Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia

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J U L H O

Domingo, 7 de julho de 2024.

 




2º Domingo de Mateus






(2º depois de Pentecostes - Modo 1º)



«Jesus chama seus primeiros Discípulos»

Após vivenciarmos as experiências de Pentecostes e celebrarmos, logo no domingo posterior, o «Dia de Todos os Santos», a Igreja retoma o Evangelho de São Mateus, iniciando os relatos sobre a vida de Jesus pelo «Chamado» dos primeiros Discípulos. O mesmo texto, podemos encontrar em Marcos e Lucas.

Para anunciar a Deus é preciso tê-lo conhecido. Para conhecer a Deus é necessário que ele se revele. No Novo Testamento, Deus se deixa revelar na pessoa do Filho e o Filho chama seus colaboradores para que Deus seja cada vez mais conhecido e amado por todos.

O chamado genuíno para esta missão é sempre uma iniciativa divina:

Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi. (Δεν με εδιαλε§ατε σεις, αλλα εγω σας εδιαλε§α). Jo 15,16.

Cafarnaúm, ficava às margens do Lago de Genesaré, também chamado Mar da Galileia. É aí, entre os pescadores, que Jesus encontra seus primeiros colaboradores: Simão Pedro e André, Tiago e João. Dois pares de irmãos, sinal de que o Reino é lugar de fraternidade, comunhão e Família. Jesus escolhe trabalhadores dedicados. Eles eram pescadores e conheciam bem sua profissão: sabiam das responsabilidades e das dificuldades provindas deste árduo labor.

O pescador é um homem do silêncio, da esperança e da perseverança. Quando sai para a pesca sua língua cessa para que os peixes não se assustem com o barulho das palavras. É um homem da esperança, pois aguarda sem afobação o momento certo para retirar as redes e coletar o fruto de seu trabalho. Às vezes espera toda uma noite, sem nada pescar, mesmo assim insiste em jogá-la de novo às águas. Por isso o pescador também é caracterizado como o homem da perseverança.

Tão acostumados com o seu trabalho, Jesus convida aqueles pescadores para inaugurar um outro tipo de pesca pois era preciso trabalhar para o Reino:

«Doravante serás pescador de homens» (Απο τωρα και εις θα πιανις αντρωπους) Jo 5,10.

Nesta nova empreitada aquelas características tão próprias dos pescadores (o silêncio, a esperança e a perseverança) lhes serão de grande valia. O silêncio da oração e da meditação contínua, fará dos chamados, homens de esperança e de perseverança, mesmo quando a pesca parecer infrutífera.

Mas é necessário que também nós façamos nossa parte: entregar-se à oração e à meditação e pedir. A este propósito, São João Crisóstomo, ao comentar esta passagem do Evangelho, recorda:

«Quando falta nossa cooperação, também a ajuda de Deus perde sua força». (Comentário ao Evangelho de São Mateus, n. 50).

Os chamados por Deus devem ter a fisionomia própria d’Aaquele que chama, que não é objeto de mudanças: o semblante do Cristo Sacerdote, Profeta e Rei. Os homens desejam contemplar no sacerdote, o chamado por excelência a anunciar o Reino, o rosto de Cristo, aquele que é, «posto a favor dos homens no que se refere a Deus.» (Hb 5,1)

Portanto, pelo convite que Deus nos fez, os chamados comprometem-se a manifestar a presença de Cristo, único e sumo Pastor, no meio do Rebanho que lhes foi confiado. Este rebanho é a Igreja que está presente em todas as partes, com rosto multiforme, mas que se une pela mesma Cabeça: O Cristo Sacerdote.

Os quatro primeiros chamados seguiram o Mestre e, com Ele, aprenderam a ser santos para, só depois, mergulhados na Graça, sair e pescar de um modo diferente, novo.

Galileia, terra de encontros…

Jesus gasta tempo a olhar as pessoas e a compreendê-las. Quando chama para o seguirem Simão e André, Tiago e João, mostra-se humano não quebrando os laços da fraternidade; os primeiros discípulos são chamados dois a dois. Deixar as redes, a barca e sobretudo o pai é já tão exigente! A Galileia, símbolo dos indivíduos e dos povos introduzidos na luz de um homem que põe de pé. Jesus leva-os consigo através de um longo itinerário em que nenhum «impossível» é colocado a priori, nem sequer a passagem para o outro lado do mar.


«Jesus chama seus primeiros Discípulos»

«Comentário do Diatessaron»

Santo Efrém, o Sírio (306-373)

Vieram a ele como pescadores de peixes e tornaram-se pescadores de homens, como ele dissera: «Eis que agora envio caçadores de homens, e eles caçaram sobre todas as montanhas e todos os lugares elevados» (Jr 16,16). Se ele tivesse enviado sábios, diriam que tinham persuadido o povo e assim tinham ganho, ou que os tinham enganado e assim os agarraram. Se ele tivesse enviado ricos, diriam que eles tinham dominado do povo alimentando-o, ou que os tinham corrompido com dinheiro, e assim os tinham dominado. Se tivesse enviado homens fortes, teriam dito que eles os tinham seduzido pela força, ou ao contrário, pela violência.

