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Tropário:
Exultem
os seres celestes e alegrem-se os terrestres, pois o Senhor
demonstrou o poder de Seu braço, pisou a morte com a morte,
tornando-Se o primogênito dos que morreram, nos livrou do seio do
inferno e deu ao mundo a grande misericórdia.
Glória
ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
Exultem
os seres celestes e alegrem-se os terrestres, pois o Senhor
demonstrou o poder de Seu braço, pisou a morte com a morte,
tornando-Se o primogênito dos que morreram, nos livrou do seio do
inferno e deu ao mundo a grande misericórdia.
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Theotokion:
Nós
Te cantamos, virgem Mãe de Deus, pois permitiste a salvação de
nosso povo. O Senhor, nosso Deus, Teu filho segundo a carne que
recebeu de Ti, sofreu a paixão sobre a cruz e nos libertou da
corrupção, por que ele é amigo do homem.
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Katisma:
Cristo
ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que estavam
adormecidos. Primogênito de toda a criação e autor de todos os
seres, Nele mesmo renovou nossa natureza arruinada pela corrupção.
Ó morte, Tu já não reinas, porque o Senhor do universo destruiu
teu reino.
Glória
ao pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Senhor,
em Teu corpo experimentaste a morte e por Tua ressurreição
suprimiste a tristeza, tornaste o homem vencedor da morte e o
reergueste da antiga doença que o massacrava.
Protetor
de nossa vida, Senhor, glória a Ti.
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Theotokion:
O
Esplendor da Tua virgindade, ó Mãe de Deus, e o brilho de Tua
pureza deslumbraram Gabriel que exclamou: “Que elogio poderei
oferecer que seja digno de Ti, de que nome Te chamarei? Eu estou na
incerteza e no temor, mas, seguindo a ordem recebida, eu clamo: Ave,
cheia de graça!
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Ypakoí:
O
anjo resplandecente fez com que as portadoras de aromas se
maravilhassem quando o contemplaram, e o orvalho de suas palavras
caiu sobre elas quando ele dizia: porque procurais o Vivo no túmulo?
Ele Que esvaziou os túmulos ressuscitou. Sabei que Ele que mudou a
corrupção é sem mudança! Cantai a Deus: Quão maravilhosas são
as Tuas obras! Pois Ele salvou a humanidade.
Antífona:
Arrancaste
da Babilônia, cativos de Sião. Quanto a mim, do fundo de minha
paixão, ó verbo tirai-me para a vida. Aqueles que em pleno meio-dia
semeiam entre lágrimas divinas, colherão com alegria as espigas e a
vida sem fim.
Glória
ao Pai ,
ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém.
No
Espírito Santo, brilhante da sabedoria e santidade, é Ele que dá
existência a toda a criatura. Adoremo-Lo, porque Ele é Deus,
adoremo-Lo com o Pai e o Verbo.
Prokimenon:
Clamai
as nações: o Senhor reina. Ele estabeleceu o mundo que não será
mais abalado. (2
vezes).
Stichos
Cantai
ao Senhor um cântico novo (repete
a primeira).
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Evangelho
Jo
20, 19-31
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.
Na
tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos
tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos
judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz
esteja convosco! Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os
discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: A paz
esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a
vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei
o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão
perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. Tomé,
um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele
replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não
puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão
no seu lado, não acreditarei! Oito dias depois, estavam os seus
discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando
trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz
esteja convosco! Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê
as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo,
mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!
Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem
sem ter visto! Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda
muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. Mas
estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho
de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
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Hoje
é a salvação do mundo. Louvemos Aquele que ressuscitou do túmulo,
dando-nos origem a uma nova vida, porque anulou a morte com a Sua
morte e nos concedeu a misericórdia de obter essa grande vitória.
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Divina
Liturgia
Tropário
da Ressurreição – 3º tom:
Exultem
os seres celestes e alegrem-se os terrestres, pois o Senhor
demonstrou o poder de Seu braço, pisou a morte com a morte,
tornando-Se o primogênito dos que morreram, nos livrou do seio do
inferno e deu ao mundo a grande
misericórdia.
