Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

PROGRAMAÇÃO MENSAL
M A I O / 2 0 2 6

Domingo, 22 de janeiro de 2023.








15 º Domingo de Lucas







«Zaqueu, desce da árvore»


Ao se aproximar de Jericó, antes mesmo de entrar pelos portões que davam acesso à cidade, Jesus operou o milagre da cura ao cego chamado Bartimeu (Lc 18,35-43). Os Evangelistas Lucas, Mateus e Marcos, não precisam quanto tempo Ele ficou naquele lugar. Contudo, a sua passagem por lá, transformou a rotina bucólica da cidade, com a realização de grandes fatos. Onde Deus se faz presente, a passividade não encontra lugar para se instalar e a vida é renovada.

A repercussão da cura do cego foi imediata e fez crescer o número dos curiosos e admiradores de Jesus. A multidão se comprimia na esperança de ver, falar ou tocar naquele forasteiro que atraía os mais diferentes olhares e atenção de todos. No meio da multidão acéfala e barulhenta, encontrava-se um homem que despertou em Jesus a atenção. Zaqueu era seu nome, cujo significado é "homem justo". Na realidade, tratava-se de um homem rico, chefe dos coletores de impostos e, por isso mesmo, odiado pelo povo de quem os impostos eram cobrados de maneira impiedosa. Sua riqueza provinha do seu oficio exercido pela falta de escrúpulo e de justiça.


Diante desta realidade, ele não podia se misturar à multidão, pois corria perigo
iminente de represálias, mas tão pouco poderia deixar de ver, ao menos de longe, quem era aquele estrangeiro que acabara de curar um cego. Subiu num sicômoro, para ter uma visão mais panorâmica daquele espetáculo recém formado nas imediações dos muros que marcavam a saída da cidade. Sicômoro era uma espécie de figueira especial cujo tronco é forte e de onde brotavam galhos rentes ao chão. Por ser de baixa estatura, não foi difícil Zaqueu se "agasalhar", entre os seus ramos e ver de uma altura privilegiada o que estava acontecendo. Jesus observou aquele homem em cima de uma pequena árvore e foi ao seu encontro. Conhecendo seu coração, teve certeza de que o Reino de Deus deveria ser manifestado através daquele cobrador de impostos. Jesus se adiantou e foi ao seu encontro. «Deus que é sempre fiel vem sempre à minha frente.» (Sl 59,11)

Zaqueu, do lugar onde estava, observou que a multidão se aproximava da árvore onde se acomodou e de lá veio uma voz que soava imperativa: "Zaqueu, desce depressa, pois hoje vou hospedar-me em tua casa".(Lc 19,5). A voz era d'Ele. E, Ele o chamou pelo nome. Parecia que veio de tão longe unicamente para visitar Zaqueu. Jesus pediu que descesse do lugar onde estava e, apressadamente, pois um hóspede não poderia ficar esperando pelo anfitrião. Contente, Zaqueu recebeu o Senhor em sua morada.

Evidentemente, o Senhor visitou outras casas durante sua vida "pública", como narram os Evangelistas. Mas, ou se tratava de amigos e parentes, ou Ele era chamado para operar curas e milagres (Mc 14,3-6; Lc 8,51-55; Lc 10,38-41). A visita à casa de Zaqueu tornou-se singular e emblemática: Jesus quis ir à casa de Zaqueu para visitá-lo. A casa de Zaqueu tornou-se a morada de Deus, a Tenda da Palavra Encarnada, o Tabernáculo do Altíssimo, pois o Santo dos Santos estava em sua residência. Se Zaqueu soubesse quem era seu hóspede, indubitavelmente, brotaria de seu coração a mesma pergunta que fez Davi ao receber a Arca do Senhor em sua casa: "Como poderia vir à minha casa a Arca do Altíssimo?"(2Sm 6,9). Ou diria como o Centurião ao não se achar em condições de receber Jesus em sua casa, por ser tão errante; "Senhor, eu não sou digno que entres em minha morada..." (Mt 8,5-13). Por não saber a identidade daquele estrangeiro, tais questionamentos foram abortados. "Quem, é Senhor, em tua casa entrará? O que for justo e a verdade praticar". Já que Zaqueu por ser injusto e pecador, não podia entrar no Templo, pois nem Judeu era, o Altíssimo entrou em sua casa, trazendo-lhe a paz.

