Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

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Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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M A R Ç O / 2 0 2 6

Domingo, 8 de março de 2026.

 



2º Domingo da Quaresma

Domingo de São Gregório Palamas 



«Filho, os teus pecados estão perdoados.... Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa» (Mc 2:5; 11)



O Esplendor da Graça: São Gregório Palamas e o Chamado à Cura Espiritual no Segundo Domingo da Grande Quaresma

Leituras bíblicas: Hb 1,10–2,3 | Mc 2,1-12


Introdução


No segundo Domingo da Grande Quaresma, a Santa Igreja Ortodoxa volta o seu olhar para uma figura cuja vida e ensinamentos brilham como farol da ortodoxia: São Gregório Palamás, Arcebispo de Tessalônica, o Taumaturgo.

Embora sua memória principal seja celebrada em 14 de novembro, a Igreja o honra neste domingo como um «Segundo Triunfo da Ortodoxia», pois foi no século XIV que suas lutas e ensinamentos foram solenemente confirmados, consolidando a vitória contra as inovações heréticas que ameaçavam a fé.

A comemoração de São Gregório neste ponto do percurso quaresmal não é acidental. Se no primeiro domingo celebramos o Triunfo da Ortodoxia sobre a iconoclastia, afirmando que Deus se fez visível e pode ser representado, neste segundo domingo somos elevados a um degrau mais alto: aprendemos que não apenas contemplamos Deus representado em ícones, mas podemos experimentá-Lo verdadeiramente — participar da própria vida divina, ser iluminados pela Sua graça incriada. Como veremos, a vida e a teologia de São Gregório Palamás são um convite a essa experiência transformadora.

I. A Vida de São Gregório Palamás: Uma Jornada Rumo à Deificação

1. Infância e Juventude: As Primícias de uma Alma Consagrada

Gregório nasceu em Constantinopla no ano de 1296, filho de pais aristocratas ligados à corte do piedoso imperador Andrônico II Paleólogo. Seu pai, mesmo exercendo funções senatoriais, vivia em profunda oração, a ponto de, absorto em Deus, não perceber quando o imperador lhe dirigia a palavra. Este foi o primeiro e mais poderoso exemplo para o jovem Gregório: a vida em Deus não é incompatível com as responsabilidades do mundo, mas as transcende.

Após a morte prematura de seu pai, que recebeu o hábito monástico in extremis, Gregório foi educado sob a proteção direta do imperador. Seu talento para a filosofia era tão notável que seus mestres afirmavam ouvir o próprio Aristóteles quando Gregório discorria sobre lógica. No entanto, seu coração ardia apenas pelas coisas de Deus. Associou-se a monges de renome na cidade e encontrou direção espiritual em Teolepto da Filadélfia, que o iniciou no caminho da santa sobriedade e da oração do coração.

2. A Vida Monástica: A Busca pela Hesíquia

Por volta de 1316, com apenas vinte anos, Gregório tomou a decisão radical de abandonar as vaidades do mundo. Movido por um fervor contagiante, sua mãe, duas irmãs, dois irmãos e numerosos servos abraçaram a vida monástica com ele. A pé, Gregório e seus irmãos seguiram para o Monte Atos, estabelecendo-se nas proximidades do Monatério de Vatopedi, sob a direção do Ancião Nicodemos.

Seu progresso espiritual foi rápido. Ainda jovem, recebeu a visita do santo Apóstolo e Evangelista João, o Teólogo, que lhe prometeu proteção espiritual nesta vida e na vindoura. Após a morte de seu irmão Teodósio e do Ancião Nicodemos, Gregório transferiu-se para a Grande Lavra, onde atuou como cantor e viveu com tal abstinência que aparentava estar livre do peso da carne, chegando a passar três meses sem dormir.

Sedento pelas águas doces da solidão, retirou-se para o eremitério de Glossia, sob a direção de Gregório da Bitínia. Ali, com as paixões purificadas, pôde elevar-se em oração à contemplação dos mistérios da criação. A solidão e o silêncio interior (hesíquia) permitiram-lhe manter o intelecto fixado nas profundezas do coração, invocando o Senhor Jesus com compunção, tornando-se todo oração e fazendo brotar de seus olhos torrentes de lágrimas.

