Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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A B R I L / 2 0 2 6

Domingo, 5 de abril de 2026.

 






Domingo de Ramos

(Entrada do Senhor em Jerusalém)


Leituras bíblicas:
— Apóstolos: Filipenses 4,4–9
— Evangelho: João 12,1–18


No ponto de vista litúrgico, o sábado de Lázaro se apresenta como a preparação do Domingo de Ramos; dia em que se celebra a entrada do Senhor em Jerusalém. Essas duas festas têm um tema em comum: o triunfo e a vitória. O sábado revelou o Inimigo que é a morte; o domingo anuncia a vitória, o triunfo do Reino de Deus e a aceitação pelo mundo de seu único Rei, Jesus Cristo. A entrada solene na cidade santa foi, na vida de Jesus, seu único triunfo visível; até aí, ele tinha recusado qualquer tentativa de ser glorificado e é apenas seis dias antes da Páscoa que ele não só aceitou de bom grado, como provocou mesmo o acontecimento. Cumprindo ao pé da letra o que dissera o profeta Zacarias )— "Eis o teu Rei que vem montado numa jumenta" (Zac. 9:9), ele mostra claramente que queria ser reconhecido e aclamado como o Messias, Rei e Salvador de Israel. O texto do Evangelho sublinha, com efeito, os traços messiânicos: os ramos, o canto de Hosanna, a aclamação de Jesus como Filho de Davi e Rei de Israel. A história de Israel chega ao seu fim: tal é o sentido deste acontecimento. O sentido desta história era o de anunciar e preparar o Reino de Deus, a vinda do Messias. Hoje é o dia em que isto se cumpre, pois eis que o Rei entra em sua cidade santa e nele todas as profecias e toda a espera de Israel encontram seu término: ele inaugura seu Reino.

A liturgia deste dia comemora este acontecimento; com os ramos nas mãos, nós nos identificamos com o povo de Jerusalém, com o qual saudamos o humilde Rei, recitando-lhe nossa Hosanna. Mas, qual é o sentido disto para nós, hoje?

Primeiramente, nós proclamamos que o Cristo é nosso Rei e nosso Senhor. Muito freqüentemente nós nos esquecemos que o Reino de Deus já foi inaugurado, que no dia do nosso Batismo nós fomos feitos cidadãos dele, e que nós prometemos colocar nossa fidelidade a esse Reino acima de qualquer outra. Não esqueçamos que, durante algumas horas, o Cristo foi verdadeiramente Rei sobre a terra, Rei neste mundo que é o nosso. Por algumas horas apenas e numa única cidade. Mas, da mesma maneira que em Lázaro nós reconhecemos a imagem de todo homem, podemos ver nesta cidade o centro místico do mundo e de toda a criação. Tal é o sentido bíblico de Jerusalém, a cidade, o ponto focal de toda a história da salvação e da redenção, a santa cidade do Advento de Deus. O Reino inaugurado em Jerusalém é, pois, um Reino universal, abraçando todos os homens, e a criação inteira. .. por algumas horas, e entretanto, essas horas são decisivas; é a hora de Jesus, a hora do cumprimento por Deus de todas as suas promessas e de todas as suas vontades. Essas horas são o término de toda a longa preparação revelada pela Bíblia e o cumprimento de tudo aquilo que Deus quis fazer pelos homens. E assim, este breve momento de triunfo terrestre do Cristo adquire uma significação eterna. Ele introduz a realidade do Reino de Deus no nosso tempo, em cada uma de nossas horas, fazendo deste Reino aquilo que dá ao tempo o seu sentido, sua finalidade última. A partir dessa hora, o Reino é revelado ao mundo e sua presença julga e transforma a história humana. E quando do momento mais solene da celebração litúrgica, nós recebemos um ramo das mãos do padre, nós renovamos nossa promessa a nosso Rei, e nós confessamos que o seu Reino é o único objetivo de nossa vida, a única coisa que dá um sentido a ela. Nós confessamos também que tudo, na nossa vida e no mundo, pertence ao Cristo, que nada pode ser subtraído ao único e exclusivo Mestre e que nenhum domínio de nossa existência escapa de seu império e de sua ação redentora. Enfim, nós proclamamos a universal e total responsabilidade da Igreja com relação à história da humanidade e nós afirmamos sua missão universal.

