Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

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Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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J A N E I R O / 2 0 2 6

Domingo, 18 de janeiro de 2026.

 



12º Domingo de Lucas








«Os Dez Leprosos»

Leituras bíblicas: Apóstolos: Hb 13,7–16 | Evangelho Lc 17, 12–19



Fé, gratidão e reintegração


No XI Domingo do Evangelho de Lucas, a Igreja coloca diante de nós um encontro que ilumina, ao mesmo tempo, a miséria humana e a compaixão divina: a cura dos dez leprosos (Lc 17,12–19). Para sentir o peso desta passagem, convém recordar o que a Lei prescrevia: o leproso devia viver “fora do acampamento”, separado, marcado pela impureza (cf. Lv 13,45–46).¹ A doença não era apenas sofrimento físico; era também ruptura social, religiosa e afetiva. O homem deixava de ser chamado pelo nome e passava a ser identificado pela ferida.

É precisamente aí que o Evangelho se torna boa-nova: aqueles dez homens “pararam à distância” e suplicaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” (Lc 17,13). Pedem compaixão — e compaixão é o modo como Deus olha para a nossa humanidade ferida. Cristo não Se escandaliza com a impureza alheia, porque veio para curar, não para afastar; para purificar, não para condenar. São Cirilo de Alexandria, ao comentar o Evangelho, sublinha que o Senhor não evita a fraqueza humana, mas Se inclina para restaurar a vida e devolver ao homem a dignidade.²

O Senhor manda: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes” (Lc 17,14). Ele não despreza a ordem religiosa do seu povo; antes, conduz aqueles homens por um caminho de obediência que, paradoxalmente, já é terapêutico. Com efeito, em Levítico, cabe ao sacerdote discernir a condição do enfermo e, uma vez cessada a enfermidade, reintegrá-lo ritualmente à vida comum (cf. Lv 14).³ E “enquanto caminhavam, ficaram purificados”: a cura acontece no movimento da fé. A obediência, aqui, não é formalismo; é confiança. Teofilacto da Bulgária nota que eles são enviados antes de verem qualquer mudança, para que se manifeste que a purificação não vem do rito em si, mas da palavra do Salvador acolhida com fé.⁴

Mas o centro do relato não é somente a cura; é a ação de graças. Um deles, ao perceber-se curado, volta “glorificando a Deus em alta voz”, prostra-se aos pés de Jesus e agradece (Lc 17,15–16). E o Evangelho faz questão de dizer: “era samaritano”. Aquele que carregava duas margens — a lepra e o desprezo religioso — torna-se o único a reconhecer o dom. A tensão entre judeus e samaritanos é atestada no próprio Evangelho (cf. Jo 4,9) e tem raízes históricas antigas.⁵ Os outros nove seguem o caminho prescrito; este, porém, vai direto à fonte. Não se trata de opor culto e gratidão, mas de revelar o coração do culto: a doxologia, o louvor agradecido, a vida recolocada diante de Deus.

É aqui que a Epístola do dia ressoa com força (Hb 13,7–16). Ela recorda a estabilidade de Cristo: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos” (Hb 13,8) — o mesmo que, no Evangelho, acolhe o clamor dos excluídos e, hoje, continua a receber os que se aproximam com fé. E a Epístola fala também de um “sacrifício” que permanece: “ofereçamos incessantemente a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que confessam o seu nome… e não vos esqueçais da beneficência e da partilha” (Hb 13,15–16). O samaritano oferece exatamente isto: louvor e reconhecimento. E, curado, volta à vida nova — vida que, necessariamente, se traduz em misericórdia. São João Crisóstomo, ao comentar Hebreus, insiste que o “sacrifício de louvor” não é palavra vazia: ele deve desaguar em obras de caridade e partilha, “sacrifícios” agradáveis a Deus.⁶

