Domingo antes da Epifania
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Matinas
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Matinas
Tropário:
Nós,
fiéis, louvemos e adoremos o Verbo igualado ao Pai e ao Espírito na
eternidade, que nasceu da Virgem para nossa salvação, pois se
dignou subir corporalmente à Cruz, suportar a morte e ressuscitar os
mortos com sua gloriosa Ressurreição.
Glória
ao Pai ,
ao Filho e ao Espírito Santo,
Nós,
fiéis, louvemos e adoremos o Verbo igualado ao Pai e ao Espírito na
eternidade, que nasceu da Virgem para nossa salvação, pois se
dignou subir corporalmente à Cruz, suportar a morte e ressuscitar os
mortos com sua gloriosa Ressurreição.
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Theotokion:
Alegra-Te!
Porta invencível do Senhor.
Alegra-Te!
Muralha de proteção dos que recorrem a Ti!
Alegra-Te!
Porto sereno que não conheceu as núpcias. Ó Tu, que deste à luz
segundo a carne ao Teu criador e Teu Deus, não cessai de interceder
por aqueles que glorificam e veneram o Senhor que nasceu de Ti.
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Katisma:
Louvemos
a cruz do Senhor exaltemos, por nossos cantos, a Santa sepultura,
glorifiquemos sua divina ressurreição. Porque Ele é Deus e fez
sair com Ele os mortos, de seus túmulos, despojando a morte de seu
império e o demêonto de seu poder e iluminou todos aqueles que
estavam nos infernos.
Glória
ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Senhor,
carregaste o nome de morto. Tu que destruíste a morte. Foste
depositado no sepulcro, Tu que esvaziaste os túmulos. Sobre a terra,
os soldados guardavam Teu túmulo, abaixo da terra despertaste os que
dormiam desde os séculos. Senhor todo poderoso, Senhor inconcebível.
Agora,
sempre e pelos séculos dos séculos.
Theotokion:
Alegra-te,
ó montanha santa que o Senhor transpôs! Alegra-te sarça ardente
que não se consome. Alegra-te único ponto do mundo em direção a
Deus que introduz os mortais na vida eterna! Alegra-te, ó puríssima,
que, sem conhecer homem, deste à luz ao salvador do mundo.
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Ypakoí:
Atônitas
nas mentes com a visão do Anjo, e iluminadas nas almas por Tua
divina Ressurreição, as portadoras de aromas proclamaram as boas
novas para os Apóstolos: proclamai entre as nações a Ressurreição
do Senhor, Que fez maravilhas convosco, e nos concedeu grande
misericórdia.
Antífona
(sl 119):
Ó
meu Salvador, como Davi, eu canto a Ti: “Na minha aflição, livra
minha alma da língua falsa”. Verdadeiramente, a vida dos
habitantes do deserto é feliz, porque eles são conduzidos pela Tua
divina paixão.
Glória
ao Pai ,
ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém.
Pelo
Espírito Santo, toda a criação visível e invisível é
preservada, porque Ele é todo poderoso, e, verdadeiramente uma das
três pessoas divinas.
Prokimenon
(salmo 119):
Levanta-Te,
Senhor Deus, que Tua destra se eleve, porque reinarás por todos os
séculos. (2 vezes).
Stichos:
Eu
confesso ao Senhor, de todo o meu coração (repete a primeira).
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Evangelho - Jo
20, 11-18
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São João.
Entretanto,
Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava.
Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro. Viu dois anjos
vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à
cabeceira e outro aos pés. Eles lhe perguntaram: Mulher, por que
choras? Ela respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o
puseram. Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em
pé, mas não o reconheceu. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que
choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu:
Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar.
Disse-lhe Jesus: Maria! Voltando-se ela, exclamou em hebraico:
Rabôni! (que quer dizer Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me retenhas,
porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes:
Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena
correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e
contou o que ele lhe tinha falado.
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Hoje
é a salvação do mundo. Louvemos Aquele que ressuscitou do túmulo,
dando-nos origem a uma nova vida, porque anulou a morte com a Sua
morte e nos concedeu a misericórdia de obter essa grande vitória.
