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Matinas
Tropário:
Quando
desceste até à morte, tu que és a Vida Imortal, então destruíste
o inferno com o resplendor da tua divindade. E quando ressuscitastes
os mortos do fundo da terra, todas as potestades celestes exclamaram:
ó Cristo Deus, autor da vida, glória a ti!
Glória
ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
Quando
desceste até à morte, tu que és a Vida Imortal, então destruíste
o inferno com o resplendor da tua divindade. E quando ressuscitastes
os mortos do fundo da terra, todas as potestades celestes exclamaram:
ó Cristo Deus, autor da vida, glória a ti!
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Theotokion:
Ó
Mãe de Deus, Teu mistério é glorioso, Teu mistério está acima de
todo entendimento, Tua pureza permanece selada e Tua virgindade
intacta, Tu que Te fizeste conhecer como verdadeira Mãe, tendo dado
à luz ao verdadeiro Deus. Intercedei por nós a Deus para salvar
nossas almas.
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Katisma:
Verdadeiramente,
o nobre José desprega Teu puríssimo corpo do madeiro, envolve-o em
pano de linho puríssimo e com aromas, Te deposita em um sepulcro
novo. Mas, ao terceiro dia, Senhor, ressuscitaste para dar ao mundo a
grande misericórdia.
Glória
ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
O
anjo apareceu no túmulo e disse para as santas mulheres: "os
perfumes são bons para os mortos, mas Cristo mostrou ser estranho a
toda corrupção. Ide e clamai: "O Senhor ressuscitou para dar
ao mundo a grande misericórdia."
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Theotokion:
Ó
Virgem Mãe de Deus tu estás acima de toda a glória, e nós
cantamos: pela cruz de teu Filho, o inferno foi abatido, a morte foi
destruída pela morte, e nós, os mortos, ressuscitados para a vida,
restituindo-nos a bem-aventurança primeira do paraíso.
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Ypakoí:
Depois
da Paixão, quando as portadoras de aromas foram para o túmulo para
ungir Teu Corpo, ó Cristo nosso Deus, elas viram anjos no sepulcro e
ficaram assustadas, pois elas ouviram eles dizer que o Senhor havia
ressuscitado concedendo ao mundo grande misericórdia.
Antífona:
Se
o Senhor não estivesse estado conosco, quem poderia subsistir? Quem
estaria ao abrigo do inimigo, do homicida? Não abandona, ó Senhor,
o Teu servo aos seus dentes: como leões, eis que meus inimigos se
lançaram contra mim.
Glória
ao Pai ,
ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém.
Ao
Espírito Santo a honra, como ao princípio de toda a vida. Como ao
Deus que dá vigor a todas as criaturas e as conserva no Pai e no
Filho.
Prokimenon:
Levanta-Te,
Senhor meu Deus, dá as Tuas ordens. A assembleia dos povos Te
circundará. (2
vezes).
Stichos:
Senhor,
meu Deus, em Ti coloquei a minha esperança, salva-me (repete
a primeira).
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Evangelho
Jo
20, 11-18
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.
Entretanto,
Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava.
Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro. Viu dois anjos
vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à
cabeceira e outro aos pés. Eles lhe perguntaram: Mulher, por que
choras? Ela respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o
puseram. Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em
pé, mas não o reconheceu. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que
choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu:
Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar.
Disse-lhe Jesus: Maria! Voltando-se ela, exclamou em hebraico:
Rabôni! (que quer dizer Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me retenhas,
porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes:
Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena
correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e
contou o que ele lhe tinha falado.
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Ó
Senhor, ressuscitado do sepulcro, rompeste os grilhões do inferno,
eliminaste o poder da morte, salvando todos dos laços do inimigo; e
quando apareceste a teus discípulos, os enviaste a evangelizar e,
através deles, deste tua paz ao mundo, tu que és o Único
Misericordioso.
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Divina
Liturgia
Tropário
da Ressurreição – 2º tom:
Quando
desceste até a morte, Tu que És a vida imortal, então destruíste
o inferno com o resplendor da Tua divindade. E quando ressuscitastes
os mortos do fundo da terra, todas as potestades celeste exclamaram:
Cristo Deus, fator da vida, glória a Ti.