Há ainda uma ligação belíssima e profunda com o tema de estar “fora do acampamento”. O Levítico descreve o leproso lançado para fora; e Hebreus diz que o próprio Cristo “padeceu fora da porta” e nos convida: “Saiamos, pois, a Ele, fora do acampamento, levando o seu opróbrio” (Hb 13,12–13). O Senhor entra, por amor, na região da exclusão humana. Ele assume o lugar dos rejeitados para abrir-lhes a entrada na comunhão. Por isso, quando a Igreja se aproxima dos que sofrem, dos esquecidos, dos “sem lugar”, ela não está praticando mera filantropia: está indo ao encontro do próprio Cristo, “fora do acampamento”, onde Ele Se deixou encontrar.⁷

O Evangelho termina com uma palavra decisiva: “Levanta-te e vai; tua fé te salvou” (Lc 17,19). Aos dez foi dada a purificação; a este, além da cura, é anunciada a salvação. A gratidão revela algo interior: não apenas um corpo refeito, mas um coração que reconhece Deus e volta para Ele. Em sua catequese pastoral, Crisóstomo adverte que a ingratidão endurece e estreita a alma, enquanto a ação de graças a dilata; e que muitas vezes Deus permite que reconheçamos nossa pobreza para que aprendamos a reconhecer o Doador.⁸

Para nós, o caminho é claro e simples. Primeiro: não deixar que as “lepras” do coração — ressentimentos, vaidades, vícios, desesperança — nos isolem e nos façam perder o nome. Segundo: aprender a caminhar na obediência da fé, mesmo quando ainda não “vemos” a cura. Terceiro: voltar sempre ao Senhor com ação de graças. A palavra “eucaristia” significa precisamente isto: agradecimento. Cada Divina Liturgia é o lugar onde o curado retorna, glorifica a Deus e reconhece a fonte do dom. E, por fim, permitir que a gratidão se transforme em misericórdia concreta: beneficência, partilha, cuidado, reconciliação — “sacrifícios” com os quais Deus Se compraz (Hb 13,16).

Que o Senhor, que não temeu aproximar-Se dos impuros para tornar-nos puros, cure nossas feridas visíveis e invisíveis; e faça de nós, como o samaritano agradecido, homens e mulheres que voltam a Ele, glorificando a Deus, e caminhando, com fé, na vida nova.

Fontes e referências bibliográficas:

  • Sagrada Escritura: Lv 13–14; 2Rs 17; Jo 4,9; Lc 17,12–19; Hb 13,7–16.
  • São Cirilo de Alexandria, Comentário ao Evangelho de Lucas (sobre Lc 17,11–19).
  • Teofilacto da Bulgária, Exposição do Evangelho segundo Lucas (sobre Lc 17,11–19).
  • São João Crisóstomo, Homilias sobre Hebreus (PG 63), ad Hb 13,15–16.


Notas

  1. Lv 13–14 constitui o “código” bíblico clássico sobre impureza ritual, isolamento e reintegração; cf. especialmente Lv 13,45–46 (isolamento) e Lv 14 (rito de purificação e retorno à vida comunitária)
  2. São Cirilo de Alexandria, Comentário ao Evangelho de Lucas (passagens sobre Lc 17,11–19; em edições críticas e também em coleções patrísticas).
  3. A apresentação ao sacerdote (Lc 17,14) supõe o procedimento de Lv 14: o sacerdote verifica e ratifica a reintegração do curado; não é “cura mágica”, mas discernimento e restauração social-religiosa.
  4. Teofilacto da Bulgária, Exposição do Evangelho segundo Lucas (comentário a Lc 17,11–19), em coleções gregas e traduções eclesiásticas.
  5. Para o dado neotestamentário explícito: Jo 4,9; e para o pano de fundo histórico: 2Rs 17 (queda de Samaria e reorganização do território), frequentemente associado à origem das tensões posteriores.
  6. São João Crisóstomo, Homilias sobre Hebreus, especialmente no entorno de Hb 13,15–16 (PG 63).
  7. Hb 13,12–13 retoma o motivo do “fora do acampamento/fora da porta” como lugar do opróbrio assumido por Cristo; o paralelismo com Lv 13–14 reforça a dimensão de reintegração pela compaixão.
  8. São João Crisóstomo trata reiteradamente da ação de graças como medicina espiritual em homilias catequéticas e exortativas; a ideia central é constante: a gratidão educa o coração e guarda o dom recebido.
  9. Fontes e referências (para o fim do artigo)
  10. Sagrada Escritura: Lv 13–14; 2Rs 17; Jo 4,9; Lc 17,12–19; Hb 13,7–16.
  11. São Cirilo de Alexandria, Comentário ao Evangelho de Lucas (sobre Lc 17,11–19).
  12. Teofilacto da Bulgária, Exposição do Evangelho segundo Lucas (sobre Lc 17,11–19).
  13. São João Crisóstomo, Homilias sobre Hebreus (PG 63), ad Hb 13,15–16.