3. Sacerdócio e Pastoral: Unindo Contemplação e Ação

As incessantes incursões de piratas turcos obrigaram Gregório e seus companheiros a deixar o eremitério. Após uma breve passagem por Tessalônica, onde se integrou ao círculo do futuro patriarca Isidoro — que buscava difundir a prática da oração de Jesus entre os fiéis leigos —, Gregório foi ordenado sacerdote em 1326, após compreender em visão ser esta a vontade de Deus.

Fundou então um eremitério na região de Bereia, onde praticava uma ascese ainda mais rigorosa: cinco dias por semana permanecia em absoluta solidão, jejum e oração com abundantes lágrimas; apenas aos sábados e domingos celebrava a Divina Liturgia, compartilhava uma refeição fraterna e instruía espiritualmente seus companheiros. Este ritmo revela algo fundamental: a verdadeira hesíquia não é fuga do mundo, mas fonte de uma palavra autêntica e de um amor que se derrama sobre o próximo.

4. A Controvérsia Hesicasta: A Defesa da Experiência

Foi neste período que irrompeu a tempestade que definiria seu legado. Barlaão, um monge calabrês, granjeara fama em Constantinopla como brilhante pensador especulativo. Interpretando os escritos de São Dionísio Areopagita de forma puramente filosófica, Barlaão considerava o conhecimento de Deus objeto da razão, não da experiência viva. Ao tomar contato com os métodos de oração dos monges hesicastas, que integravam o elemento sensível à vida espiritual, escandalizou-se e acusou-os de heresia.

Os monges apelaram a Gregório, que respondeu com uma série de tratados, situando a espiritualidade monástica numa síntese dogmática profunda. Demonstrou que a ascese e a oração são fruto do mistério da Redenção e o caminho para que a graça recebida no Batismo floresça em cada pessoa. Defendeu a autenticidade dos métodos hesicastas para fixar o intelecto no coração: desde a Encarnação, devemos buscar a graça do Espírito Santo em nossos corpos, santificados pelos Sacramentos e enxertados em Cristo pela Eucaristia.

No centro do debate estava a natureza da luz do Monte Tabor. Para Barlaão, a luz que envolveu Cristo na Transfiguração era um fenômeno criado, que cessou com o evento. Para São Gregório, porém, aquela luz era a própria glória incriada de Deus — a mesma que brilhou do corpo de Cristo, a mesma que os santos contemplam na oração perfeita e que resplandecerá nos corpos dos justos na Ressurreição geral.

Para explicar como é possível ao homem participar do Deus transcendente, São Gregório desenvolveu a distinção patrística entre a essência (οὐσία) e as energias (ἐνέργειαι) divinas:

A essência de Deus permanece totalmente inacessível, incriada, incomunicável. Deus em Si mesmo é absolutamente transcendente.

As energias são o próprio Deus em ação, Sua vida, Seu amor, Sua luz, que se derramam sobre a criação e tornam possível a união real com Ele. Através delas, o homem é verdadeiramente deificado, participa da natureza divina (2Pd 1,4), sem, contudo, confundir-se com a essência de Deus.

Esta distinção não introduz divisão na simplicidade divina; antes, salvaguarda tanto a transcendência de Deus quanto a realidade da nossa união com Ele. Deus não é um conceito filosófico, mas Amor, Pessoa Viva e fogo consumidor, que tudo faz para nos tornar deuses por graça.

5. O Confessor da Fé: Prisão, Cativeiro e Glória

A resposta brilhante de São Gregório foi inicialmente acolhida nos Concílios de 1341, que condenaram Barlaão. No entanto, a controvérsia não cessou. Amigo e depois adversário, Acindino reavivou os argumentos de Barlaão. Simultaneamente, uma guerra civil devastava o Império. O patriarca João Calecas, aliado a uma facção política, excomungou e aprisionou São Gregório por quatro anos.

Na prisão, sua atividade não arrefeceu: manteve vasta correspondência e redigiu importante obra contra Acindino. Libertado quando seus apoiadores assumiram o controle, foi nomeado Arcebispo de Tessalônica em 1347. Contudo, a cidade resistiu em recebê-lo, e ele só pôde ocupar sua sé após algum tempo, aclamado pelo povo com hinos pascais, como se o próprio Cristo entrasse triunfante.