Tropário
de São Pedro e São Paulo:
Príncipes
dos apóstolos e doutores do Universo, São Pedro e São Paulo, rogai
ao Mestre de todas as coisas que dê a paz ao mundo e às nossas
almas a sua grande misericórdia.
Kondakion
– 2º tom:
Glória
ao Pai ,
ao Filho e ao Espírito Santo.
Tu
te levantaste da tumba, ó Salvador onipotente, e o inferno, vendo
esta maravilha, estremeceu de medo, e os mortos ressuscitaram de seus
túmulos. Adão e toda a Criação se alegram contigo, e o mundo, ó
Salvador meu, te louva para
sempre.
Theotokion
– 2º tom:
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Teus
méritos são glorificados acima de toda a razão, ó Mãe de Deus,
na pureza selada, preservaste a tua virgindade, verdadeiramente mãe,
és reconhecida que deste à luz o verdadeiro Deus roga a Ele que
salve as nossas almas!
Kondakion
de São Pedro e São Paulo:
Levaste,
Senhor, para descansar e gozar de teus bens, os dois infalíveis
pregadores de fala divina, os príncipes dos apóstolos; pois
preferiste suas provações e morte a qualquer sacrifício, Tu, o
único conhecedor dos segredos dos corações.
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Prokimenon:
O
Senhor te ouça no dia da tribulação, o nome do Deus de Jacó te
proteja.
Ó
Senhor, salva o teu povo, e ouve-nos, quando te invocarmos.
Epístola
2Cor.
11, 31-33; 12, 1-9
Leitura
da 2ª Epistola de São Paulo aos Coríntios
Deus,
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito pelos séculos, sabe
que não minto. Em Damasco, o governador do rei Aretas mandou
guardar a cidade dos damascenos para me prender. Mas, dentro de
um cesto, desceram-me por uma janela ao longo da muralha, e assim
escapei das suas mãos. Importa que me glorie? Na verdade, não
convém! Passarei, entretanto, às visões e revelações do
Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi
arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora
do corpo, também não sei; Deus o sabe. E sei que esse homem -
se no corpo ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe - foi
arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é
permitido a um homem repetir. Desse homem eu me gloriarei, mas
de mim mesmo não me gloriarei, a não ser das minhas
fraquezas. Pois, ainda que me quisesse gloriar, não seria
insensato, porque diria a verdade. Mas abstenho-me, para que ninguém
me tenha em conta de mais do que vê em mim ou ouve dizer de
mim. Demais, para que a grandeza das revelações não me
levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de
Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três
vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse:
Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente
a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas,
para que habite em mim a força de Cristo.
Aleluia!
Aleluia,
aleluia, aleluia!
Vinde,
regozijemo-nos no Senhor; cantemos as glórias de Deus, nosso
Salvador!
Aleluia,
aleluia, aleluia!
Porque
o Senhor é grande, é o grande Rei de toda a terra.
Aleluia, aleluia, aleluia!
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Aleluia, aleluia, aleluia!
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Evangelho
Lc
7: 11-16
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus
Cristo, segundo o Evangelista São Lucas:
Naquele
tempo, dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele
diversos discípulos e muito povo. Ao chegar perto da porta da
cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de
uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. Vendo-a o Senhor,
movido de compaixão para com ela, disse-lhe: «Não chores!» E
aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse
Jesus: «Moço, eu te ordeno, levanta-te». Sentou-se o que estivera
morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe. Apoderou-se
de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: «Um grande profeta
surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo».
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Sinaxe
A
ressurreição do jovem da cidade de Naím, para o Evangelista São
Lucas, é um sinal da chegada dos tempos messiânicos, é uma amostra
do que aconteceria após a consumação dos tempos, quando Jesus
passaria pela experiência da morte, ressuscitando ao terceiro dia.
Lucas é o único Evangelista a narrar este milagre.
Em
Jesus se verificam todos os sinais messiânicos contidos nas
profecias: "Então, se abrirão os olhos dos cegos e os ouvidos
dos surdos; então o coxo saltará como o cervo, e a língua dos
mudos gritará de alegria" (Is 35,5-6). O próprio Jesus, como
testemunho de sua missão messiânica, mandava dizer ao Batista: "Ide
dizer a João: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são
curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam" (Lc 7,22). Era
o que acontecia à sua passagem. Nem a morte lhe punha resistência!