D. Irineo​
Bispo de Tropaion



Extraído do site: ortodoxia.org





Atanásio e Cirilo, Patriarcas de Alexandria








Vida dos Santos





Ss. Atanásio e Cirilo, patriarcas de Alexandria







Data de celebração: 18/01/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
Ss. Atanásio e Cirilo, patriarcas de Alexandria (séc. IV e V)

Biografia:

Santo Atanásio nasceu entre os anos 295 e 296, no seio de uma família humilde de Alexandria. Deus lhe concedeu muitas virtudes, entre elas, uma fé profunda e uma grande capacidade intelectual, demonstrada em seus estudos. Aos 25 anos foi ordenado diácono pelo Patriarca Alexandros, de Alexandria. Participou do Primeiro Concilio Ecumênico, em Nicéia que tratou da heresia de Ário. Em 328, faleceu o Patriarca Alexandro, e Santo Atanásio foi eleito pelo clero e pelo povo como seu sucessor, contando com apenas 33 anos de idade. Iniciou um forte combate contra a heresia de Ário e, por causa disso, foi exilado cinco vezes por ordem do imperador Constantino, sofrendo toda espécie de penas. Sem dúvidas, com fé, valor e inesgotável paciência, saíu vencedor e destroçou os lobos de nosso ortodoxia. Com diz a Sagrada Escritura: «Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas» (1Tim 6,12). Estas palavras se fizeram realidade na vida de Santo Atanásio que no dia 2 de maio de 373, quando estava com 75 ou 77 anos de idade, entregou sua alma a Deus. Santo Atanásio foi reconhecido com um dos grandes escritores eclesiásticos e um dos grandes Santos Padres da Igreja.

São Cirilo, expressou sua compreensão do mistério cristão em seus escritos exegéticos, particularmente em sua interpretação do Evangelho de S. João e seus comentários sobre o Novo Testamento. São Cirilo foi um grande lutador contra as heresias e acirrado defensor da ortodoxia.


Santo Atanásio de Alexandria (†373)

Santo Atanásio foi desterrado cinco vezes por defender a religião. Nasceu na Alexandria, Egito, no ano de 297. Sendo ainda criança no ano 311, presenciou o martírio do seu bispo Pedro de Alexandria e de outros cristãos, mortos na perseguição que realizaram os pagãos. Soube com alegria que, no ano 313, o imperador Constantino declarava a liberdade religiosa para os cristãos. Com grandes qualidades para a oratória e uma brilhante inteligência, dedicou-se a preparar-se para o sacerdócio, e sendo diácono foi escolhido como secretário de Alexandre, arcebispo de Alexandria. Aos 23 anos escreveu seu primeiro livro sobre a Encarnação de Jesus Cristo. Naquele tempo apareceu em Alexandria um herege chamado Ario, que negava a natureza divina de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Atanásio se dedicou a combater este heresia. Colaborou para que os bispos do mundo se reunissem para discutir sobre esta heresia que tanto dano estava causando à Igreja.


Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia



Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia



1. Santos Atanásio, o Grande e Cirilo, Patriarcas de Alexandria

2. Agia Theodoulis e aqueles que acreditaram em seus Evagrios, Makarios, Helladios o Comentário e Assistente

3. Agia Xeni

4. São Markianos

5. Santo efraim

6. São Silvano, você praticou na Palestina

7. São Joaquim da Bulgária

8. São Máximo Bispo da Hungria

9. Santo Atanásio através de Christos Salos

10. Santo Atanásio da Rússia


Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Leituras do dia



Matinas - João 21, 1-14

Epístola - Hebreus 13, 7-16

Evangelho - Lucas 17, 12-19

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


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