Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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M A I O / 2 0 2 6

Domingo, 15 de janeiro de 2023.








12º Domingo de Lucas






Os Dez Leprosos



«O homem atingido pela lepra andará com as vestes rasgadas, 
os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: 'Impuro! Impuro!' 
Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; 
e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento» [...] 
(Lev 13, 45-46)



Esta era a situação a que os enfermos de lepra deveriam se submeter, segundo os códigos religiosos do Templo. Os doentes não tinham outra identidade além da lepra; a doença vergonhosa que os cobria desestruturava-os socialmente, fazendo com que fossem marginalizados. Estavam condenados a viver à distância, fora dos povoados, em bairros afastados do resto da população, não podendo manter contato com ela, nem assistir às cerimônias religiosas.

Além desta doença terrível, os samaritanos traziam o jugo do desprezo pelo simples fato de povoarem a região da Samaria, região central da Palestina. Entre samaritanos e judeus, existia uma forte rivalidade que remontava ao ano 721 a. C. Neste ano, o imperador Sargão II tomou militarmente a cidade da Samaria e deportou para a Assíria a mão-de-obra qualificada, povoando a região conquistada com colonos assírios, como conta o segundo livro dos Reis (cap. 17). Com o decorrer do tempo, estes colonos se misturaram com a população da Samaria, dando origem a uma raça mista que, naturalmente, mesclou também as crenças.

Por esta razão a Samaria era considerada pelos judeus como uma região diferente, com uma população de sangue misturado (por isso impuro) e sincréticos. Chamar um judeu de «samaritano» era um grave insulto.

Nada, no entanto, incomodava mais ao povo judeu do que a relação de Jesus com os samaritanos. Esse era um povo odiado pelos judeus. Suas relações eram tão hostis que o evangelista São João, o Teólogo, se vê obrigado a explicar: «...os judeus não se davam com os samaritanos» (Jo 4.9). Esta hostilidade não se enraizava nas diferenças sociais como acontecia nas suas relações com o povo romano. Não eram diferenças morais como no caso dos publicanos e prostitutas, nem tampouco diferenças geográficas, como as que nutriam em relação ao resto do mundo (os gentios). O que tornava essa relação tão amarga eram suas diferenças religiosas. Parece que nada divide tanto as pessoas quanto suas convicções religiosas.

Este é o panorama encontrado por Jesus, ao passar pela Samaria e Galiléia. Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, e gritaram: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!» E, ao vê-los, Jesus disse: «Ide apresentar-vos aos sacerdotes'. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados».

Uma das funções do sacerdote do Templo era diagnosticar certas enfermidades que, por serem contagiosas, exigiam que o enfermo se retirasse por um tempo da vida pública para não contagiar outros com sua infecção. Uma vez curado, este devia apresentar-se ao sacerdote para que lhe desse uma espécie de certificado de cura que lhe permitisse a reintegração na sociedade, através de um ritual que exigia o sacrifício de um animal.

Mas o relato do Evangelho não termina com a cura. «Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e Lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: 'Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?' E disse-lhe: 'Levanta-te e vai! Tua fé te salvou!'» (Lc 17, 11-17).

A consciência de ter sido curado fez do samaritano um homem agradecido. Enquanto os outros nove foram cumprir o preceito religioso de mostrar ao sacerdote sua cura, o samaritano privilegiou a ação de graças e o louvor. Coube a ele o reconhecimento mais perfeito, pois, liberto de sua enfermidade, estava livre para manifestar sentimentos de adoração agradecida, ajoelhando-se diante de Jesus para glorificar a Deus (vv.15-16).

Quando o samaritano não mais viu suas feridas em seu corpo, seu olhar fixou naquele que o curou . O agradecimento ou ação de graças brotou, então, de um coração também curado, um coração novo, liberto das feridas e das chagas, capaz de reconhecer o agir divino e de atitudes concretas de agradecimento.

Um coração contrito e humilde é o que quer o Senhor nosso Deus e não sacrifícios e holocaustos. O agradecimento brota do coração do homem simples, humilde e contrito, ciente dos limites que lhe são próprios. Por isso, nelas Deus se faz morada. O orgulhoso não tem tempo para agradecer, preferindo mostrar aos outros sua cura externa, ocultando o verdadeiro autor deste prodígio. Para este será sim necessário oferecer sacrifícios em holocausto, pois não se encontra liberto da velha lei que oprime. Sua cura exterior se realizou, mas o coração que carrega o orgulho e a vaidade, continua doente, não se abriu à graça da cura. Para o samaritano, sua contrição e humildade substituíram qualquer outro sacrifício.