Ao se dirigirem para a casa de Zaqueu, deixaram de lado as murmurações provenientes da multidão admirada por ver o Senhor entrando na casa de um pecador. O Evangelho não narra a reação da dupla que parecia seguir determinada o seu itinerário, parecendo que já sabiam a extraordinária mudança de vida que seria operada naquele lugar. Ao atravessarem a porta, a graça adentrou naquela casa e por isso aquelas vozes murmurantes foram ignoradas.

Jesus entrou na casa de um pecador e sentou-se a mesa com ele. Sua presença operou em Zaqueu a conversão: "Darei metade de meus bens aos pobres e a quem fraudei restituirei quatro vezes mais". Para Zaqueu foi antecipada a alegria que os discípulos de Emaús sentiram ao ter o Senhor sentado à sua mesa. "Não se abrasava nosso coração enquanto Ele nos falava?" (Lc 28,32). Os frutos daquela visita à casa dos discípulos de Emaús serviram para ratificar a verdade mais fundamental de nossa fé: a Ressurreção do Senhor. Os frutos da visita à casa daquele coletor de impostos dava provas cabais de que o Reino de Deus já se encontrava entre nós e, que em verdade, o "Emanuel" (Deus conosco), veio para aqueles que eram seus, veio para os que necessitam de perdão, veio para os pecadores.

Não podemos parar na mera curiosidade de saber quem é Deus. Zaqueu quis saber quem era o Senhor, mas não se contentou só com isto. A curiosidade o levou a subir no sicômoro. Do sicômoro brotou o convite e dele a conversão. é preciso despertar em nós a saudável astúcia e criatividade para rompermos os obstáculos que nos empeçam de conhecer a Deus.

Antes de Jesus anunciar que visitaria Zaqueu, solicitou-lhe que descesse da árvore. Não é preciso que o homem mostre-se continuamente para que seja visto por Deus. Ele que tudo sabe, nos ama e nos vê, mesmo que estejamos "no mais alto das montanhas ou nos mais profundos dos abismos", Ele nos perscruta e nos conhece. (Sl 138). Parece não combinar com a pedagogia de Jesus falar com quem está numa posição altiva, soberba, prepotente e despótica. Pois Deus ama a humildade, a pequenez, a simplicidade e a pureza de um coração justo e indefeso. É preciso, se quisermos falar com Deus, aprender a descer dos pedestais e a se curvar diante do simples e humilde. Ao descer do sicômoro, Zaqueu pisava no mesmo solo que Jesus, estavam face-a-face, podiam se olhar e travar um diálogo. Quando o homem olha para Deus, em espírito e verdade, consegue reconhecer o quanto "não somos" diante d'Aquele que «é».

Quando Isabel recebeu a visita de Maria em sua casa, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Quem sou eu para que me visite a Mãe de meu Senhor?" (Lc 1,42-43)

Zaqueu obteve a visita não da mãe do Senhor, mas a visita do próprio Senhor. Ele mesmo, Senhor e Deus, divino e humano visitou um pecador e fez desse pecador uma nova criatura, pois o Senhor restaura todas as coisas e faz dos homens seus filhos em seu Filho.
Se Isabel admirada e agradecida pode compor palavras tão lindas que se perpetuaram como parte de uma oração dedicada à Maria, Zaqueu - da mesma forma agradecido e convertido- ensina que a conversão se mostra em gestos concretos e generosos. Frisa que uma vez conhecido o Senhor, é preciso que se repense a vida, que se dê valor àquilo que de fato tem valor, que a justiça seja a meta a ser alcançada e que sempre é posível a mudança.

A justiça requer equidade dos bens. A justiça exige que seja reparado o mal que se tenha feito. A justiça brada pelo pedido de perdão do ofensor ao ofendido. Se assim não for, nos sentiremos justos sem ser; continuaremos em cima dos "sicômoros" da arrogância e prepotência, querendo chamar atenção de todos, inclusive a de Deus, mas incapazes de descer de nossa altivez. "Desce da árvore" é um pedido e uma condição para que Deus possa entrar em nossa casa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.