Nas
proximidades de Naím, encontrou Jesus um cortejo fúnebre onde uma
pobre viúva chorava a morte do seu único filho. De um lado seguia o
cortejo da morte; do outro, a caravana da vida. Jesus foi ao encontro
da morte, do sofrimento, para restaurar a vida que estava perdida.
Diante daquele cenário moveu-se o Senhor de compaixão dizendo à
mulher que já havia perdido seu marido e agora estava a sepultar seu
único filho: "Não chores'" Lc 7,14 .
Jesus
era extremamente sensível ao sofrimento humano. Todo o seu
ministério foi pontilhado de experiências de compaixão. Não lhe
passava despercebida nenhuma situação de dor e angústia. Sua
sensibilidade era ainda mais aguçada quando se tratava de pessoas
cuja condição social as tornava vulneráveis, vítimas da
exploração e da marginalização.
Sem
esperar ser solicitado, Jesus tomou a iniciativa de devolver a
esperança ao coração daquela mulher, pois teve compaixão dela.
Não se limitou, porém, a simples palavras de consolação.
Restituiu a vida ao filho que era levado para a sepultura. Não
esperou que aquela mãe ou outro familiar lhe suplicasse por um
milagre ou declarasse publicamente sua fé - como quase sempre
acontecia antes de um milagre - mas, movido de compaixão, diz:
"Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" Lc 7,15. Só o Senhor da
Vida e da morte pode falar assim, e com palavras que produzem o que
exprimem. "E sentou-se o morto e começou a falar. E o Senhor o
entregou à sua mãe" Lc 7,16
Na
época de Jesus, uma viúva ocupava uma situação social difícil.
Aliás, toda mulher era vista como alguém dependente do marido ou do
seu pai. Quando tornava-se viúva ficava a mercê de seu filho mais
velho, pois quem herdava os bens deixados era o filho varão e nunca
a esposa. Neste episódio do Evangelho, o filho era sua única
herança, cuja proteção, moradia e bem estar, dele provinham.
A
viúva deveria ainda vestir-se com trajes que a identificassem como
tal. Por causa disso era taxada na sociedade como alguém indefesa,
desprotegida, pobre e, por isso, vítima fácil de enganadores,
agiotas, credores etc. A Igreja primitiva suplicava pela assistência
prática às viúvas, providenciava-lhes alimentos e roupas (At 6,1).
São Tiago diz que a assistência aos órfãos e às viúvas
demonstra que grau de compreensão e adesão à Boa Nova de Jesus as
pessoas viviam.(Tg 1,27). Ciente de toda esta situação, o Senhor
deixa revelar sua dupla natureza: Ele é verdadeiramente homem,
sensível ao sofrimento e às dores humanas; Ele é verdadeiramente
Deus, o que perdoa os pecados e tem poder sobre a morte, operando o
milagre da vida.
O
milagre da ressurreição do jovem é pré-anúncio da Ressurreição
do Senhor. Ao vê-lo, as pessoas que ali estavam e presenciaram a
manifestação direta de Deus na história humana exclamavam:
"Alegremo-nos, pois Deus visitou o seu povo". Hoje podemos
afirmar que Deus já não somente nos visita, mas habita em nós.
Cada cristão é uma tenda onde o Santo dos Santos faz sua morada.
Ele está em nosso meio. O respeito pelo outro, no qual também Deus
habita, também se fará mais visível quando de fato crermos nesta
verdade.
Nosso
Deus é o Deus da vida, e vida em plenitude. A ressurreição daquele
jovem foi operada por Jesus que era Deus-homem. Nós, como filhos de
Deus em Jesus Cristo, podemos contribuir para que o milagre da vida
se faça, na recuperação, por exemplo, da dignidade de muitos
jovens de nosso tempo que, aparentemente, estão como "mortos".
Uma palavra, um encontro, um diálogo, a amizade podem significar o
início de uma grande experiência de revivificação, de
"ressurreição".
BIBLIOGRAFIA:
STORNIOLO,
Ivo - Como Ler o Evangelho de Lucas - Ed. Paulus - SP
MACKENZIE, John. Dicionário Bíblico – Ed Paulinas – SP - 1983
MACKENZIE, John. Dicionário Bíblico – Ed Paulinas – SP - 1983

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