Tropário
de São Pedro e São Paulo:
Príncipes
dos apóstolos e doutores do Universo, São Pedro e São Paulo, rogai
ao Mestre de todas as coisas que dê a paz ao mundo e às nossas
almas a sua grande misericórdia.
Kondakion
- 3º tom:
Glória
ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Hoje
te levantaste da tumba, ó Compassivo, e nos conduziste para fora das
portas da morte, Hoje Adão dança e Eva se regozija e com eles os
Profetas e os Patriarcas louvam sem cessar o divino poder de tua
autoridade.
Theotokion
- 3º tom:
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Tu,
que te preocupavas com a salvação do gênero humano a ti cantamos,
Virgem Mãe de Deus! Teu Filho e nosso Deus, com o puríssimo corpo
recebido de ti, padecendo os sofrimentos da cruz livrou-nos da
iniqüidade, Ele, o amigo dos seres humanos.
Kondakion
de São Pedro e São Paulo:
Levaste,
Senhor, para descansar e gozar de teus bens, os dois infalíveis
pregadores de fala divina, os príncipes dos apóstolos; pois
preferiste suas provações e morte a qualquer sacrifício, Tu, o
único conhecedor dos segredos dos corações.
Hino
à Mãe de Deus:
Ó
Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores, mas
apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, pois te
invocamos com fé: roga por nós junto de Deus, tu que defendes
sempre aqueles que te veneram.
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Prokimenon:
Cantai
salmos ao nosso Deus, cantai; cantai salmos ao nosso Rei, cantai!
Nações, aplaudi todas com as mãos, clamai a Deus com vozes
alegres.
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Epístola
2Tim.
2, 1-10
Leitura
da 2ª Epistola do Apóstolo São Paulo a Timóteo
Tu,
portanto, meu filho, procura progredir na graça de Jesus Cristo. O
que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a
homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros.
Suporta comigo os trabalhos, como bom soldado de Jesus Cristo. Nenhum
soldado pode implicar-se em negócios da vida civil, se quer agradar
ao que o alistou. Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado
segundo as regras. É preciso que o lavrador trabalhe antes com
afinco, se quer boa colheita. Entende bem o que eu quero dizer. O
Senhor há de dar-te inteligência em tudo. Lembra-te de Jesus
Cristo, saído da estirpe de Davi e ressuscitado dos mortos, segundo
o meu Evangelho, pelo qual estou sofrendo até as cadeias como um
malfeitor. Mas a palavra de Deus, esta não se deixa acorrentar. Pelo
que tudo suporto por amor dos escolhidos, para que também eles
consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna. (2Tm 2,
1-10)
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Aleluia!
Aleluia,
aleluia, aleluia!
Junto
de Ti, Senhor, me refugiei; não seja eu confundido para sempre. Por
tua justiça, livra-me.
Aleluia,
aleluia, aleluia!
Sê
para mim um Deus protetor e uma casa de refúgio para me salvar.
Aleluia,
aleluia, aleluia!
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Evangelho
Lc.
8, 26-39
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus
Cristo, segundo o Evangelista São Lucas:
Naquele
tempo, chegando Jesus na região dos Gerasenos, um homem da cidade
que tinha vários demônios veio ao seu encontro. Havia muito tempo
que ele não vestia roupa, nem morava em casa, mas nos túmulos. Ao
ver Jesus, prostrou-se diante dele, gritando em alta voz: Que queres
de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Eu te peço, não me
atormentes. Pois Jesus estava ordenando ao espírito impuro que
saísse daquele homem. Muitas vezes o espírito o tinha dominado.
Para protegê-lo, amarravam-no com correntes e grilhões. Ele, porém,
arrebentava as correntes, e o demônio o levava para lugares
desertos. Jesus, então, lhe perguntou: Qual é o teu nome? Ele
respondeu: Legião!, porque muitos demônios tinham entrado nele.
