Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025
Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

PROGRAMAÇÃO MENSAL
A G O S T O / 2 0 2 6

Domingo, 23 de agosto de 2026.

 

 


«Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-Me» (Mt 19: 21)

Dom Irineo​

Bispo de Tropaion



12° Domingo de Mateus




Leituras bíblicas


Matinas (Orthros): Mateus 28: 16-20
Apóstolos (Epístola): I Coríntios 15: 1-11
Evangelho: Mateus 19: 16-26

 «Que devo fazer para herdar a vida eterna?»


Entre todas as perguntas que o ser humano pode formular, poucas são tão decisivas quanto aquela que abre o Evangelho deste domingo:

«Mestre, que bem devo fazer para alcançar a vida eterna?» (Mt 19,16).

Não se trata de uma curiosidade teológica nem de uma inquietação passageira. É a pergunta que acompanha silenciosamente toda existência humana. Desde que a morte entrou na experiência do homem, todas as culturas, todas as filosofias e todas as religiões procuram responder, de algum modo, à mesma interrogação: existe uma vida que não termina? Existe um bem capaz de vencer definitivamente a corrupção, o sofrimento e a morte?

São Clemente de Alexandria inicia o seu célebre tratado Qual rico será salvo? precisamente contemplando a grandeza desta pergunta. O jovem dirige-se Àquele que é a própria Vida para perguntar sobre a vida; ao Salvador para perguntar sobre a salvação; ao Mestre para perguntar sobre a síntese de todos os seus ensinamentos; à Verdade para perguntar sobre a verdade; ao Filho eterno para perguntar sobre aquilo que somente Deus pode conceder. Não é casual que o Evangelho comece assim. Antes de falar sobre riquezas, desapego ou perfeição, Cristo é apresentado como o único que possui resposta para o mais profundo anseio do coração humano. 

Por isso, a primeira resposta de Jesus parece, à primeira vista, surpreendente. Em vez de anunciar imediatamente uma novidade, remete o jovem aos mandamentos:

«Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos».

Não porque a Lei seja insuficiente ou deva ser desprezada, mas porque ela permanece sendo o caminho pedagógico que conduz o homem até Cristo. A graça não destrói a Lei; leva-a à sua plenitude. Como observa São Clemente, o jovem não é censurado por sua fidelidade. Pelo contrário, o Evangelho afirma que Jesus o contempla com amor. Sua observância sincera dos mandamentos constitui um belo começo, mas ainda não representa a plenitude da comunhão que Deus deseja oferecer ao homem. A Lei prepara; Cristo realiza. A Lei educa; Cristo comunica a própria vida divina.

É nesse contexto que se compreende a exigência aparentemente desconcertante do Senhor:

«Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e depois vem e segue-me».

Ao longo da história, esta passagem foi muitas vezes reduzida a uma condenação da riqueza material. Entretanto, a tradição patrística sempre leu esse texto com muito maior profundidade.

Nenhum Padre da Igreja desenvolveu essa interpretação de modo tão completo quanto São Clemente de Alexandria. Sua preocupação consiste precisamente em evitar uma leitura superficial do Evangelho. Cristo não manda destruir os bens da criação, nem afirma que a pobreza material, por si mesma, conduza à salvação. Se assim fosse, observa Clemente, bastaria ser indigente para herdar o Reino de Deus. E isso o próprio Evangelho desmente. A questão não reside naquilo que o homem possui, mas naquilo que possui o homem.

É significativo que o Senhor não diga simplesmente: «vende tudo». O imperativo termina com outro ainda mais importante: «vem e segue-me». O centro do relato não é a renúncia; é o seguimento. A pobreza cristã nunca constitui um fim em si mesma. Ela só adquire sentido quando liberta o coração para aderir plenamente à Pessoa de Cristo. O problema do jovem não está na abundância de seus bens, mas na incapacidade de reconhecer que diante dele se encontrava um tesouro infinitamente maior.

São Clemente exprime essa verdade com extraordinária clareza ao afirmar que Cristo deseja arrancar da alma

«os vãos juízos sobre as riquezas, a cobiça, a avareza, as preocupações que sufocam a semente da verdadeira vida».

O que deve ser abandonado são as paixões, não a criação de Deus. Os bens permanecem bons enquanto servem à justiça, à misericórdia e ao amor fraterno. Tornam-se perigosos quando passam a governar o coração. 

