Vista Externa da Paróquia

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Vista Interna da Paróquia - 29/11/2025

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Visita Pastoral de Dom Iosif e Dom Melétios

PROGRAMAÇÃO MENSAL

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O U T U B R O / 2 0 2 6

Domingo, 4 de outubto de 2026.

  

2º Domingo do Evangelho de São Lucas




Dom Irineo​

Bispo de Tropaion



Leituras bíblicas


Epístola: 2Cor 9,6–11 | Evangelho: Lc 6,31–36


Há uma palavra silenciosa que atravessa as duas leituras deste domingo: gratuidade. São Paulo fala daquele que semeia generosamente, daquele que dá não «com tristeza nem por constrangimento», porque «Deus ama quem dá com alegria» (2Cor 9,7). No Evangelho, Cristo leva essa mesma lógica até uma profundidade desconcertante:

«Se amais os que vos amam, que mérito tendes? […] Amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca» (Lc 6,32.35).

De um lado, a mão que se abre sem constrangimento; de outro, o coração que ama sem exigir correspondência. Em ambos, o cristão é chamado a ultrapassar a lógica da troca para entrar na lógica do dom.

O Evangelho situa-nos no coração do chamado Sermão da Planície (Lc 6,20–49), onde o Senhor descreve a forma de vida daqueles que pertencem ao Reino. A perícope começa com uma palavra conhecida:

«Como quereis que os homens vos façam, fazei vós também a eles» (Lc 6,31).

É a chamada regra de ouro, presente, sob diferentes formulações, também em antigas tradições morais. Mas Cristo não termina aí. A regra da reciprocidade é apenas o começo de uma pedagogia que conduzirá o discípulo muito além dela. Fazer ao outro aquilo que desejaríamos receber ainda conserva, de algum modo, uma correspondência entre nós e ele. Jesus prossegue: se amais os que vos amam, se fazeis o bem aos que vos fazem o bem, se emprestais àqueles de quem esperais receber, o que há nisso que revele a novidade do Reino? Também os pecadores fazem o mesmo.

A pergunta repetida por Cristo — «que mérito tendes?» — traduz o grego poía hymîn cháris estín?: literalmente, «que graça há nisso para vós?». A palavra cháris abre uma perspectiva particularmente fecunda. O Senhor não está simplesmente perguntando que recompensa moral merecemos; está revelando uma existência que já não se organiza apenas segundo o equilíbrio das trocas humanas, mas segundo a graça. O discípulo é chamado a amar onde a reciprocidade terminou.

E aqui, justamente, é que a Epístola ilumina o Evangelho. Paulo escreve aos coríntios a propósito de uma coleta destinada aos cristãos necessitados de Jerusalém. Não desenvolve, porém, uma simples instrução financeira. O gesto material torna-se manifestação de uma disposição espiritual:

«Quem semeia pouco, pouco também colherá; e quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá».

E acrescenta:

«Cada um dê conforme decidiu em seu coração, não com tristeza nem por constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria» (2Cor 9,6–7).

A imagem da semente é importante. O que se oferece não desaparece simplesmente; entra numa fecundidade que já não pertence ao controle daquele que semeou. O semeador abre a mão e confia a semente à terra. Do mesmo modo, a caridade cristã não é investimento do qual esperamos dividendos afetivos, sociais ou espirituais. É dom. E Paulo imediatamente desloca a atenção do doador para Deus:

«Deus é poderoso para vos cumular de toda graça, para que, tendo sempre e em tudo o necessário, possais transbordar em toda boa obra» (2Cor 9,8).

A generosidade cristã não nasce da ilusão de que possuímos recursos inesgotáveis; nasce da confiança de que Deus é a fonte do dom.

Isso impede duas deformações. A primeira seria compreender a generosidade como demonstração da própria virtude: dou porque sou bom, porque possuo, porque posso. Paulo inverte a perspectiva. Até a semente que o semeador lança foi primeiramente recebida.

«Aquele que fornece semente ao semeador e pão para alimento fornecerá e multiplicará também a vossa sementeira» (cf. 2Cor 9,10).

Antes de sermos doadores, somos aqueles que receberam.

A segunda deformação seria transformar a generosidade numa espécie de comércio religioso: ofereço para que Deus me devolva multiplicado. A imagem paulina da colheita não legitima uma teologia da prosperidade. O próprio Apóstolo explica que Deus multiplica «os frutos da vossa justiça» e enriquece os fiéis «para toda generosidade» (2Cor 9,10–11). Recebemos para tornar-nos capazes de oferecer; somos enriquecidos para que a graça continue passando através de nós.

