Vista Externa da Paróquia

Vista Externa da Paróquia

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

PROGRAMAÇÃO MENSAL
S E T E M B R O / 2 0 2 6

Domingo, 20 de setembro de 2026.

 


«Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á» (Mc 8,34–35)

Dom Irineo​

Bispo de Tropaion


«Não eu, mas Cristo em mim»: o caminho simples e inteiro do discípulo.


A Liturgia deste Domingo Após a Festa da Exaltação da Preciosa e Vivificante Cruz, convida-nos a passar da contemplação do mistério objetivo — a Cruz elevada, venerada e incensada — à sua assunção subjetiva: a Cruz tomada, a Cruz vivida, a Cruz que configura o discípulo. O movimento é deliberado: ontem venerávamos a árvore da vida; hoje, pela Palavra, somos enxertados na sua seiva. A Igreja coloca lado a lado a confissão paulina — “fui crucificado com Cristo… já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim” (Gl 2,19-20) — e a gramática do seguimento traçada pelo Senhor: “negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mc 8,34). A cruz venerada torna-se forma; o sinal traçado sobre o corpo torna-se morphosis da alma (cf. Rm 6,17).

Na Epístola aos cristãos da Galácia, Paulo não opõe fé e obras como se fossem termos excludentes, nem propõe uma abolição da ascese; ele contrasta a economia antiga, na qual o homem buscava justificar-se “pelas obras da Lei”, com a economia nova, onde a justiça é dom do Crucificado, acolhido pela fé que opera pelo amor (Gl 5,6). “Morrer para a Lei a fim de viver para Deus” (Gl 2,19) não é desobrigar-se do bem, mas recriar o agir a partir de outra fonte: “o Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim” (v. 20).

São João Crisóstomo nota que Paulo “não suprime as obras, antes as enraíza na Cruz; pois é a Cruz que torna fecundo o agir” (Hom. in Gal., PG 61). Por isso, a justificação desemboca numa praxis cruciforme: oração que se dá, caridade que se consome, obediência que se oferece.

O Evangelho explicita a mesma dinâmica em três verbos que repartem a existência eclesial: negar-se, tomar (a cruz), seguir (Mc 8,34). Negar-se não é ódio de si — heresia contra a criação —, mas libertação do falso eu, composto de paixões e auto-referência, que disputa com Cristo o trono do coração. Tomar a cruz não é procurar sofrimentos, mas consentir em tudo o que, por Cristo e pelo Evangelho, mortifica a vontade própria e, assim, abre espaço para o querer divino. Seguir é permanecer na obediência — eclesial, doutrinal, pastoral — onde a liberdade encontra o seu campo de jogo. Teofilacto observa:

“Tomar a cruz é acolher voluntariamente o que contraria a afeição do ego, por amor d’Aquele que primeiro levou a Cruz” (Enarr. in Marc. 8).

A tradição patrística lê estas leituras como variações sobre um mesmo tema: a recapitulação na Cruz. Ireneu vê na obediência do Filho “na árvore” o desfazer da desobediência de Adão “na árvore” (Adv. Haer. V,16-17): não uma substituição mecânica, mas a reordenação da liberdade humana dentro do amor obediente do Verbo encarnado. Atanásio sublinha o alcance ontológico: «O Verbo “tomou um corpo capaz de morrer para, pela morte, matar a morte» (De Incarnatione 8-10)

— e é desta vitória que Paulo vive quando afirma “fui crucificado com Cristo”. Máximo o Confessor traduz isso em ética ascética: “Quem cumpre os mandamentos crucifica com eles as paixões” (Cent. Car. I,27). A Cruz passa, então, do rito à vida: do lenho venerado ao coração obediente. Gregório Palamás condensará: “A Cruz é escada de Jacó: pela descida de Deus, a subida do homem” (Hom. XI). O ministro, primeiro entre os discípulos, é chamado a ser transparência desta subida pela descida: quanto mais desce na humildade e no serviço, mais a graça o eleva na eficácia do amor.

Sob esta luz, a aparente oposição entre Gl 2 e Mc 8 dissolve-se numa sinfonia. Em Gálatas, Paulo confessa a fonte teológica do agir: “na fé do Filho de Deus” — fé como adesão vivida à Pessoa que Se entregou. Em Marcos, o Senhor descreve a forma deste agir: negar-se, tomar, seguir. É o mesmo movimento: de Cristo para mim (dom), de mim para Cristo (oblação); graça que precede e acompanha, liberdade que consente e coopera — a sinergia ortodoxa tão esquecida quando se fala de justificação. Por isso, uma pastoral cruciforme não é um ativismo heroico, mas Eucaristia prolongada: “Tomai, comei… tomai, bebei” — a Igreja toma a Cruz que Cristo já tomou, e, tomada por Ele, aprende a oferecê-Lo.

A Theotokos, ao pé da Cruz, é ícone da Igreja. Ela não “resolve” a Cruz; permanece. E, permanecendo, torna-se espaço onde a Palavra cumpre seu curso. A presença de Maria sob o lenho é o locus eclesial em que a confissão paulina amadurece: “Cristo vive em mim”.

Por intercessão d’Ela, que possamos todos nós aprender a juntar os três verbos do Evangelho a um quarto, silencioso: PERMANECER.

Fontes patrísticas sugeridas:
Ireneu, Adversus Haereses V,16–17;
Atanásio, De Incarnatione 8–10 (PG 25);
João Crisóstomo, Hom. in Galatas/Marcum (PG 61);
Máximo, o Confessor, Centúrias sobre a Caridade I,27 (PG 90);
Gregório Palamás, Homilia XI.