No entanto, nós sabemos, o Rei que os judeus aclamam hoje, e nós com eles, se encaminha para o Gólgota, para a cruz e para o túmulo. Nós sabemos que este breve triunfo é apenas o prólogo de seu sacrifício. Os ramos em nossas mãos significam, desde então, nosso ardor em segui-lo no caminho do sacrifício, nossa aceitação do sacrifício e nossa renúncia a nós mesmos, em que reconhecemos a única estrada real que conduz ao Reino.

E, finalmente, os ramos, essa celebração, proclamam nossa fé na vitória final do Cristo. Seu Reino ainda está oculto e o mundo o ignora. O mundo vive como se o acontecimento decisivo jamais tivesse ocorrido, como se Deus não tivesse morrido na cruz e como se, nele, o homem não tivesse ressuscitado dentre os mortos. Mas nós, cristãos, cremos, na chegada desse Reino onde Deus será tudo em todos, e onde o Cristo aparecerá como o único Rei.

As celebrações litúrgicas nos relembram acontecimentos passados; mas todo o sentido e toda a virtude da liturgia consistem precisamente em transformar a lembrança em realidade. Neste Domingo de Ramos, a realidade em questão é a nossa própria implicação neste Reino de Deus, é nossa responsabilidade a seu respeito. O Cristo não entra mais em Jerusalém; ele o fez de uma vez por todas. Ele não cuidou do "símbolo" e, certamente, não foi para que nós possamos perpetuamente "simbolizar" sua vida, que ele morreu na cruz. O que ele espera de nós, é um real acolhimento do Reino que ele nos trouxe. . . e se nós não estivermos prontos a sermos totalmente fiéis ao juramento que renovamos a cada ano, o Domingo de Ramos, se de fato não estivermos decididos a fazer do Reino a base de toda nossa vida, então nossa celebração é vã, vãos e sem significado são os ramos que levamos da igreja para nossas casas.



FONTE:
Alexandre Schmémann, Olivier Clément. 
«O Mistério Pascal - Comentários Litúrgicos»




O Domingo de Ramos

(Comentário I para o «Domingo de Ramos»)


Jerusalém, há séculos, foi um símbolo de todos os povos do mundo. A Igreja reúne hoje este sinal mais uma vez mais. E, assim como Jerusalém viveu aquele Domingo de Ramos à luz de sua esperança, suas realidades de então, agora, cada cidade, cada nação, cada povo, cada homem, neste domingo, encarna essa esperança que Cristo traz às realidades de nossas vidas.

A liturgia não é uma mera recordação: a liturgia é ἀνάάµμνησις “com-memoração” e, portanto, uma presença, um sinal de realidades. A realidade é que nesta tempo Cristo está entrando aqui, em nossas realidades: Jerusalém é um símbolo do meu ser e da minha existência; e onde quer que o Domingo de Ramos esteja sendo celebrado, como há vinte séculos, Cristo está entrando em Jerusalém na realidade da minha vida. É minha decisão deixá-lo entrar, ou não.

Portanto, a partir deste pórtico solene da Semana Santa, estamos todos convidados a viver este tempo não como uma memória do passado, mas intensamente, com a esperança, com a angústia, com os projetos, com os fracassos do nosso mundo de hoje, para que Cristo nos acolha, assim como, há vinte séculos, acolheu Jerusalém e ao mundo inteiro que havia de viver de sua Redenção.

À luz desta celebração e para que vivamos mais plenamente nossa Semana Santa, se nos apresentam essas perguntas que poderiam – mesmo “ludicamente” – estar presente na consciência de cada cristão no curso desta Semana Santa:

  • Quem é aquele que entra em Jerusalém, e que carregará a cruz, aquele que morrerá entre terríveis ignominias?
  • O que Cristo encontra quando entra em Jerusalém e o que Cristo encontra aqui agora?
  • Que compromisso a fé nesse Cristo que ainda vive resgatando nossa Pátria e o mundo inteiro implica para nós, seu povo fiel?
  • E, finalmente: deixarei Cristo entrar em minha alma? Ou, como a multidão, cantarei vitória? Irei abandoná-lo dias depois? Ou me juntarei às vaias a pedir que o matem com a mesma voz que clamei Hosana?

Muitas caracterizações e personagens ocorreram naqueles dias em que Jesus entrou vitoriosamente em Jerusalém e foi crucificado; com quem me identificaria? Qual é hoje o meu caráter?



FONTE: Boletim da Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul, 2020.