É neste ponto que Paulo e Lucas se encontram de maneira admirável. A mão que aprende a dar sem constrangimento prepara o coração para amar sem cálculo. E o Evangelho leva essa gratuidade à sua prova extrema: o inimigo.

«Amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca.»

Cristo não fala apenas daquele que nos é antipático. Coloca diante de nós precisamente a pessoa de quem não podemos esperar retribuição e, mais ainda, aquela de quem talvez tenhamos recebido o contrário do bem: ofensa, rejeição, injustiça. Nesse ponto desaparece qualquer possibilidade de fundamentar o amor na reciprocidade. Se ainda amamos, será necessário encontrar outra fonte.

Essa fonte é revelada no final da perícope:

«Sede misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso» (Lc 6,36).

A medida do amor cristão deixa então de ser o comportamento do outro. O discípulo não pergunta mais: «O que ele fez por mim para merecer que eu o ame?», mas começa a perguntar: «Como Deus age comigo e com ele?». Santo Ambrósio reconhece nessa passagem uma pedagogia pela qual Cristo parte dos afetos humanos para elevar o homem aos costumes divinos. Começamos desejando para o próximo o bem que desejaríamos para nós; somos conduzidos, pela graça, a amar segundo o modo de Deus.

Isso não significa negar o mal nem confundir misericórdia com permissividade. Amar o inimigo não obriga a chamar injustiça de justiça, não impede a correção, não elimina a prudência nem exige permanecer submetido a situações destrutivas. O Evangelho pede algo mais profundo: que o mal recebido não determine aquilo em que nós próprios nos tornaremos. O outro pode ferir-me; não precisa, porém, receber o poder de dar forma ao meu coração.

Aqui se revela a verdadeira fortaleza da misericórdia. Responder à hostilidade com hostilidade é quase espontâneo. Guardar ressentimento pode parecer uma maneira de preservar a memória da justiça. Cristo abre outra possibilidade: interromper em nós a propagação do mal. A ofensa chega até nós, mas, pela graça, não precisa continuar através de nós.

São Máximo, o Confessor, ensina que o cumprimento dos mandamentos crucifica as paixões. Essa perspectiva ajuda a compreender o amor aos inimigos sem sentimentalismo. Cristo não exige que sintamos espontaneamente afeição por quem nos feriu. Pede que não entreguemos nossa vontade ao ressentimento. Podemos experimentar a dor e não desejar o mal; podemos estabelecer limites e ainda rezar; podemos buscar justiça sem alimentar vingança. A misericórdia não apaga a verdade: purifica a maneira como permanecemos diante dela.

É aqui também que a antiga virtude da magnanimidade adquire sua forma propriamente cristã. Grande é a alma que já não precisa medir cada gesto pela resposta que receberá. O magnânimo pode servir sem exigir reconhecimento, oferecer sem transformar a oferta numa dívida, reconciliar-se sem fazer do primeiro passo uma derrota. Há nele uma liberdade que se aproxima daquilo que Paulo chama de dar «com alegria»: a mão já não é aberta pela obrigação, mas por um coração progressivamente libertado da posse.

A Epístola acrescenta ainda uma dimensão que merece atenção. Paulo não diz simplesmente que Deus concede o suficiente; diz que Ele pode fazer a graça superabundar, para que também nós «superabundemos em toda boa obra» (2Cor 9,8). A abundância de Deus produz abundância de misericórdia. A graça recebida tende naturalmente a tornar-se graça oferecida. O cristão não é chamado a ser o ponto final dos dons de Deus, mas lugar de sua passagem.

A tradição ortodoxa reconhece aí algo muito maior que uma ética da generosidade. Trata-se da própria transformação do homem pela graça, de sua progressiva conformação a Deus. Santo Atanásio condensou o mistério da Encarnação afirmando que o Filho de Deus fez-Se homem para que o homem pudesse participar da vida divina. A tradição chamará essa vocação de theosis, deificação. Não nos tornamos semelhantes a Deus por natureza, mas participamos, pela graça, de sua vida e de suas energias. Por isso, quando Cristo diz «sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso», não apresenta apenas um ideal moral exterior; revela a vocação última do ser humano.

Poucas coisas manifestam tão concretamente essa transformação quanto a misericórdia. Santo Isaac, o Sírio, descreve o coração misericordioso como um coração que arde por toda a criação. Quanto mais o homem é tocado pela graça, menos consegue dividir a humanidade entre aqueles que merecem seu amor e aqueles a quem poderia legitimamente negar qualquer compaixão. Não porque deixe de discernir o bem e o mal, mas porque começa a olhar cada pessoa à luz da misericórdia que ele próprio recebeu.