É exatamente nessa direção que caminha a reflexão do Arcebispo Metropolitano Iosif ao propor uma distinção profundamente antropológica entre transcendência e contingência. O drama do jovem rico não consiste em ser rico, mas em haver construído sua identidade sobre aquilo que é contingente, passageiro e incapaz de sustentar a existência. Quando a riqueza deixa de ser instrumento e se converte em fundamento da vida, ela deixa de servir ao homem e passa a escravizá-lo. O contingente ocupa o lugar do Transcendente; o relativo transforma-se em absoluto. A verdadeira idolatria nasce exatamente nesse momento 

Essa reflexão possui uma atualidade impressionante. O Evangelho não se dirige apenas aos economicamente privilegiados. Também o pobre pode viver escravizado pela riqueza que não possui, fazendo dela o centro de seus desejos, de suas preocupações e de sua esperança. A questão nunca é simplesmente econômica; é espiritual. O coração humano sempre corre o risco de procurar sua segurança naquilo que passa. E tudo aquilo que ocupa o lugar reservado exclusivamente a Deus converte-se inevitavelmente em ídolo.

São Basílio, o Grande, desenvolve essa mesma perspectiva ao recordar que os bens da criação foram concedidos por Deus para o serviço da comunhão. A riqueza não é má por natureza; torna-se injusta quando deixa de cumprir sua finalidade. Aquilo que foi recebido para beneficiar muitos não pode transformar-se em instrumento de fechamento egoísta. O verdadeiro proprietário dos bens é Deus. O homem permanece apenas seu administrador e despenseiro.

Também São João Crisóstomo insiste que a liberdade cristã manifesta-se precisamente na relação correta com os bens deste mundo. Não é a quantidade do patrimônio que determina a santidade de alguém, mas a capacidade de conservar o coração livre. A verdadeira pobreza evangélica consiste em nada preferir a Cristo, ainda que se administrem grandes responsabilidades e numerosos recursos.

A Epístola deste domingo ilumina admiravelmente essa perspectiva. São Paulo recorda aos coríntios o núcleo da fé cristã: Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e manifestou-Se aos Apóstolos. Todo o edifício da vida cristã nasce desse acontecimento. A salvação não é fruto da capacidade humana de conquistar Deus, mas dom gratuito da graça. Por isso o Apóstolo pode afirmar com admirável humildade:

«Pela graça de Deus sou o que sou».

O jovem rico ainda pergunta o que deve fazer; Paulo testemunha aquilo que Deus realizou nele. O primeiro procura alcançar a vida eterna; o segundo já vive da vida nova inaugurada pela Ressurreição.

Essa passagem conduz naturalmente à experiência litúrgica da Igreja. Toda Divina Liturgia começa orientando o olhar dos fiéis para o alto:

«Bendito seja o Reino do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».

Desde as primeiras palavras, a Igreja desloca o coração daquilo que é contingente para aquilo que é eterno. Pouco antes da Santa Comunhão, o sacerdote proclama:

«As coisas santas aos santos!»

e toda a assembleia responde:

«Um só é Santo, um só é Senhor: Jesus Cristo».

A liturgia responde, assim, à pergunta do jovem rico. A vida eterna não consiste numa conquista moral, nem numa recompensa obtida pelos próprios esforços. Ela é a participação na vida do próprio Cristo, que Se oferece como alimento de imortalidade ao seu povo.

Talvez seja precisamente essa a grande lição deste Evangelho. O Senhor não convida o jovem a tornar-se simplesmente mais pobre. Convida-o a tornar-se verdadeiramente livre. Não lhe pede que abandone um bem para permanecer vazio, mas que deixe um tesouro passageiro para encontrar Aquele que é o único Tesouro que permanece para sempre. Todo o restante ocupa seu devido lugar quando Cristo volta a ocupar o centro da existência.

A pergunta inicial permanece, portanto, dirigida também a cada um de nós:

«Que devo fazer para herdar a vida eterna?»

A resposta continua sendo a mesma. Guardar os mandamentos, viver a caridade, servir aos irmãos e usar corretamente os bens da criação são caminhos indispensáveis. Contudo, tudo isso permanece incompleto se o coração não descobrir que a vida eterna não é, antes de tudo, uma recompensa futura, mas a comunhão com Aquele que é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6). Quando Cristo se torna verdadeiramente o tesouro do homem, então todas as demais riquezas reencontram sua justa medida, e o coração começa já nesta vida a experimentar a liberdade do Reino que não terá fim.

Referências Bibliográficas

  • BÍBLIA DE JERUSALÉM. Bíblia de Jerusalém. Nova ed. rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2013.
  • BASÍLIO, O GRANDE, São. Homilia aos ricos.
  • CLEMENTE DE ALEXANDRIA, São. Qual rico será salvo? (Quis dives salvetur?).
  • CRISÓSTOMO, São João. Homilias sobre o Evangelho de São Mateus. Patrologia Graeca, v. 58.
  • IOSIF, Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires e América do Sul. Homilia – XII Domingo de Mateus: “Transcendência vs. Contingência”.