Mas os apóstolos não tinham nada disso. O Senhor mostrá-lo-á a todos pelo exemplo de São Pedro. Ele era pusilânime, porque ele ficou aterrorizado à voz de um criado; era pobre, porque ele próprio não podia pagar a sua parte do imposto: «Não tenho ouro nem prata» (At 3,6; Mt 17, 24-27). Ele não tinha cultura pois, quando negou o Senhor, nem foi capaz de se defender pela astúcia.

Eles partiram pois, estes pescadores de peixes, e alcançaram a vitória sobre os fortes, os ricos e os sábios. Grande milagre! Fracos como eram, atraíram, sem violência, os fortes à sua doutrina; pobres, ensinaram os ricos; ignorantes, fizeram os seus discípulos sábios e prudentes. A sabedoria do mundo deu lugar a esta sabedoria que é ela própria a sabedoria das sabedorias.



«Deixando logo as redes, seguiram-No»


Poderíamos pensar […]: «Terão abandonado assim tanta coisa para seguirem o Senhor, estes dois pescadores que não tinham quase nada?» […] A verdade é que abandonaram muito, visto que renunciaram a tudo, por muito pouco que esse tudo fosse. Nós, pelo contrário, apegamo-nos ao que temos e procuramos avidamente o que não temos. Por isso, Pedro e André abandonaram muito quando renunciaram ao simples desejo de possuir; abandonaram muito porque, ao renunciarem aos seus bens, renunciaram igualmente ao que ambicionavam. […]
Assim, quando vemos que alguns renunciaram a grandes riquezas, não devemos pensar: «Gostaria muito de os imitar no seu desprezo por este mundo, mas não tenho nada para abandonar, não possuo nada.» Abandonais muito, meus irmãos, se renunciais aos desejos deste mundo. Com efeito, o Senhor contenta-Se com os nossos bens exteriores, por muito pequenos que sejam; pois é o coração que Ele tem em conta e não o valor das coisas: não Lhe interessa a quantidade de coisas que Lhe sacrificamos, mas o amor que acompanha a nossa oferenda.
Com efeito, pensando apenas nos bens exteriores, os nossos santos comerciantes pagaram a vida eterna, a vida dos anjos, com as suas redes e o seu barco. O Reino de Deus não tem preço e, por conseguinte, não te custa nem mais nem menos do que aquilo que possuis.

São Gregório Magno (c. 540-604)
Homilias sobre o Evangelho, n° 5





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.



Extraído do site:
 ecclesia.com.br



Kiriaki, a Grande Mártir






Vida dos Santos





Santa Kiriaki, a Grande Mártir





Data de celebração: 07/07/2024

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: Santa Kiriaki, a Grande Mártir

Biografia:
Santa Kiriaki (Dominga, em português), era filha de Doroteo e Eusébia. O casal não tinha filhos, e pedia insistentemente a Deus que lhes concedesse um. Deus ouviu seus rogos e Eusébia concebeu uma filha. A menina nasceu num domingo, e por isso lhe deram o nome de Kiriaki (Dominga, em português). Durante a perseguição de Diocleciano, seus pais foram presos e, em seguida, submetidos a interrogatório, torturados e decapitados pelo Duque Loisto. Kiriaki foi levada ao César Maximiano e, dali, para o soberano de Bizínias, Ilariano, que lhe disse que a sua beleza era para prazeres e não para torturas. Kiriaki respondeu então prontamente: «Nem à minha juventude, nem à minha beleza eu dou a menor importância; as mais brilhantes coisas deste mundo são passageiras como as flores, e vazias como as sombras. Hoje eu sou bela, amanhã serei uma velha cheia de rugas e feia. Porque faria eu então, de minha beleza o centro da minha vida? Que valor terá na sepultura que a espera? Pensaste, pois, que eu poderia ser tão inconsciente de perder meu eterno esplendor para permanecer um pouco mais aqui na terra? Portanto, eu te repito: sou e serei, na vida e na morte, uma cristã». Furioso Ilariano a torturou duramente e ordenou sua decapitação. Antes, porém, que a espada a tocasse, rezando, ela entregou sua alma ao Senhor.



Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br


Hino do dia




Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia



1. Saint Thomas em Maleo

2. Domingo Santo, o Grande Mártir

3. São Vlasios, o padre-mártir da Acarnânia e seus associados

4. Saint Eustathios Hieromartyr

5. São Policarpo, o jovem

6. Saint Evangelos

7. Agios Peregrinos, Loukianos, Pompeios, Isichios, Pappias, Satorninos e Germanos

8. São Apolônio

9. São Odisseu, o Novo Mártir

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Leituras do dia



Matinas - Marcos 16, 1-8

Epístola – Gálatas 3, 23-29; 4, 1-5 

Evangelho – Mateus 4, 18-23

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Jejum



Livre

Permitido todos os alimentos.

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



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