Eles pediam a Jesus que não os mandasse para o abismo. Estava ali,
no morro, uma grande manada de porcos pastando. Pediram, então, que
os deixasse entrar nos porcos, e Jesus permitiu. Saindo do homem, os
demônios entraram nos porcos. E a manada precipitou-se no mar pelo
despenhadeiro e se afogou. Vendo isso, os homens que cuidavam dos
porcos fugiram e espalharam a notícia pela cidade e pelas aldeias.
Então, as pessoas foram ver o que tinha acontecido. Chegaram perto
de Jesus e encontraram, sentado, o homem de quem tinham saído os
demônios. Ele estava aos pés de Jesus, vestido e no seu perfeito
juízo. Eles, então, ficaram com medo. Os que tinham presenciado o
fato contaram-lhes como o possesso tinha ficado são. Toda a multidão
da região dos gerasenos pediu a Jesus que fosse embora, pois estavam
com muito medo. Jesus entrou no barco e voltou. Entretanto, o homem
de quem saíram os demônio pedia a Jesus para ficar com ele. Ele a
despediu, dizendo: volta para casa e conta tudo o que Deus fez por
ti. Ele foi embora; anunciando por toda a cidade o que Jesus tinha
feito por ele.
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Sinaxe
Este
episódio é também narrado por Mateus (8,28-34) e por Marcos
(5,1-20). Os três evangelistas dão maior ênfase a duas situações
distintas: a) o encontro de Jesus com um homem atormentado por uma
fúria de violência e de morte; b) o gesto libertador que o
reintegra na dignidade humana.
Inserem
este episódio no ciclo dos milagres com a intenção de demonstrar o
poder extraordinário de Jesus, que se revela numa região pagã, em
favor de um homem dominado pelo espírito impuro.
Este
tema é proposto de maneira expressiva na descrição do endemoniado,
o homem que habita no meio dos túmulos, isto é, numa zona impura,
estranha ao mundo social, sujeito à fúria e à violência
descontrolada. Estes dois traços caracterizam a força demoníaca
como poder de morte e de destruição desagregadora da dignidade e
liberdade humana.
Também
o encontro do endemoniado com Jesus e a cena dos porcos entram nesta
perspectiva. A tentativa do demônio de se subtrair ao poder de Jesus
proclamando sua identidade secreta, conjurando-o a não expulsá-lo
daquela região, entra no esquema literário do exorcismo.
Também
a pergunta sobre a identidade daquele que se apossava, feita por
Jesus, está em sintonia com este tema. Os diversos elementos que são
utilizados pelo evangelista para dar relevo ao poder de Jesus, diante
do espírito, que se declara legião, isto é, força organizada para
a completa destruição, contrasta com a força da simples palavra
imperativa de Jesus.
O
episódio dos porcos talvez tenha sido construído sobre uma
lembrança conservada pela população da margem oriental do lago.
Não é só um típico elemento de exorcismo, onde o espírito
maligno deixa de maneira espetacular a sua vítima, mas na atual
narração corresponde à finalidade geral do evangelista: a força
de destruição e morte, que caracteriza o espírito é rechaçada no
seu ambiente pela Palavra.
A
reação da gente do lugar diante do acidente dos porcos entra na
lógica dos fatos: Jesus é um estrangeiro perigoso e imprevisível.
A rejeição de Jesus por parte da população que habita a margem
oriental do lago serve ao evangelista para estabelecer um contraste:
de um lado, Jesus que domina e expulsa a força do espírito do mal,
do outro, os homens que, para defender seus interesses, expulsam
Jesus de sua região.
O
homem reintegrado na sua dignidade e liberdade humana vale menos que
a proteção dos interesses econômicos. Em outras palavras, o poder
demoníaco tem sua raiz mais perigosa e secreta, sua zona
privilegiada de manifestação, no âmbito da liberdade humana que
está disposta, para a defesa de seu privilégio e poder, a negociar
sobre a dignidade e integridade do outro homem. Mas naquele ambiente
pagão, escravo do medo, Jesus deixa um sinal vivente, uma testemunha
do poder libertador de Deus. Ele é o primeiro enviado da missão aos
pagãos.
FONTE:
Carvajal,
Francisco F. «Falar com Deus». Editora Quadrante, São Paulo, 1991
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