Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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J A N E I R O / 2 0 2 6

Domingo, 5 de outubro de 2025.

 




Segundo Domingo de Lucas






«O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles»



O Evangelho que Lucas nos apresenta é uma continuação do Sermão da Montanha e nos convida a uma reflexão sobre o amor, o perdão, a magnanimidade e a oração. Jesus manda-nos bendizer aqueles que nos amaldiçoam, orar pelos que nos injuriam, praticar o bem sem esperar nada em troca, ser compassivos como Deus é compassivo, perdoar a todos, ser generosos sem cálculos ou tramas.
A virtude da magnanimidade, muito relacionada com a da fortaleza, consiste na disposição de acometer coisas grandes em nome da generosidade e do desprendimento. Quem se dispõe a viver assim traça o caminho da santidade.
O magnânimo propõe-se a ideais altos e não recua ante os obstáculos, às críticas ou aos desprezos. Não se deixa intimidar pelas murmurações ou pelo respeito humano; segue porque sua natureza o faz persistente em direção à perfeição. O magnânimo sente uma força que o faz sair de si mesmo em beneficio do próximo. Em sua pessoa não paira a mesquinhez e, para ele, não basta dar e oferecer; ele se dá e se oferece. É uma entrega pessoal às causas nobres. Jesus Cristo entregou-se a si mesmo, sofreu a morte de Cruz, por amor aos homens. Ele se oferece e é oferecido pelo Pai por amor.
A grandeza de alma demonstra-se também pela disposição em perdoar o que quer que seja. Não é próprio do cristão guardar rancores em seu coração, agravos, recordações que nos fazem sofrer; o que nos deveria ser próprio é a disposição permanente ao perdão.


Assim como Deus está sempre pronto a perdoar a todos e a tudo, a nossa capacidade de perdoar não deve também ter limites, nem pelo número de vezes, nem pelo grau da ofensa. - “Se, pois Jesus nos manda amar nossos inimigos, a quem nos dá como modelo? O próprio Deus” (S. Agostinho de Hipona).
O Senhor nos deu o exemplo. Perdoou na Cruz àqueles que lhe faziam padecer tanto. Em plena agonia no madeiro, no sofrimento beirando ao insuportável, Ele pede ao Pai por aqueles que o aniquilam: - “Pai Perdoa-lhes; eles não sabem,o que fazem” (Lc 23,34).
Os pedidos que o Senhor nos faz através do Evangelho são possíveis de serem observados na medida de nossa magnanimidade. O Senhor não nos sobrecarregaria com fardos pesados se não nos tivesse provido antes das condições para carregá-los. Para isso, no entanto, é necessário cultivarmos um íntimo relacionamento com Jesus pela oração freqüente. Desta maneira amaremos também aqueles que não nos amam, faremos o bem aqueles que nos fazem o mal, emprestaremos (quiçá, daremos) sem esperar a devolução.
Portanto, a primeira atitude a que somos chamados é a de rezar pelos nossos inimigos. Isto não é fácil. Exige de nós disciplina na oração.


«Compreenderemos o quanto Deus nos ama quando perdoarmos os que nos ofendem; sentiremos o amor divino em nossa existência quando amarmos os nossos inimigos. Quanto mais estivermos próximos de Deus pela oração menos inimigos teremos, pois já o veremos como irmãos.»


(Santo Irineu).


De fato a oração nos transporta para uma realidade divina; a oração nos possibilita levar para o âmago de nosso coração não apenas aqueles que nos rodeiam distribuindo afeto e empatia, mas também aqueles que se aproximam de nós com aspereza, rudeza, inimizade, discórdia e apatia. Isto é possível quando estamos dispostos a fazer de nossos inimigos, parte de nós mesmos: nossos irmãos.


«Então, sim, ao amares teu inimigo, estás a amar um irmão. É esse o motivo por que o amor ao inimigo é a perfeição da caridade, já que a caridade perfeita consiste no amor aos irmãos. Ama e fazes o que quiseres; se te calas, cala-te por amor; se falas em tom alto, fala por amor; se corrigires alguém, faze por amor. Pois é preciso amar o homem e não o seu erro. O homem é obra de Deus, o erro é obra do homem. Ama a obra de Deus e purifica as obras do homem. Se existe o inimigo é porque existe o erro. Retira o erro e em vez de enxergares um inimigo, contemplarás um irmão.»


(Santo Agostinho).


