viver uma vida de oração verdadeira é preciso antes sermos obedientes à voz de nossa alma. Devemos obedecer à voz de nossa alma quando nosso corpo exige que se satisfaça suas vontades. A obediência é um instrumento indispensável, na luta contra a própria vontade.


"Ela é a condenação à morte dos membros do nosso corpo, em benefício da vida do espírito. Ela é ainda a sepultura da vontade própria, e a ressurreição da humildade"

(Escada, Degrau 3:3).


Por mais que façamos jejuns e ofereçamos nossa oração a Deus, é necessário termos consciência de que Deus não precisa do nosso jejum, nem tem necessidade da nossa oração. Ele é perfeito, nada lhe falta, e não pode precisar de coisa alguma que nós, suas criaturas, possamos lhe oferecer. Nada temos para lhe dar; mas, diz São João Crisóstomo, «Ele aceita que lhe apresentemos as nossas ofertas, para nossa própria santificação».

A maior oferenda que podemos apresentar ao Senhor, somos nós mesmos; e, só o poderemos fazer, entregando-lhe nossa vontade. Aprendemos isso pela obediência; e aprendemos a obedecer pela prática. Estar ciente destas verdades e ainda assim sermos pessoas de oração e de jejuns significa que o orgulho e a vaidade foram dominados.

A oração é uma das asas que nos erguem para o céu; a outra é a fé. Com uma asa só, não se pode voar: a fé sem a oração é tão vã quanto a oração sem a fé. Mas, se nossa fé for frágil demais, é bom clamarmos: "Senhor, dai-nos a fé!" . Sem a oração, não esperemos encontrar o que tanto procuramos: Deus. A vida de oração é exercitada pela prática constante. Podemos iniciar a passos lentos mas profundos. Cada passo um após o outro deverá ser sinal de progresso na vida espiritual. O tempo é o que menos conta, a qualidade de nossa oração é que faz a diferença.

Quando oramos, nosso "eu" deve calar-se. Segundo São Basílio, nossa oração deve conter quatro elementos: adoração, ação de graças, confissão dos pecados e pedido de salvação. Tanto a oração e o jejum nos auxiliam para a nossa salvação e santificação. A Igreja nos convida a prosseguir nesta caminhada de riquezas que nos fazem sentir encorajados a prosseguir rumo à perfeição. Que Deus nos ilumine e nos dirija nestes santos propósitos.



BIBLIOGRAFIA:

BERARDINO, Ângelo. Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs. Petrópolis: Ed. Vozes, 2002



Extraído do site: ecclesia.com.br







Vida dos Santos






São Nicetas







Data de celebração: 03/04/2022

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
São Nicetas, o Confessor, monge († 824)

Biografia:


Os pais de São Nicetas residiam em Cesaréia, na Bitínia. Sua mãe morreu algumas semanas após o seu nascimento. Diante da morte de sua esposa, o pai de Nicetas o levou junto consigo e foram morar em um monastério. O menino cresceu na austeridade da vida monástica. Tão boa educação produziu excelentes frutos e o preparou para o ingresso ao Monastério de Medikion, no Monte Olimpos, Ásia Menor. Este monastério tinha sido fundado há pouco tempo pelo Abade Nicéforo que mais tarde foi canonizado. Em 790, Nicetas recebeu as sagradas ordens por São Tarásios. Foi bispo coadjutor de Nicéforo, sucedendo-o mais tarde. O imperador iconoclasta Leão, o armênio, tirou de Nicetas e de outros abades a paz dos monastérios e lhes convocou para irem a Constantinopla para que manifestassem sua adesão a quem tentava usurpar o trono de São Nicéforo, a sede Patriarcal. Como Nicetas se negasse a lhe obedecer, foi exilado em Anatólia. Ali foi preso em um cárcere sem teto, onde tinha que dormir exposto à neve e à chuva. Levado para Constantinopla deixou-se convencer, juntamente com outros monges, pela falácia do imperador. Todos receberam a comunhão do pseudopatriarca e retornaram aos seus monastérios. Contudo, Nicetas reconheceu seu erro durante a viagem à ilha de Proconeso, e sua consciência obrigou a retornar à Constantinopla onde se retratou do erro que cometera. Afirmou que jamais abandonaria a tradição dos Santos Padres acerca do culto aos sagrados ícones. Em 813, foi desterrado para uma ilha onde permaneceu encarcerado num calabouço. Alimentavam-se de pão velho que lhe era dado por uma abertura e de água contaminada. Quando o imperador Miguel, o Tartamudo, chegou ao Trono, colocou em liberdade Nicetas e muitos outros prisioneiros. Nikitas retornou às proximidades de Constantinopla, morando em um eremitério até o fim de sua vida.


Trad.: Pe. Pavlos Tamanini


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia



São José, o Hinógrafo

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Celebrações do dia



1. São Nikitas, o Confessor da Abadia de Midian 

2. São José, o Hinógrafo 

3. Saint Helpless 

4. Santos Zeus, Bitoniano e Galítico 

5. St. Illyria 

6. São Paulo, o russo, o livre 

7. São Nektarios de Bechetsk 

8. Sínodo da Virgem Maria de Amarantos à Rodes 

9. Santo amor a virgem mártir 

10. Sínodo de Nossa Senhora de Teoskepast em Andros 

11. Sínodo de Nossa Senhora de Agatha em Schinoussa 

12. Sínodo de Nossa Senhora de Platsani em Oia de Santorini 

13. Sínodo da Virgem Maria "Rodon Amaranton" em Pireu

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia


Matinas - João 20: 11-18 

Epístola - Hebreus 6, 13-20 

Evangelho - Marcos 9, 17-31

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Vinho

Permitido Vinho e azeite.

Abster-se de carne, peixe, laticínios e ovos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)












































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