Em viagem a Constantinopla, caiu nas mãos de turcos e passou um ano cativo na Ásia Menor (1354-55). Ali, com liberdade de espírito e abertura, dialogou teologicamente com médicos muçulmanos e com o próprio filho do emir Orcano, testemunhando a fé mesmo sob tortura. Libertado mediante resgate da Sérvia, retornou a Tessalônica, onde concluiu seus dias em paz, realizando muitos milagres.

Pouco antes de sua morte, em 14 de novembro de 1359, São João Crisóstomo apareceu-lhe convidando-o a juntar-se ao coro dos santos hierarcas. Ao expirar, seu rosto resplandeceu com uma luz semelhante à que brilhou sobre Santo Estêvão (At 6,15) — sinal visível da verdade de sua doutrina: a deificação pela luz incriada do Espírito Santo é real e possível.

II. O Ensino de São Gregório Palamás e a Cura do Paralítico

A Epístola e o Evangelho deste domingo lançam luz sobre o significado da comemoração de São Gregório para a nossa caminhada quaresmal.

Na Epístola aos Hebreus (Hb 1,10–2,3), somos exortados a “prestar mais atenção às coisas que temos ouvido, para que delas jamais nos desviemos” e a não negligenciarmos “tão grande salvação”. São Gregório personifica esta atenção vigilante: não negligenciou a salvação, mas lutou para preservar a pureza da fé, para que as gerações futuras pudessem beber da mesma fonte da graça.

O Evangelho de Marcos (Mc 2,1-12) narra a cura do paralítico em Cafarnaum. Quatro homens, movidos por fé perseverante, abrem o telhado da casa e fazem descer o leito do amigo diante de Jesus. O Senhor, vendo-lhes a fé, dirige-se ao paralítico: “Filho, perdoados são os teus pecados” (Mc 2,5).

Esta narrativa é riquíssima para o tempo quaresmal:

1. O pecado como paralisia fundamental: Antes da cura física, Jesus opera a cura espiritual. O paralítico representa a humanidade inteira, paralisada pelo pecado, incapaz de mover-se em direção a Deus por suas próprias forças. A principal enfermidade do ser humano é o pecado e o verdadeiro milagre é o perdão de Deus. A Quaresma é o tempo de reconhecermos nossa paralisia espiritual e clamarmos pelo único Médico das almas e dos corpos.

2. A fé da Igreja que intercede: Os quatro amigos que carregam o paralítico são imagem da Igreja, da comunhão dos santos que intercede por nós. E não podemos esquecer que São Gregório Palamás, cujas relíquias repousam em Tessalônica operando milagres até hoje, é um desses “amigos” que nos carregam até Cristo. A veneração às relíquias dos santos teve início no culto aos mártires […] seus restos mortais e objetos eram venerados com respeito e devoção, pois testemunhavam a fidelidade ao Ressuscitado. Os santos são testemunhos vivos de que a graça incriada de fato transforma a natureza humana e a torna participante da vida divina.

3. O perdão que cura: O paralítico precisava ouvir: “Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Mc 2,11). Mas isso só foi possível porque antes recebeu o perdão. A Quaresma é o sacramento do perdão, o tempo privilegiado para nos aproximarmos do Cristo que perdoa e salva, experimentando o poder transformador da sua graça.

III. A Importância do Esforço na Grande Quaresma

O Segundo Domingo da Quaresma também nos traz uma mensagem sobre a importância do esforço perseverante. O tema da fé, celebrado no Domingo da Ortodoxia, é agora complementado pela ênfase na luta ascética.

A Epístola adverte: “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2,3). Negligência é o oposto do espírito quaresmal. Os quatro amigos do paralítico não negligenciaram; perseveraram diante do obstáculo, abriram o telhado, venceram as dificuldades. Assim também nós, neste segundo estágio da Quaresma, somos chamados a intensificar nossos esforços: na oração, no jejum, na esmola, no perdão mútuo.

São Gregório Palamás é modelo desse esforço incansável. Lutou contra caluniadores, suportou prisões, enfrentou o cativeiro, jamais abandonou a busca da união com Deus. Sua vida testemunha que o caminho da deificação é estreito e exigente, mas a meta — a participação na luz incriada — supera infinitamente todo esforço.

