9º Domingo de Lucas
Deparamo-nos, neste domingo, com um relato familiar. Não é raro ouvirmos de pessoas comentários semelhantes aos que foram proferidos pelo personagem da Parábola que Jesus usou para mais uma vez transmitir seus ensinamentos. A riqueza não é seguro de vida e muito menos demonstra se estamos cumprindo a vontade de Deus ou não. Para os cristãos nem sempre a riqueza é sinal de benção divina; é, muitas vezes, causa de perdição.
Jesus inicia sua parábola contando que certo homem teria uma ótima colheita, mas que não teria celeiros suficientes para armazená-la, já que os que possuía já estavam abarrotados. Pensou então em construir celeiros maiores e estocar suas riquezas para depois desfrutá-la, comendo e bebendo. Seu erro está focado em um horizonte terreno. A ele o que importa é o ter; é o comer e o beber; é sugar da vida todos os prazeres que lhe são oferecidos. Trabalhou durante anos, acumulando bastante para depois desfrutar. Diante desta maneira de pensar a vida, o próprio Deus responde: "Insensato"! Não somos donos da vida. A nós não coube estabelecer seu inicio e nem cabe a nós estabelecer seu fim. A morte faz parte da vida; ela é inerente à realidade; nem dela pode fugir ou adiar seu curso. A morte revela o quanto a vida tem uma dimensão finita, mensurável pelo tempo e limitada pelo espaço.
O cristão deve olhar a vida como dom de Deus e não como propriedade sua. Se é dom de Deus, a Ele devemos prestar contas. A nossa preocupação não deveria ser como o do rico da parábola: acumular tesouros para o mundo. Esses tesouros são bens temporais e devem ser vistos e aceitos como tais, isto é, contingentes, efêmeros, transitórios, passageiros. O que de fato são perenes e duradouros são os tesouros que "nem a traça nem a ferrugem corroem".
O fato de possuirmos "bens materiais" não é condenável. Torna-se prejudicial, porém, quando nos deixamos possuir por eles. O avarento, o cobiçoso não possui, mas é possuído por seus bens e desejos. O apego é colidente com a caridade, com a doação e com a entrega.
É necessário que nossa relação com os bens deste mundo não se tornem obstáculos à relação filial que temos com nosso Deus e que eles sejam apenas e somente meios para melhor promover a dignidade humana e, jamais, fim em si mesmos.
Nosso tesouro é Deus e, embora carreguemos este tesouro em vasos de argila, como revela-nos o Apóstolo Paulo, é preciso que haja plena confiança n'Ele e em sua Providência. Esta confiança é uma condição para que resistamos aos apelos consumistas e ao apego material em geral de nosso tempo e de nossa sociedade. A base da confiança do homem está na certeza da fidelidade de Deus.
Facilmente os homens denominam de "ricos" os que possuem bens, os que têm posses e por terem tanto são tratados de maneira singular, especial, muitas vezes em detrimento dos demais. Para Deus rico é aquele que, com o que é seu, ajuda aos que pouco ou nada têm. "Quem se compadece do próximo, empresta a Deus" (Pr 19,17).
Ricos ou pobres, afortunados ou não, todos nós nos depararemos com a realidade da morte. Não levaremos nada de material. Oxalá, não sejamos nós a ouvir que fomos "insensatos", quando deveríamos ser prudentes ao acumularmos tesouros que aprouve ao Criador nos confiar.
Extraído do site: ecclesia.com.br
Vida dos Santos
São Gregório, o Decapolita, mon.
Data de celebração: 20/11/2022
Tipo de festa: Fixa
Santo (a) do dia: São Gregório, o Decapolita, mon. († 842)
Biografia:
São Gregório viveu no século IX e era natural de Erinopolis de Decápolis, na Ásia Menor. Recebeu uma esmerada educação cristã de sua mãe Maria que, com sua fé viva em Cristo, educou seu filho de acordo com os preceitos evangélicos. Gregório foi tonsurado monge ainda jovem e buscava aperfeiçoar-se sempre, com muita luta e permanente dedicação. O que mais era notável em sua vida era o amor pela oração e o aguçado conhecimento, o que julgava essencial para manter sua mente limpa e a soberania moral da carne. A todos os que lhe perguntavam por que se dedicava com particular empenho neste sentido, respondia com as palavras do Evangelho: “Todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.”. (1° Epístola aos Coríntios 9,25). São Gregório, não se satisfazendo apenas com a vida monástica, participou ativamente de duras lutas contra os iconoclastas. Realizou muitas viagens a Éfeso, Constantinopla, Corinto, Roma, Cicília e Tessalônica onde instalou o Monastério de São Minas. Por último, foi a Constantinopla onde, depois de muito trabalho na defesa da ortodoxia da Fé Cristã, descansou em paz no ano 816.
Trad.: Pe. André
Extraído do site: ecclesia.com.br
Hino do dia
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Celebrações do dia
1. Prelúdios das Entradas do Santíssimo Theotokos
2. São Gregório Decapolitano
3. São Proclo Arcebispo de Constantinopla
4. Agios Dasios que foi martirizado em Dorystolo
5. Santos Nirsas o Bispo e Joseph seu discípulo e Bispo
6. Santos Isaac, João, Salvador, Onam, Pappias e Isaac
7. Santos Geithazet, o eunuco, Sasanis, Noilmaris e Zarouantinis
8. Virgens sagradas Thekla, Vautha, Denachis, Tentus, Mama, Malochia, Anna, Nana, Asti e Malach
9. Saints Efstathios, Thespesios e Anatolios
10. São Teoctistos, o Confessor
11. São Sozomenos, o fazedor de milagres
12. São João
13. São Edmundo o Mártir
14. Agios Vassos e os quarenta e dois mártires que martirizaram com ele em Heraklion, Trácia
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Matinas - Mateus 28, 16-20
Epístola - Efésios 2, 4-10
Evangelho - Lucas 12, 16-21
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Leituras do dia
Epístola - Efésios 2, 4-10
Evangelho - Lucas 12, 16-21
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Jejum
Peixe
Abster-se de carne, laticínios e ovos
Permitido Peixe, azeite e vinho
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)
Abster-se de carne, laticínios e ovos
Permitido Peixe, azeite e vinho
Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


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