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Divina
Liturgia
Tropário
da Ressurreição – 5º tom:
Nós,
fiéis, louvemos e adoremos o Verbo igualado ao Pai e ao Espírito na
eternidade, que nasceu da Virgem para nossa salvação, pois se
dignou subir corporalmente à Cruz, suportar a morte e ressuscitar os
mortos com sua gloriosa Ressurreição.
Tropário
de São Pedro e São Paulo.
Príncipes
dos apóstolos e doutores do
Universo, São Pedro e São Paulo, rogai
ao Mestre de todas as coisas que dê a paz ao mundo e às nossas
almas a sua grande misericórdia.
Kondakion
- 5º tom:
Glória
ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Desceste
ao Hades, ó Salvador meu, rompendo suas portas, Tu que és
Todo-poderoso, levantaste contigo os mortos, ó Criador, destruíste,
ó Cristo, o aguilhão da morte. e libertaste também Adão da
maldição, Tu que amas a humanidade. Por isso, clamamos, Senhor,
salva-nos!
Theotokion
- 5º tom:
Agora
e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Alegra-te,
ó Mãe de Deus, porta do Senhor!
Alegra-te, amparo e proteção para os que te procuram!
Alegra-te, ó noiva, que em teu ventre geraste teu Criador e Deus!
Roga, sem cessar, por aqueles que glorificam O que nasceu de ti.
Alegra-te, amparo e proteção para os que te procuram!
Alegra-te, ó noiva, que em teu ventre geraste teu Criador e Deus!
Roga, sem cessar, por aqueles que glorificam O que nasceu de ti.
Kondakion
de São Pedro e São Paulo:
Levaste,
Senhor, para descansar e gozar de teus bens, os dois infalíveis
pregadores de fala divina, os príncipes dos apóstolos; pois
preferiste suas provações e morte a qualquer sacrifício, Tu, o
único conhecedor dos segredos dos corações.
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Prokimenon:
Tu,
Senhor, nos guardarás e nos preservarás desta geração e para
sempre. Salva-me, Senhor, porque o justo desapareceu, porque a
verdade se extinguiu entre os filhos dos homens.
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Epístola - 2Tm 4, 5-8
Leitura
da Segunda Epistola do Apóstolo São Paulo a Timóteo.
Tu,
porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a
missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.
Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha
libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha
carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça,
que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim,
mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.
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Aleluia!
Aleluia,
aleluia, aleluia!
Eu
cantarei eternamente as tuas misericórdias, Senhor; e anunciarei a
tua verdade de geração em geração.
Aleluia, aleluia, aleluia!
Aleluia, aleluia, aleluia!
Porque
disseste: ”A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno”,
e nos céus a tua verdade será solidamente estabelecida.
Aleluia, aleluia, aleluia!
Aleluia, aleluia, aleluia!
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Evangelho - Mc. 1,
1-8
Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.
Início
da Boa Nova de Jesus, o Messias, o
Filho de Deus. Está escrito no livro do profeta Isaías: «Eis que
eu envio o meu mensageiro na tua frente, para preparar o teu caminho.
Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do
Senhor, endireitem suas estradas!» E foi assim que João Batista
apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão
dos pecados. Toda a região da Judéia e todos os moradores de
Jerusalém iam ao encontro de João. Confessavam os seus pecados, e
João os batizava no rio Jordão. João se vestia com uma pele de
camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre. E
pregava: «Depois de mim, vai chegar alguém mais forte do que eu. E
eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas
sandálias. Eu batizei vocês com água, mas ele batizará vocês com
o Espírito Santo.»
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Sinaxe
A
Festa da Epifania é de origem oriental. Clemente de Alexandria é o
primeiro a mencionar a celebração do Batismo de Jesus. Os
testemunhos a respeito disto tornam-se mais numerosos por volta do
fim do século IV. O mais antigo é o testemunho de S. Efrém
seguidos por São João Crisóstomo, São Gregório de Nissa e São
Gregório Nazianzeno. Os testemunhos são particularmente numerosos
nos anos de 385 a 390 quando, no Oriente, se introduziu a Festa do
Natal e a partir daí ,a Epifania, de celebração da encarnação
(como era na origem), passou para a celebração da Festa das Luzes,
dos Magos e do Batismo de Jesus.
No
Domingo que antecede a Grande Festa da Epifania, o Evangelho nos dá
a conhecer a identidade e a missão de São João Batista, de quem o
Senhor receberá o Batismo no Rio Jordão.