Extraído do site: ecclesia.com.br
 


Vida dos Santos




Santo Eustáquio, sua esposa Teopista, 
e seus dois filhos, Agapito e Teopisto




Data de celebração: 20/09/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: Santo Eustáquio, sua esposa Teopista, e seus dois filhos, Agapito e Teopisto, mártires († C. 110)

Biografia:
A Igreja Ortodoxa comemora hoje, o grande Santo Mártir Eustáquio, sua esposa, Teopista, e seus dois filhos, Agapito e Teopisto. Santo Eustáquio chamava-se Plácido e sua esposa Tatiana, antes de se converterem ao Cristianismo. Plácido foi um general que viveu em Roma na época do imperador Trajano (98-117). Ainda pagão, Plácido era notavelmente virtuoso e tinha um amor especial para com os pobres. Vendo sua natureza bem intencionada, Deus é revelou a ele como havia feito com São Paulo. Certo dia, caçando na floresta, Plácido apanhou um grande cervo e, entre seus chifres viu uma cruz mais brilhante que o sol na qual se lhe revelou a face de Cristo. Ouviu ainda uma voz que lhe disse: «Plácido, por que me persegues? Eu sou o Cristo, a quem, inconscientemente, tens honrado com tuas boas obras. Eu vim ao mundo como homem para salvar a humanidade, e como tal, mostro-me hoje a ti para acolher-te na rede do meu amor pela humanidade». Assombrado e aterrorizado, Plácido caiu de seu cavalo e permaneceu inconsciente por várias horas. A veracidade de sua visão foi indubitável quando Cristo lhe apareceu uma segunda vez e lhe deu a conhecer que é Deus por natureza, que fez o céu e a terra, e que por seu amor à humanidade, assumiu como própria a nossa natureza humana. Plácido então acreditou do fundo de seu coração, e se fez batizar juntamente com sua esposa e filhos, recebendo todos eles novos nomes cristãos. Os pais passaram a se chamar Eustáquio e Teopista, e seus dois filhos, Agapito e Teopisto.

Encontrando em Eustáquio a virtude que provém da fé, o Senhor novamente se mostrou a ele dizendo-lhe das tribulações que o diabo usou para com Jó, e que também a ele estas coisas poderiam acontecer, mas, que a divina graça estaria com ele. E, um pouco adiante Eustáquio perdeu todos os seus bens e decidiu então embarcar para o Egito com sua esposa e filhos. O capitão do barco, desavergonhado e licencioso, capturou sua esposa no momento em que ele desembarcava seus filhos. Com lágrimas nos olhos Eustáquio prosseguiu seu caminho e, enquanto atravessava um rio, um lobo e um leão afugentaram seus filhos, ficando Eustáquio solitário e arruinado, mas firme em sua fé e com sua esperança voltada no Senhor. Ele, que já havia sido um notável membro da nobreza romana, agora perambulava de um lugar a outro, tendo a mesma paciência de Jó e vivendo de trabalhos eventuais. Finalmente estabeleceu-se num lugar chamado Badissos cuidando de um jardim, não muito longe de onde seus dois filhos, que haviam sido resgatados por alguns pastores, cresciam sem saber do pai.

Quinze anos mais tarde, os bárbaros tinham feito cativa sua esposa Teopista, preparavam-se para invadir em massa o império; os romanos não encontraram um general suficientemente hábil que pudesse enfrentar ao ataque. O Imperador lembrou-se então das muitas vitórias e do grande valor de Eustáquio, e mandou que o buscassem. Quando se apresentou na corte, mal era possível reconhecê-lo, pois a pobreza e a miséria haviam deixado suas marcas em seu semblante. O imperador lhe restituiu a sua posição e posses, dando-lhe também o comando da Legião. E, com a ajuda de Deus, afastaram para longe os bárbaros. Durante a campanha Eustáquio reencontrou a sua esposa e filhos e pode provar que sua paciência não ficou sem recompensa nesta vida.

Em seu retorno triunfal a Roma, Adriano, o novo imperador, o encheu de presentes e perguntou-lhe se, em agradecimento por sua vitória, iria oferecer um sacrifício aos ídolos. Eustáquio respondeu que sua vitória pertencia somente a Cristo e não a poderes imaginários de falsos deuses. Esta resposta enfureceu o tirano e, novamente, todos os seus bens foram confiscados e sua esposa e filhos foram levados como comida aos leões famintos, mas os animais não se atreveram a tocá-los, sentando-se, com reverência, diante deles. Os santos foram então jogados num caldeirão cheio de bronze fervente onde entregaram suas almas a Deus sem que seus corpos sofressem qualquer alteração. Isto produziu grande assombro aos pagãos, e grande alegria aos fiéis que, por estes sinais reconheceram que a graça de Deus habitava aqueles corpos dos santos mártires, e neles permaneceu como conforto no sofrimento. Que suas intercessões sejam também com todos nós!
Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia




Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Celebrações do dia



1. Agios Efstathios e sua comitiva, Teopistis sua esposa, Agapios e Teopistos seus filhos

2. Santo Hilarion, o jovem santo mártir, de Creta

3. Santos Hypatius, o Bispo, e Andreas, o Velho, os Confessores

4. Santos Papa Martinho de Roma e Máximo, o Confessor, os mais sábios

5. Saints Confessors Euprepios, dois Anastasios e Theodoros os alunos de Agios Maximos

6. Santos Artemis e Tales

7. São Meletius, bispo de Chipre

8. Santos João Egípcio e os Quarenta Mártires

9. São João Teóforo de Creta

10. Santo Eustátio Cataphoros arcebispo de Salónica

11. Encontro de Panagia Voulkaniotissa em Messinia

12. Sinaxia dos Santos da Tessália

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Leituras do dia


Matinas - Lucas 24,, 12-35

Epístola - Gálatas 2, 16-20

Evangelho - Marcos 8,, 34-38; 9, 1

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)

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