Extraído do site: ecclesia.com.br




Vida dos Santos



São Kallinikos






Data de celebração: 23/08/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia:
São Kallinikos, Patriarca de Constantinopla (693-705)

Biografia:

Kallínicos foi o primeiro sacerdote da Igreja dedicada a Santa Mãe de Deus, em Blakhernae. Em 693, com a morte do Patriarca Paulo (686-693), foi elevado ao trono de Constantinopla. Durante esta época, reinava o cruel imperador Justiniano II (685-695), que empreendeu a construção de uma luxuosa fonte em seu palácio, muito próximo desta Igreja, decidindo sua demolição. Ordenou então ao Patriarca Kallinikos que desse a sua bênção para que fosse posta a baixo. O Patriarca respondeu que existia orações para a edificação de igrejas, não para a sua destruição. Quando a igreja foi demolida, com lágrimas, ele gritava: «Glória a Ti, ó Senhor, que suportas com paciência todas estas coisas». Logo a ira de Deus se abateu sobre Justiniano II. No ano 695, derrotado pelo general Leôncio, (695-698) foi deposto do trono e enviado para a prisão em Chersonessus, onde cortaram-lhe o nariz. Leôncio se apoderou então do trono. 10 anos depois Justiniano fugiu de sua prisão, reuniu um exército e avançou em direção a Constantinopla. Entrando na cidade, depois de matar importantes cidadãos, decapitou o imperador e ordenou a prisão do santo Patriarca Kallinikos, e que lhe fossem arrancados os olhos, e sua língua e nariz fossem cortados. Assim, foi enviado ainda vivo para uma prisão em Roma. 40 dias depois, o muro de pedra da prisão onde estava São Kallinicos desabou e o Santo foi encontrado ainda com vida, apesar de muito fraco e respirando muito mal, tanto que, 4 dias depois, entregou sua alma a Deus. (+ 705). Diz a tradição que os Apóstolos São Pedro e São Paulo apareceram em sonho ao Papa de Roma João VI (701-705), ordenando-lhe que o corpo de São Kallinikos fosse sepultado na igreja dos Santos Apóstolos, em Roma.


Trad.: Pe. André



Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia



Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Celebrações do dia



1. São Lupus

2. Santos Ireneos e Potheinos Hieromartyr, bispos de Lougdounos

3. Execução da festa da Assunção da Virgem

4. São Ireneos, bispo de Sirmium

5. Patriarca de São Kallinikos de Constantinopla

6. Santos, trinta e oito mártires que martirizaram na Trácia

7. Santo Antônio, bispo de Sardes

8. São Nicolau da Sicília

9. São Charalambos, o Novo

10. Remoção da Sagrada Relíquia de São Cassiano

11. Reunião de Panagia Maliki

12. Encontro de Panagia tou Charou

13. Encontro de Nossa Senhora dos Nove Dias

14. Encontro da Virgem Maria

15. Encontro da Virgem Maria em Grava de Patmos

16. Encontro de Panagia Flampouriani

17. Encontro de Nossa Senhora da Misericórdia no Castelo de Kythnos

18. Encontro da Virgem de Pantanassa em Arkos (Lipsi)

19. Encontro de Panagia Faneromeni em Salamina

20. Encontro da Virgem Maria em Samos

21. Encontro de Panagia Prousiotissa na Euritânia (Panagia "no Fogo da Euritânia")

22. Encontro de Panagia Politissa em Livadia, Tilos

23. Reunião de Kyra-Panagia em Karpathos

24. Reunião de Panagia Apokoui em Nimos de Symi

25. Encontro de Panagia Skripou em Orchomenos

26. Reunião de Panagia Faneromeni em Nea Skioni, Halkidiki

27. Encontro da Virgem da Igreja Católica em Rodes

28. Encontro da Virgem dos Celtos em Arta

29. Encontro de Panagia Demerliotissa em Farsala

30. Encontro de Panagia Eloni em Arcádia

31. Encontro de Panagia Paleoforitissa em Veria

32. Encontro de Panagia Koutsouriotissa em Eratini, Fokida

33. Reunião de Panagia Dinious

34. Encontro de Panagia Malamatenia em Tinos

35. Encontro de Panagia Kremasti

36. Encontro de Panagia Makariotissa em Dombraina, Boeotia

37. Encontro de Panagia Mantzariotissa em Oxylithos, Evia

38. Reunião de Panagia Lessiniotissa em Etoloakarnania

39. Encontro de Panagia Makrimalli em Evia

40. Encontro de Panagia Agiogalousaina em Chios

41. Encontro de Panagia tis Varkou em Ilia

42. Reunião de Panagia Faneromeni em Nea Artaki, Chalkida

43. Reunião de Panagia Theomana em Nea Kio, Argolida

44. Encontro de luto por Panagia em Nea Olynthos, Halkidiki

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Leituras do dia


Matinas - Mateus 28, 16-20

Epístola - I Coríntios 15, 1-11

Evangelho - Mateus 19, 16-26

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos.

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)


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