Tudo isso poderia parecer elevado demais se o Evangelho não nos conduzisse imediatamente à vida cotidiana. Nosso «inimigo» nem sempre é alguém distante. Às vezes está dentro de casa, no trabalho, na comunidade, entre pessoas que conhecemos há muitos anos. E nem sempre existem grandes conflitos. Há pequenas contas cuidadosamente conservadas: uma palavra que não esquecemos, um reconhecimento que não veio, uma preferência que nos feriu, uma desculpa que julgamos devida, um gesto cuja ausência continuamos contabilizando. O coração pode transformar-se, pouco a pouco, num livro de débitos e créditos.

As duas leituras deste domingo convidam-nos a fechar esse livro.

Paulo diz: semear largamente, dar com alegria. Cristo diz: fazer o bem sem esperar receber. O Apóstolo fala da mão aberta; o Evangelho chega ao coração aberto. Em ambos, encontramos a mesma libertação da necessidade de retribuição.

Um primeiro exercício dessa liberdade pode ser simplesmente a oração. Rezar pela pessoa que nos feriu, não pedindo que Deus confirme nossa razão ou castigue o outro, mas colocando-o diante do mesmo Senhor diante do qual nós próprios necessitamos de misericórdia. Talvez os sentimentos não mudem imediatamente. A oração, porém, começa a transformar o lugar interior de onde olhamos para aquela pessoa.

Depois virá algum gesto possível: interromper uma palavra que aumentaria o conflito, não repetir uma acusação, fazer o bem sem anunciá-lo, renunciar à satisfação diante do fracasso de alguém de quem não gostamos, dar sem esperar agradecimento. São sementes pequenas. E é justamente por isso que a imagem de Paulo é tão bela: o cristão semeia sem possuir a colheita.

Na Divina Liturgia, essa lógica chega à sua plenitude. Aproximamo-nos do Cálice como aqueles que vivem de um Dom que jamais poderiam retribuir. Tudo o que recebemos de Cristo é graça. Seu Corpo é dado; seu Sangue é derramado; sua vida é oferecida «pela vida do mundo». A Eucaristia educa o coração para uma existência eucarística: receber agradecendo e oferecer gratuitamente.

Guardemos então uma pergunta para este domingo: quanto de nossas relações ainda depende da reciprocidade? A quem amamos somente enquanto somos amados? A quem servimos enquanto somos reconhecidos? Que bem deixamos de fazer porque ninguém agradeceu o anterior?

Cristo não condena a alegria da reciprocidade. O amor correspondido é também dom de Deus. Mas não permite que façamos dela a medida última de nossa caridade. Há um amor maior, cuja fonte já não está na resposta do outro, mas no Pai misericordioso.

São Paulo chama-nos a semear generosamente. Cristo chama-nos a amar gratuitamente. E ambos nos conduzem ao mesmo mistério: só consegue verdadeiramente oferecer aquele que descobriu que primeiro recebeu. A misericórdia cristã nasce dessa memória. Tudo é graça; e aquilo que recebemos de Deus torna-se, em nossas mãos e em nosso coração, semente lançada na vida do próximo.

«Sede misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso.»

É esta a medida. Não a equivalência, mas o Pai; não o cálculo, mas a graça; não aquilo que esperamos receber, mas aquilo que já recebemos de Deus. E é nesse caminho, percorrido pouco a pouco, que a misericórdia deixa de ser apenas um mandamento diante de nós e começa, pela graça, a tornar-se vida em nós.

Referências
SANTO AMBRÓSIO DE MILÃO. Expositio Evangelii secundum Lucam, lib. V–VI.
SANTO ATANÁSIO DE ALEXANDRIA. De Incarnatione Verbi, 54.
SANTO MÁXIMO, O CONFESSOR. Centúrias sobre a Caridade, I.
SANTO ISAAC, O SÍRIO. Homilias Ascéticas, especialmente os textos sobre o coração misericordioso.
SÃO JOÃO CRISÓSTOMO. Homiliae in Epistolam II ad Corinthios.
STORNIOLO, Ivo. Como Ler o Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus.
HAMMAN, A. G. Os Padres da Igreja. São Paulo: Paulinas.