A história do paralítico “nos lembra que Jesus Cristo é o curador tanto das enfermidades espirituais (invisíveis) quanto das físicas (visíveis) da humanidade. E a multidão que se aglomerava para ouvi-Lo nos ensina que a verdadeira sede é pela palavra pura e significativa, refletida na vida daquele que a prega. Jesus vivia a verdade que anunciava; também nós somos chamados a essa coerência .

IV. A Veneração das Santas Relíquias e o Perdão dos Pecados

Uma ponte preciosa entre o Evangelho do paralítico e a veneração das santas relíquias, tão ligada a este domingo.

A veneração das relíquias teve início no culto aos mártires, vistos como “símbolos do sofrimento, da morte e da vitória de Cristo. Com o Edito de Milão, as relíquias passaram a ser depositadas nos altares, perpetuando o costume da celebração eucarística junto aos túmulos dos mártires.

Neste Segundo Domingo da Quaresma, a Igreja do Oriente confere às santas relíquias a mesma dignidade que concede aos ícones sagrados: ambos são testemunhos vivos da fé cristã. Os ícones representam a pessoa; as relíquias são os próprios restos mortais onde a graça habitou de modo eminente. Se os corpos dos santos foram templos do Espírito Santo, tornaram-se participantes da mesma luz incriada que São Gregório defendeu. Por isso, são dignos de veneração.

No Evangelho, o paralítico é levado à presença de Cristo. Nós, porém, não estamos geograficamente distantes d’Ele. Cristo se faz presente em Seu corpo eucarístico, em Sua Palavra, e também nas relíquias dos santos — que são como “antenas” da graça, canais através dos quais a energia divina continua agindo no mundo.

Se na época de Jesus a noção de pecado era distorcida, hoje vivemos a sua banalização. Do ‘tudo é pecado’ passamos ao ‘nada é pecado'”. Os santos, ao contrário, mesmo alcançando altos graus de espiritualidade, consideravam-se pecadores indignos. Esta consciência os mantinha humildes e abertos à misericórdia divina. A Quaresma nos convida a recuperar esta consciência, a nos aproximarmos do Sacramento do Perdão, e a venerarmos aqueles que já trilharam este caminho antes de nós.

Conclusão

Neste Segundo Domingo da Grande Quaresma, somos convidados a olhar para São Gregório Palamás não apenas como uma figura histórica, mas como um mestre da vida espiritual e um intercessor junto ao trono da graça.

Sua vida nos ensina que:

A busca de Deus exige renúncia e esforço perseverante, mas é coroada pela experiência real da Sua presença.

A teologia não é mero exercício intelectual, mas experiência viva da graça — a mesma luz incriada que envolveu Cristo no Tabor e que os santos contemplam na oração.

A distinção entre essência e energias divinas não é especulação abstrata, mas a certeza de que podemos verdadeiramente participar da vida de Deus, ser deificados, sem com isso confundir-nos com a essência divina.

As santas relíquias são testemunhos concretos de que a promessa da deificação é real: aqueles corpos, agora repousando, um dia ressuscitarão em glória, e já agora são canais da graça de Deus.

O paralítico do Evangelho, carregado por seus amigos até Jesus, é imagem da nossa condição. Paralisados pelo pecado, somos trazidos aos pés de Cristo pela fé da Igreja, pela intercessão dos santos, pela oração uns dos outros. Dele ouvimos as palavras que transformam: “Perdoados são os teus pecados… Levanta-te, toma o teu leito e vai” (Mc 2,5.11).

Que São Gregório Palamás, defensor da luz incriada e testemunha da deificação, rogue por nós. Que nos ajude a perseverar no esforço quaresmal, a buscar a cura da alma e do corpo no Sacramento do Perdão, e a caminhar com esperança rumo à Páscoa, onde contemplaremos, já não veladamente, mas face a face, a glória do Senhor ressuscitado. Amém.

Fontes e referências bibliográficas:​

ARQUIDIOCESE GREGA ORTODOXA DA AMÉRICA (GOARCH). Sunday of St. Gregory Palamas. Disponível em: https://www.goarch.org/sunday-stgregorypalamas-learn. Acesso em: 05 de março de 2026.

IGREJA ORTODOXA DE SÃO NICOLAU. Sunday of St. Gregory Palamas. Disponível em: https://www.stnicholasoc.org/sunday-of-st-gregory-palamas/. Acesso em: 05 de março de 2026.