Extraído do site: ecclesia.com.br





Timóteo Apóstolo dos 70






Vida dos Santos





S. Timóteo, apóstolo dos 70







Data de celebração: 22/01/2023

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
S. Timóteo, apóstolo [dos 70] (fim séc. I)

Biografia:

São Timóteo, o discípulo amado de São Paulo, era natural da cidade de Listria de Licaonia. Seu pai era um grego pagão e sua mãe, Eunice, era uma judia que abraçou o cristianismo, juntamente com a avó de Timóteo. São Paulo elogiava a fé destas duas mulheres.

Desde a sua juventude, Timóteo havia se dedicado por completo ao estudo da Sagrada Escritura e, quando São Paulo estava pregando em Licaonia, os cristãos de Icônio e Listria elogiaram de tal modo a Timóteo, que o Apóstolo Paulo o escolheu por companheiro para substituir Barnabé. Isso fez com que o «Apóstolo dos gentios» pusesse de manifesto seu zelo e sua prudência, pois que, embora pouco antes tivesse se recusado a fazer circuncidar a um tal Tito, cujos pais eram pagãos, a fim de demonstrar a liberdade do Evangelho e refutar aqueles que afirmavam que o rito da circuncisão tinha permanecido como preceito na Nova Lei, fê-lo circuncidar, no entanto, a Timóteo, filho de uma judia, acreditando que com isso se pudesse se fazer mais aceitável aos olhos dos judeus, ao mesmo tempo em que demonstrava que não era um inimigo da lei. São João Crisóstomo elogia a prudência que demonstrou nisto o Apóstolo São Paulo. A isso se acrescenta a fidelidade e a obediência de Timóteo ao apóstolo que, impôs as mãos sobre este discípulo confiando-lhe o ministério da pregação. A partir de então, não o tinha apenas como seu discípulo e filho muito querido, mas como um irmão e companheiro de trabalho. São Paulo lhe chamava «homem de Deus», e na sua Epístola aos Filipenses, disse, em relação a Timóteo, que a ninguém estava mais unido em espírito.

São Paulo visitou Listria e depois todo o resto da Ásia Menor. Embarcou com destino à Macedônia e pregou em Filipos, Tessalônica e Berea. Perseguido pela fúria dos judeus, teve que deixar a cidade, deixando, portanto, ali Timóteo para que confirmasse a fé dos neófitos. Ao chegar em Atenas, ele mandou buscá-lo, mas tomando conhecimento de que os cristãos tessalonicenses estavam sendo cruelmente perseguidos, enviou Timóteo, como seu representante, para animá-los. Timóteo se encontrou depois com São Paulo em Corinto para lhe dar conta de seus triunfos. Em seguida, o Apóstolo escreveu sua primeira epístola aos Tessalonicenses. Depois, prosseguiu com suas viagens: de Corinto foi a Jerusalém e depois a Éfeso onde permaneceu dois anos. Planejava, no ano 58, retornar para a Grécia e decidiu enviar adiante dele Timóteo e Erasto com instruções para que atravessassem a Macedônia, anunciando aos fiéis sua próxima visita e recolhendo esmolas que ele pretendia enviar aos cristãos de Jerusalém. Após esta viagem, Timóteo foi para Corinto, onde sua presença era necessária para reavivar nos fiéis os ensinamentos de seu mestre. É certo que, a recomendação que faz São Paulo ao seu discípulo de São Paulo (1Cor 16,10), está relacionada com esta viagem. O apóstolo esperou por Timóteo na Ásia Menor e, juntos, saíram para a Macedônia e Acaya. Timóteo se separou novamente em Filipos, voltando a se juntar a ele em Tróia. São Paulo foi preso em seu retorno à Palestina e enviado para Roma após dois anos de prisão em Cesaréia. Timóteo parece ter estado com ele durante quase todo o tempo, e São Paulo o cita no cabeçalho de suas epístolas a Filêmon e aos Filipenses. Timóteo também foi feito prisioneiro por Cristo e confessou o seu Nome na presença de muitas testemunhas, mas foi deixado em liberdade. Foi eleito bispo, ao que parece, por inspiração especial do Espírito Santo. Quando Paulo regressou de Roma, deixou Timóteo à frente da igreja de Éfeso para acabar com os falsos mestres e ordenar sacerdotes, diáconos e, ainda, bispos. São João Crisóstomo e outros Pais da Igreja supõem que o apóstolo tenha confiado a Timóteo todas as igrejas da Ásia. Todos falam de Timóteo como o primeiro bispo de Éfeso.