Extraído do site: ecclesia.com.br




Vida dos Santos




Santo (Abba) Amon, Padre do deserto






Data de celebração: 04/10/2026

Tipo de festa: Fixa

Santo (a) do dia:
Santo (Abba) Amon, Padre do deserto

Biografia:

Diz-se que Santo Amon foi o primeiro dos Padres do Egito, e que fundou um monastério em Nitria, tornando-se um dos mais célebres ermitães do deserto. Depois da morte de seus pais, que eram pessoas de muitas posses, seu tio e outros parentes obrigaram o jovem a se casar. Nessa época Amon estava com vinte e oito anos de idade. Lendo para a sua esposa os louvores de São Paulo, no estado de virgindade, conseguiu convencê-la a viver com ele em absoluta continência durante 18 anos. Amon se mortificava severamente, preparando-se para a austeridade da vida do deserto. Passava dias inteiros entregue ao trabalho, numa grande plantação de árvores de bálsamo. Ceava com sua esposa algumas ervas e frutos, retirando-se depois para a oração que se estendia noite adentro. Quando seu tio e os outros parentes que tinham interesse em que permanecesse na vida do mundo morreram, Amon conseguiu o consentimento de sua esposa e retirou-se ao deserto de Nitria. Sua esposa reuniu em sua casa uma comunidade de mulheres devotas, e Santo Amon as visitava duas vezes ao ano para dirigi-las no caminho da vida espiritual.

Nítria se chama, atualmente Wady Natrun, estando situada há uns cento e dez quilômetros ao sudeste de Alexandria. Há uma descrição deste lugar que diz o seguinte: «É um pântano doentio e coberto de ervas, infestado de répteis e insetos venenosos. Existem bons e maus oásis. O oásis pantanoso de Nítria recebeu esse nome porque suas águas são salgadas. Os ermitães o elegeram porque era ainda pior que o deserto».

Os primeiros discípulos de Santo Amon viviam em celas separadas até que Santo Antônio, o Grande, os aconselhou que se reunissem sob a direção de um diretor sensato. No entanto, o monastério não passava, até então, de uma espécie de colônias de celas independentes. O próprio Santo Antônio escolheu o lugar para o seu grupo de monges. Santo Amon e Santo Antônio costumavam visitar-se um ao outro com freqüência.

Santo Amon levava uma vida de muita austeridade. Desde que chegou ao deserto, acostumou-se a alimentar-se de pão e água e apenas uma vez ao dia e, às vezes, a cada três ou quatro dias. Assim o fez até o fim de seus dias. Entre os muitos milagres atribuídos a ele, Santo Atanásio faz referência a um em sua obra «A Vida de Santo Antão». Em certa ocasião, Santo Amon precisou cruzar o rio em companhia de um de seus discípulos, Teodoro, As águas tinham alcançado um nível elevado. Se discípulo se afastou um pouco para despir-se. Santo Amon não gostava de despir-se para atravessar o rio, mesmo quando estava sozinho. De súbito, foi transportado, milagrosamente para a outra margem. Quando chegou a sua vez, Teodoro percebeu que seu mestre não estava molhado. Perguntou-lhe, então, o que havia acontecido. Santo Amon não viu outra saída senão revelar a Teodoro o milagre, na condição de que seu discípulo prometesse não revelar nada a ninguém enquanto ele, Amon, estivesse vivo. E viveu até alcançar a idade de setenta e dois anos. Santo Antônio encontrava-se, então, a uma distância de treze dias de viagem, e soube que seu amigo havia morrido através de uma visão em que presenciou a alma de Santo Amon subindo aos céus.


Trad.: Pe. André


Extraído do site: ecclesia.com.br



Hino do dia






Bispo de São João Batista de Atenas

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Celebrações do dia




1) - São Hierotheos Bispo de Atenas

2) - Santo Mártir Domnini e suas filhas Vernicus e Predictus

3) - São João, o Lamphead

4) - São Pedro, o Hieromártir, do Capitólio

5) - São Avdaktos e Calistenes, sua filha

6) - Santo Amon, o Egípcio

7) - Santos Faustos, Gaius, Eusebius, Hieromonks, o Diácono

8) - Remoção das Relíquias Sagradas de Saint Guria

9) - Recordação do Bispo de Tver e Kazan das Santas Relíquias de São Varanasi

10) - São Teodoro "de Tamasos"

11) - Saint Edouin

12) - Todos os Santos Hierarcas em Novgorod, Rússia

13) - São Amônio da Lavra das Cavernas

14) - São Pedro, o Ampliado

15) - Oséias Anna, a princesa

16) - Encontro de Nossa Senhora das Batatas Amarelas na Austrália

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Leituras do dia


Matinas - João 20, 1-10

Epístola - II Corintios 9, 6-11

Evangelho -
Lucas 5, 17-26

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)



Jejum


Livre

Permitido todos os alimentos

Extraído do site: Ορθόδοξος Συναξαριστής (Livro Ortodoxo dos Santos)

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