«Bendito aquele que vem em nome do Senhor»

(Comentário II para o «Domingo de Ramos»)


Esta é a festa de Cristo, o Rei, que é alegremente acolhido pelas crianças em sua entrada em Jerusalém, mas também por todos nós em nossos corações. “Bendito é aquele que vem…”, que vem não tanto do passado, mas do futuro: porque no Domingo de Ramos damos boas-vindas não só ao Senhor que entrou em Jerusalém montando um jumentinho há muito tempo, mas também ao Senhor que voltará em seu poder e admirável glória, como o Rei do século futuro.

Palmas e ramos são abençoados e os levamos em nossas mãos juntamente com as velas para a sequência dos ofícios litúrgicos. O início do seguinte stichirá é repetido várias vezes durante o ofício: “Neste dia a graça do Espírito Santo nos reuniu”. É possível ver aqui a prática de Santo Eutímio, São Savas e de outros monges palestinos dos séculos V e VI. Eles que, após a festa da Epifania deixavam seus monastérios para fazer um retiro quaresmal no deserto, sozinhos ou acompanhados, e se mantinham nas semanas seguintes em silêncio e oração contínua, comendo apenas raízes silvestres. Mas, durante a tarde do sexto sábado da Quaresma, todos voltavam aos seus respectivos monastérios para a Vigília de Domingo de Ramos, a fim de celebrar a Semana Santa com a fraternidade.

Em diversas paróquias isoladas no mundo ocidental, algo parecido acontece todos os anos. Membros das paróquias que estão espalhados, vivendo longe das suas igrejas e não podendo participar assiduamente nas liturgias, começam a aparecer na igreja para a Vigília do Domingo de Ramos, e quando a Semana Santa prossegue, seu número vai constantemente aumentando.

Que neste Domingo de Ramos, como os monges da Antiga Palestina, nós, no século XX, possamos realmente dizer: “Neste dia a graça do Espírito Santo nos reuniu”.


FONTE: «A SEMANA SANTA – Uma breve explanação».
Madre Maria e Kallistos Ware (Metropolita Titular de Diokleia),
Publicação: Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul.




D. Irineo​
(Bispo de Tropaion)


Extraído do site: ecclesia.com.br



Vida dos Santos





Santos Cláudio, Teodoro, Victor, Victoriano, 
Papias, Nicéforo e Serapião, mártires († c. 250)






Data de celebração: 05/04/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
Santos Cláudio, Teodoro, Victor, Victoriano, Papias, Nicéforo e Serapião, mártires († c. 250)

Biografia:

Claudio e seus companheiros, Teodoro, Victor, Victoriano, Papias, Nicéforo e Serapião eram naturais de Corinto, Grécia, e viveram na época do imperador Décio (249-251). Por lhes ser exigido que negassem sua fé em Cristo, e porque a reafirmaram ainda com maior veemência, um oficial da guarda do imperador o submeteu a grandes tormentos. Mesmo no sofrimento, permaneceram inabaláveis em sua fé em Jesus Cristo, assim como o Apóstolo Paulo, fundamento de nossa Igreja. Foram todos martirizados, um a um. Sabe-se que, de Claudio, cortaram-lhe as mãos e as pernas; Victor e Nicéforo morreram após terem seus membros rompidos; Papias foi jogado ao mar e Victoriano foi lançado ao fogo. Tudo isso ocorreu no próprio povoado onde viviam. Com fé intacta e com alegria em seus corações, partiram para os braços de Nosso Senhor, onde encontraram um lugar luminoso e o bálsamo para seus ferimentos.


Trad.: Pe. Pavlos Tamanini


Extraído do site: ecclesia.com.br



Celebrações do dia



1. São Cláudio, Diodorus, Wictor, Wictorinus, Pappios, Serapion e Nikiforos

2. Santos Teodora e Gêmeos

3. São Jorge de Éfeso

4. Agia Argyri ou Neomarty

5. Ossia Theodora ou Thessaloniki

6. Agios Therma

7. Santa Maria e Deus

8. São Pompeia

9. Saint Zenon

10. São Máximo e Terence

11. Cinco festas sagradas de Lesbos

12. Paciência santa

13. São Panagiotis que martirizou em Jerusalém

14. Socorro das Santas Relíquias de São Job Metropolitan of Moscow

15. Saint Becan

16. São Nicolau 

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - Mateus 21, 1-11; 15-17

Epístola - Filipenses 4, 4-9 

Evangelho - João 12, 1-18

Extraído do siteΟρθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)

Jejum


Peixe

Abster-se de carne, laticínios e ovos

Permitido Peixe, azeite e vinho

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


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