São Paulo escreveu sua primeira carta a Timóteo da Macedônia, a segunda de Roma, onde estava prisioneiro, pedindo para que fosse vê-lo na capital do império, antes de sua morte. Esta segunda carta é uma explosão de ternura de São Paulo por seu discípulo, alenta-o em suas dificuldades, procura reavivar nele a coragem e o fogo do Espírito Santo que a ordenação lhe havia dado e lhe dá instruções sobre os falsos irmãos daquela época, prevendo novas desordens e dificuldades na Igreja.

São Timóteo bebia apenas água, mas como sua saúde estava abatida pela grande austeridade, São Paulo lhe aconselhou para que tomasse um pouco de vinho. Diz São João Crisóstomo: «Ele não lhe disse simplesmente: ‘beba vinho’, mas, ‘beba um pouco de vinho’, e isto, não porque Timóteo precisasse desse conselho, mas porque nós é que necessitamos dele».

São Timóteo era ainda jovem, nesta época, tendo por volta de quarenta anos, ao que parece. Não é, portanto, difícil que tenha ido à Roma para ver o seu mestre. Devemos supor que Timóteo foi nomeado bispo de Éfeso por São Paulo antes da chegada de São João àquela cidade. Uma forte tradição diz que o Apóstolo São João também exerceu o apostolado em Éfeso e que supervisionava todas as igrejas da Ásia.

São Timóteo foi apedrejado e espancado por pagãos ao manifestar a sua oposição às suas cerimônias. Com efeito, em 22 de janeiro comemorava-se a festa chamada Katagogia, e nesse dia os pagãos percorriam a cidade em grupos, levando em uma mão um ídolo na outro um pedaço de pau. Há evidências de que as supostas relíquias de São Timóteo tenham sido levadas para Constantinopla, durante o reinado de Constâncio. São João Crisóstomo e São Jerônimo aludem aos sinais sobrenaturais que ocorreram no santuário de Constantinopla, como um assunto que era do conhecimento comum.

São Timóteo, bispo, companheiro de S. Paulo, séc. I


Sobre São Timóteo, São Paulo diz: “Lembro-me de ti, noite e dia, em minhas orações. Conserva a lembrança da fé sincera que há em ti; fé que habitou primeiro em tua avó Lóide e em tua mãe, Eunice”. E o Apóstolo dá ainda, a São Timóteo o excelente conselho de empenhar-se inteiramente na sua missão de velar sobre sua pessoa, bem como sobre o seu ensino. E termina, dizendo: “Perseverando nessas duas missões, salvar-te-ás e aos que te escutam”. Nas duas epístolas que São Paulo escreveu a Timóteo, os sacerdotes de todos os tempos puderam encontrar conforto e incentivo para sua missão e sua vida.


Trad.: Pe. André



Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia




Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia



1. São Timóteo o Apóstolo

2. Santo Anastácio, o Persa, o Santo Mártir

3. Santos Manuel Bishop, George Bishop de Develtus, Peter Bishop, Leo Bishop de Niceia, Gabriel, Sion, John, Leo, Parodos Elder e outras trezentas e setenta e sete Testemunhas

4. Santo Anastácio o Diácono

5. São José, o santificado Samakos

6. São Makarios da Rússia

7. São Joasaph, o Iluminador do Alasca

8. Encontrando o ícone sagrado de Panagia Eleistria Koroni

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - João 21, 1-14

Epístola - I Timóteo 4, 9-15

Evangelho - Lucas 19, 1-10

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



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