A
Festa do Batismo do Senhor também é conhecida como Santa TEOFANIA
ou Santa EPIFANIA, palavras de origem grega que significam
"manifestação". A palavra Teofania é mais encontrada no
Antigo Testamento, onde Deus se revela aos homens por meio de objetos
ou símbolos sagrados (Arca da Aliança) ou através da natureza
(fogo, vento, brisa). Já a Epifania é a manifestação do próprio
Deus na pessoa do Verbo encarnado; com o Batismo o Senhor inicia sua
missão messiânica e redentora no meio dos homens: é a chamada Vida
Pública.
Quando
Jesus entrou no Rio Jordão para ser batizado, a voz do Pai O revelou
como Filho dizendo: «Este é meu Filho muito amado, em quem me
comprazo» (Mt 3,17). O Espírito Santo apareceu em forma de pomba.
Foi a primeira manifestação do Deus Uno e Trino.
Mesmo
com tremenda manifestação de Deus, não podemos dizer que O
conhecemos. "Se alguém imagina conhecedor de Deus, não o
conhece como convém, pois quem ama a Deus é conhecido por Ele"
(1Cor 8,2) Deus se deixa revelar por amor aos seres humanos.
Se
o ícone da Natividade realça em suas cores e formas o Mistério de
nossa Redenção, através do Nascimento, o ícone do Batismo de
Cristo é uma meditação sobre o mesmo mistério sancionado pela
Trindade. É uma reflexão sobre a Teologia da Redenção. A
obediência do Filho à vontade do Pai é fundamento de nossa
salvação.
Quando
Jesus pediu a João para ser batizado mostrou-se humilde, mas o Pai O
exaltou. Isto está ilustrado no ícone onde a figura central do
Cristo é predominante. João Batista inclina-se para Batizar seu
Senhor, ciente de que, Aquele a quem batizava ele próprio «não era
digno de, sequer, desatar suas sandálias».
A
Festa da Epifania é a celebração da Nova Criação. A água, antes
símbolo da morte e do pecado (Dilúvio), passa a ser doravante sinal
de purificação, nascimento para uma nova vida. Os raios verticais
que riscam o Céu significam que Deus desce até nós para nos
revelar a identidade de seu Filho. O Céu se abre, e o raio divino
alcança o espaço entre as montanhas. No raio, o Espírito é
representado como uma pomba que está acima da cabeça do Jesus, o
Filho. O Raio central se divide em três significando a Trindade
Santíssima.
O
Pai, por meio do Filho e no Espírito Santo, se revelam àqueles que
estavam nas trevas do pecado. «O Unigênito, que conforme as Santas
Escrituras era Deus e Senhor de todas as coisas, nos manifestou sua
divindade. Foi visto por aqueles que estavam no Jordão como homem,
no entanto era o VERBO imutável, Ele, sempre o mesmo é o autor dos
séculos» (São Cirilo de Alexandria)
Com
as mãos cobertas por seus mantos em sinal de reverência, os anjos
também estão presentes neste magnífico evento, em que o VERBO de
Deus se manifesta aos homens na pessoa de Jesus.
Batizando-te
no Rio Jordão, ó Senhor,
manifestou-se a adoração à Trindade.
A voz do Pai, porém, testemunhou, chamando-Te Filho amado, e o Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba,
confirmou a exatidão desta palavra.
manifestou-se a adoração à Trindade.
A voz do Pai, porém, testemunhou, chamando-Te Filho amado, e o Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba,
confirmou a exatidão desta palavra.
Ó
Cristo Deus que vieste e iluminaste o mundo, glória a Ti!
(Do
Rito Bizantino do Batismo)
Fontes:
GOMES,
Folch. Antologia dos Santos Padres - S.P. - Ed Paulinas -
1979.
BERARDINO, Ângelo. Dicionário Patrístico e das Antiguidades Cristãs. Petrópolis RJ Vozes, 2002.
KALA, Thomas. Meditações sobre Ícones - S.Paulo - Paulus, 1995.
BERARDINO, Ângelo. Dicionário Patrístico e das Antiguidades Cristãs. Petrópolis RJ Vozes, 2002.
KALA, Thomas. Meditações sobre Ícones - S.Paulo - Paulus, 1995.

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