Rezar por nossos inimigos revela a disposição para a reconciliação. Quando elevamos nossos inimigos ao coração de Deus pela oração, será impossível continuar a nutrir maus sentimentos por eles. Pois Deus tudo transforma. A oração transforma o inimigo em “alguém próximo ao coração de Deus”. Tal proximidade nos fará pessoas propensas a um novo relacionamento. Provavelmente não existe nenhuma oração tão poderosa como a oração pelos inimigos. Mas também é a mais difícil pois é exigente. Alguns santos consideram a oração feita pelos inimigos o principal critério de santidade.
Amar os nossos inimigos nos faz próximos da Cruz e da comunhão com o Crucificado. Esta intimidade com o Senhor que sofreu, mas se fez vencedor, abre os olhos de nosso coração para que reconheçamos que em nosso “inimigo” está, na verdade, um irmão que também é amado por Deus. Nem sempre aqueles que julgamos ser nossos inimigos são inimigos de Deus. Constatamos isto quando o Senhor nos chama a atenção dizendo que Deus faz chover e brilhar o sol sobre os justos e sobre os injustos. Não o sol e a chuva apenas terrenos, mas também o “Sol da justiça”, que é o próprio Jesus Cristo.


O amor e o perdão se fazem par quando desejamos viver o Evangelho de forma autêntica, buscando incansavelmente caminhar na santidade dos filhos de Deus: “Sede santos como vosso Pai é Santo”.


«Amar nossos inimigos é o desejo que Tu revelastes, ó Amor Misericordioso do Pai.
Pedirias semelhante coisa a nós, se não pudéssemos alcançar ?
Estarei eu compreendendo em meu intimo tal desejo?
Ou equivocado estou em meus conceitos sobre o amor e a inimizade?
O que é o amor ? Quem são meus inimigos?
Teria entre os filhos do Altíssimo alguém que pudesse ser realmente inimigo?
Se todos somos filhos do Amor, como podemos gerar inimizade entre nós ?
Que meus sentimentos em relação aos meus irmãos,
aqueles que não são dignos de serem oferecidos no Altar
sejam modificados por tua Graça, ó Soberano Celestial.
Elevo minha alma a Ti, Criador de todas as coisas,
para transformá-la em espaço onde possa acolher aqueles que não me são caros.
Rezo por eles, Senhor, e por mim.
Que sejamos irmãos antes de tudo
para que consigamos enxergar a face do mesmo Pai e sermos dignos do Amor.»


Abade Moisés (XXV Discurso)



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.
STORNIOLO, Ivo. Como Ler o Evangelho de Lucas, São Paulo: Ed. Paulus.
HAMMANN, A. Os Padres da Igreja. São Paulo: Ed Paulinas.
Diversos. Orações dos Primeiros Cristãos. São Paulo: Ed. Paulinas


Extraído do site: ecclesia.com.br






Vida dos Santos





 Santa Karitina





Data de celebração: 05/10/2025

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia: 
Santa Karitina, mártir († 304)

Biografia:

Karitina trabalhava como empregada na casa de um homem muito rico chamado Claudio. Quando o governador Dometio (290) soube que Karitina era cristã, ordenou que fosse presa e, mais tarde, que a trouxessem a sua presença para ser interrogada. Claudio ficou muito angustiado com a prisão de Karitina, mas foi confortado pelas palavras da santa que o admoestava a não se entristecer, mas, ao contrário, que devia se alegrar, porque a sua morte seria uma bênção já que, «Deus aceita com alegria um sacrifício ofertado com perfume de suavidade» (Fl 4,18). Claudio, emocionado com o que Karitina lhe disse, respondeu: «Lembra-te de mim quando estiveres com o Rei Celestial». Na presença do governador, Karitina reafirmou, com inquebrantável firmeza, a sua fé em Cristo. Ao ver a posição firme da Santa, Dometio ordenou que lhe cortassem a cabeça. Milagrosamente, ela sobreviveu, Então puseram sua cabeça sobre brasas acesas, derramando vinagre sobre ela. Depois, com uma pedra atada ao seu colo, foi jogada no mar. Novamente, a Graça de Deus se faz presente, preservando milagrosamente a sua vida. Por fim, o governador ordenou que fosse deixada para viver numa casa de prostituição. Karitina então suplicou a Deus que a livrasse daquele martírio, e entregou sua alma a Deus.


Trad.: Pe. André
Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia



Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Celebrações do dia



1) - Santa  Karitina

2) - Método Sagrado de Kimolos 

3) - Santa Hermógenes, a Testemunha, o Operadora de Milagres 

4) - Mamelecha Sagrado 

5) - Lembrando do Monge Cosmas Optasia 

6) - São Eudoquim, o Vatopedinos, o novo 

7) - São João Bispo de Echayatas "o Mavrope" 

8) - Cúpula dos Hierarcas de Moscou 

9) - São Varlaam do Sikhismo, o Eremita

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia



Matinas - Lucas 24, 36-53

Epístola - II Coríntios 6, 16-18; 7, 1
Evangelho - Lucas 6: 31-36

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


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