IGREJA ORTODOXA DE SÃO JOÃO BATISTA. Second Sunday of Great Lent: St. Gregory Palamas. Disponível em: https://www.saintjohnchurch.org/sunday-of-st-gregory-palamas/. Acesso em: 05 de março de 2026.

BYBLOS/ECCLESIA. Subsídios Homiléticos: A Veneração às Santas Relíquias e o Perdão dos Pecados – Memória de São Gregório Palamás. Disponível em: https://byblos.ecclesia.org.br. Acesso em: 05 de março de 2026.

MEYENDORFF, John. A Study of Gregory Palamas. London: Faith Press, 1964.

The Lenten Triodion. Translated by Mother Mary and Kallistos Ware. South Canaan, PA: St. Tikhon’s Seminary Press, 1994.

SCHMEMANN, Alexander. Great Lent: Journey to Pascha. Crestwood, New York: St. Vladimir’s Seminary Press, 1969.

Extraído do site: ecclesia.com.br





Vida dos Santos





São Teofilactos, arcebispo de Nicomédia, confessor 







Data de celebração: 08/03/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
São Teofilactos, arcebispo de Nicomédia, confessor († 845)

Biografia:

Ainda menino, Teofilactos mudou-se da Ásia para Constantinopla onde conheceu São Tarásios que o por ele se afeiçoou e lhe deu uma boa formação. Observando que o jovem sentia-se chamado à vida religiosa, enviou a outro de seus discípulos, Miguel, o confessor, que acabara de fundar um Monastério junto ao Bósforo. Alguns anos mais tarde, depois de seus dois discípulos haverem suportado difíceis provas, São Tarásios os elevou à dignidade episcopal: Teofilactos recebeu a sede de Nicomédia e Miguel à sede de Sínada. Quando Leão V empreendeu nova guerra contra as imagens sagradas, São Nicéforo, sucessor de São Tarásios na sede de Constantinopla, convocou um Concilio para proteger a doutrina católica contra as heresias iconoclastas do imperador. São Teofilactos, juntamente com outros teólogos de renomado saber, defenderam com eloqüência o ponto de vista da Igreja, mas o imperador permanecia irredutível em suas posições. Quando todos já haviam falado, fez-se uma ligeira pausa na sala conciliar interrompida por São Teofilactos que proferiu a seguinte profecia: «Já sei que fazes pouco caso da imensa paciência de Deus! Pois bem, eu te predigo: calamidades e mortes virão cair sobre ti como um furacão, não restando ninguém que te possa defender». Furioso ao ouvir aquelas palavras, o imperador desterrou a todos os padres conciliares e encarcerou São Teofilactos em uma fortaleza em Caria, onde morreu trinta anos depois. Sua profecia, porém, se cumpriu à risca. No dia da Natividade do ano 820, estando o imperador em sua capela privada, conspiradores caíram sobre ele e o assassinaram, antes que seus servidores o socorressem. Contam-se maravilhas sobre a grande liberalidade deste santo, de sua generosidade para com os pobres, da ajuda que prestava às viúvas, órfãos e doentes mentais, de sua predileção pelos cegos e enfermos em geral. Para estes e para os peregrinos, São Teofilactos fundou muitos hospitais.


Trad.: Pe. Pavlos Tamanini


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia




Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Celebrações do dia



1. São Bispo de Nicomedia

2. São Paulo Confessor Bispo de Plousiada

3. São Hermes, o Apóstolo

4. São Dion, a Testemunha

5. Santo Dometios

6. São Cirilo, o Hieromártir

7. Santos Felicita, Erenia, Rogatos, Felix, Rogatos, Veatos, Urbans, Silvanos e Mamilos as Testemunhas

8. Santos Lazaros e Atanásio da Rússia

9. Sínodo da Virgem Maria do Ponto em Kursk, Rússia

10. Sínodo de Nossa Senhora de Pantanassa em Sikinos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - Lucas 24, 36-53

Epístola - Hebreus 1, 10-14; 2, 1-3

Evangelho - Marcos 2, 1-12

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Vinho

Permitido Vinho e azeite.

Abster-se de carne, peixe, laticínios e ovos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)

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