FONTES DE CONSULTA:
WACH, Joaquim. Sociologia da Religião. São Paulo: Ed. Paulinas, 1990.
GUTIERREZ, Gustavo. O Deus da Vida. São Paulo: Ed Loyola, 1990.



Extraído do site: ortodoxia.org







Vida dos Santos





S. Paulo de Tebas







Data de celebração: 15/01/2022

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
S. Paulo de Tebas, eremita (c. séc. IV)

Biografia:

São Paulo nasceu no Egito, na baixa Tebaida, e perdeu seus pais quando tinha 14 anos. Distinguia-se por conhecer a língua grega e a cultura egípcia. Era bondoso, modesto e temente a Deus. A cruel perseguição do imperador Décio perturbou a Igreja no ano de 250. O demônio tratava de matar, com seus sutis artifícios, tanto os corpos quanto as almas. Durante estes dias, Paulo permaneceu escondido na casa de um amigo. Mas, ao saber que fora denunciado por um cunhado que cuidava de suas propriedades, fugiu para o deserto. Lá encontrou algumas cavernas que, segundo a tradição, serviram para cunhar moedas na época de Cleópatra, rainha do Egito. Escolheu para sua morada uma destas cavernas, próximo de uma fonte e de uma palmeira. Vestia-se com as folhas das palmeiras, seus frutos o alimentava e a água da fonte o saciava. Paulo tinha 22 anos quando chegou ao deserto. Seu primeiro propósito era gozar a liberdade para servir a Deus, durante as perseguições. Tendo gostado da doçura da contemplação, na solidão, resolveu não mais voltar a cidade e se esquecer totalmente do mundo. Paulo se alimentava do fruto da palmeira até seus 43 anos. Depois disso, até sua morte, assim como Elias, ele também era alimentado por um corvo que trazia pão no bico. Não se sabe de que forma viveu e com que se ocupava até morrer aos 90 anos quando Deus se deu a conhecer a seu servo.



II – São Paulo, eremita, confessor, +342


O primeiro e mais famoso dos eremitas, tornou-se órfão aos 14 anos. Aos 20, durante a perseguição do imperador romano pagão Décio, fugiu para uma gruta no deserto. Milagrosamente um corvo trazia-lhe um pão cada dia. Quando Santo Antão, considerado o “pai dos monges”, tinha noventa anos, Deus revelou-lhe que havia no deserto outro monge mais antigo e mais santo do que ele; e encarregou-o de ir visitá-lo. Antão empreendeu a viagem e depois de várias horas de caminhada logrou encontrar Paulo Eremita. No dia seguinte, após Paulo anunciar que sentia aproximar-se a morte, regressou à sua célula monástica em busca de um manto que o Bispo Atanásio de Alexandria lhe havia dado; Paulo tinha-lho pedido, desejando que servisse de mortalha ao seu corpo. No outro dia de manhã, pegou no manto e saiu a toda a pressa; durante o percurso viu a alma de Paulo a subir ao céu toda resplandecente no meio dos Anjos, dos Apóstolos e dos Profetas. Quando chegou, encontrou-o falecido; envolveu o corpo no manto que trouxera consigo e sepultou-o junto do mesmo local onde vivera. Antão ficou com a túnica de Paulo tecida com folhas de palmeira, e daí em diante, só a usava nas Solenidades de Páscoa e Pentecostes.

Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia




Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia



1. São paulo tebano

2. São João Calvita por Cristo Pobre

3. Saint Pansofios

4. Santos Seis Padres

5. São Gerasimos o Patriarca Palladas de Alexandria

6. Santo Alexandre, o insone

7. Santos Elpidios, Danax e Eleni

8. Agia Sekundini

9. Saint Ita, Abadessa (Irlanda)

10. São Prochoros

11. São Gabriel de Lesnovo

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - João 20, 19-31 

Epístola - Colossenses 3, 4-11

Evangelho - Lucas 17, 12-19

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



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